15 de fevereiro de 2016

Domingo IV do Advento

20 de Dezembro




“Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?



Nestes últimos dias antes do Natal, a mensagem fundamental da Palavra de Deus gira à volta da definição da missão de Jesus: propor um projeto de salvação e de libertação que leve os homens à descoberta da verdadeira felicidade.

O Evangelho sugere que esse projeto de Deus tem um rosto: Jesus de Nazaré veio ao encontro dos homens para apresentar aos prisioneiros e aos que jazem na escravidão uma proposta de vida e de liberdade. Ele propõe um mundo novo, onde os marginalizados e oprimidos têm lugar e onde os que sofrem encontram a dignidade e a felicidade. Este é um anúncio de alegria e de salvação, que faz rejubilar todos os que reconhecem em Jesus a proposta libertadora que Deus lhes faz. Essa proposta chega, tantas vezes, através dos limites e da fragilidade dos “instrumentos” humanos de Deus; mas é sempre uma proposta que tem o selo e a força de Deus.

A primeira leitura sugere que este mundo novo que Jesus, o descendente de David, veio propor é um dom do amor de Deus. O nome de Jesus é “a Paz”: Ele veio apresentar uma proposta de um “reino” de paz e de amor, não construído com a força das armas, mas construído e acolhido nos corações dos homens.

A segunda leitura sugere que a missão libertadora de Jesus visa o estabelecimento de uma relação de comunhão e de proximidade entre Deus e os homens. É necessário que os homens acolham esta proposta com disponibilidade e obediência –à imagem de Jesus Cristo –num “sim” total ao projeto de Deus.

A encarnação de Jesus e o seu “eis-Me aqui, Pai” correspondem ao projeto de Deus de aproximar os homens de Si, de estabelecer com eles uma relação de filiação e de amor. Nestes dias em que preparamos o Natal, somos convidados a contemplar a ação de um Deus que ama de tal forma os homens que envia ao nosso encontro o Filho, a fim de nos conduzir à comunhão com Ele. O encontro com Deus é feito a partir de Cristo, o Filho que entrega a vida, a fim de que o projeto do Pai se torne presente na vida dos homens e de que os homens, aprendendo o amor e a entrega total, aceitem tornar-se “filhos de Deus”.
Com Jesus, anuncia-se a eliminação da opressão, da injustiça, de tudo aquilo que rouba e que limita a vida e a felicidade dos homens. Jesus, ao “nascer” entre nós, tem por missão propor um mundo onde a justiça, os direitos humanos, a dignidade, a vida e a felicidade das pessoas são absolutamente respeitados. Dizer que Jesus, hoje, nasce no nosso mundo significa propor esta mensagem libertadora e salvadora.


Liturgia da Palavra Domingo IV do Advento


I Leitura Miq 5, 1-4a
«De ti sairá Aquele que há de reinar sobre Israel»
Completando a profecia de Isaías sobre o «Emanuel» (Deus connosco), o profeta Miqueias, seu contemporâneo, anuncia o lugar do nascimento do Messias Salvador e descreve a Sua missão. Será na cidade de Belém que dará à luz Aquela que será a Mãe do Salvador. Aí nascerá o Rei futuro, que será Pastor do Seu Povo. O Seu nascimento significa a presença de Deus no mundo, o fim do afastamento de Deus com o pecado e a reunificação universal dos irmãos.

Salmo 79 (80)
Senhor nosso Deus, fazei-nos voltar, mostrai-nos o vosso rosto e seremos salvos.

II Leitura Hebr 10, 5-10
«Eu venho para fazer a vossa vontade»
A entrada de Jesus no mundo está orientada para o drama da Cruz e o triunfo da Páscoa. O mistério da Encarnação é inseparável do mistério da Redenção. O esplendor da Páscoa ilumina já a aurora do Natal. O Filho de Deus, preexistente na natureza divina, desde o momento da Sua entrada no mundo pela Encarnação oferece-Se como vítima. E esta oblação divina e humana santifica e salva desde esse momento, virtualmente, unida à sua expressão prática na oblação da Cruz. Ao assumir a nossa condição humana, para a salvar, aceita os desígnios de Deus sobre Ele e ensina-nos a viver a vida como realização quotidiana da Vontade de Deus, na santificação interior, pela obediência e o amor.

Aclamação ao Evangelho Mt 1, 38
Eis a escrava do Senhor: faça-se em mim segundo a vossa palavra.

Evangelho Lc 1, 39-45
«Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?»
As intervenções de Deus na História da Salvação são, por vezes, designadas como «visitas» do Senhor ao Seu povo. A última intervenção de Deus, com a Encarnação, é também para S. Lucas uma «visita» do Senhor aos Seus. Maria aparece intimamente unida a esta «visita» do Senhor ao Seu povo. Ela é, na verdade, a morada de Deus entre os homens, a nova Arca da Aliança, perante a qual, João, ungido pelo Espírito que repousa sobre o Messias, exulta de alegria, à semelhança de David. Em Maria concretiza-se, de algum modo, o encontro de Deus com a humanidade. Ela inicia a era messiânica. É a mulher que assegura ao seu povo a vitória absoluta sobre o pecado e o mal. Esta união continuará no prolongamento da «visita» do Senhor a todos os homens, que é a vida da Igreja.


Preparando a Liturgia para o Domingo da Sagrada Família de Jesus, Maria e José


Sir 3, 3-7.14-17a (gr. 2-6.12-14)
«Aquele que teme a Deus honra os seus pais

Salmo 127 (128)
Ditosos os que temem o Senhor, ditosos os que seguem os seus caminhos.

Col 3, 12-21
A vida doméstica no Senhor.

Lc 2, 41-52
Jesus é encontrado por seus pais no meio dos doutores


Palavra de Deus para a Semana de 21 a 26 de Dezembro


21 Segunda
Cânt 2, 8-14 ou Sof 3, 14-18a-Salmo32 (33)-Lc 1, 39-45
Ó Emanuel, nosso rei e legislador, esperança das nações
e salvador do mundo: vinde salvar-nos, Senhor, nosso Deus.

22 Terça
1 Sam 1, 24-28 -Salmo1 Sam 2, 1. 4-5. 6-7. 8abcd -Ev Lc 1, 46-56
Ó Rei das nações e Pedra angular da Igreja,
vinde salvar o homem que formastes do pó da terra.
  
23 Quarta
Mal 3, 1-4. 23-24 -Salmo24 (25) -Lc 1, 57-66
Ó Rei das nações e Pedra angular da Igreja,
vinde salvar o homem que formastes do pó da terra.
  
24 Quinta
2 Sam 7, 1-5.8b-12.14a.16-Salmo 88 (89) -Ev Lc 1, 67-79
Amanhã cessará a malícia na terra e reinará sobre nós o Salvador do mundo.

25 Sexta
Is 52, 7-10 -Salmo97 (98) -Hebr 1, 1-6-Jo 1, 1-18 ou Jo 1, 1-5. 9-14
Santo é o dia que nos trouxe a luz. Vinde adorar o Senhor.
Hoje, uma grande luz desceu sobre a terra.

26 Sábado
Act 6, 8-10; 7, 54-59 -Salmo30 (31) - Mt 10, 17-22
Bendito O que vem em nome do Senhor;
o Senhor é Deus e fez brilhar sobre nós a sua luz


21 de Dezembro


S. Pedro Canísio, presbítero e doutor da Igreja

Nasceu em 1521, em Nimega (Holanda). Estudou em Colónia e entrou na Companhia de Jesus. Foi ordenado sacerdote em 1546. Destinado à Alemanha, trabalhou denodadamente na defesa da fé católica com seus escritos e pregação. Publicou numerosas obras, entre as quais se destaca o seu Catecismo. Morreu em Friburgo (Suíça), no ano de 1597.


23 de Dezembro


S. João de Kenty, presbítero

Nasceu em Kenty, na diocese de Cracóvia, em 1390; ordenou-se sacerdote e foi muitos anos professor da Universidade de Cracóvia; depois, foi pároco de Ilkus. À fé que ensinava uniu grandes virtudes, sobretudo a piedade e a caridade para com o próximo, tornando-se um modelo insigne para seus colegas e discípulos. Morreu em 1473.

25 Dezembro


Natal do Senhor

Passados inumeráveis séculos desde a criação do mundo, quando no princípio Deus criou o céu e a terra e formou o homem à sua imagem; depois de muitos séculos, desde que o Altíssimo pôs o seu arco nas nuvens como sinal de aliança e de paz; vinte e um séculos depois da emigração de Abraão, nosso pai na fé, de Ur dos Caldeus; treze séculos depois de Israel ter saído do Egipto, guiado por Moisés; cerca de mil anos depois que David foi ungido rei; na semana sexagésima quinta, segundo a profecia de Daniel; na Olimpíada cento e noventa e quatro; no ano setecentos e cinquenta e dois da fundação de Roma; no ano quarenta e dois do império de César Octávio Augusto; estando todo o orbe em paz, Jesus Cristo, Deus eterno e Filho do eterno Pai, querendo consagrar o mundo com a sua piedosíssima vinda, concebido pelo Espírito Santo, nove meses depois da sua conceição, nasceu em Belém de Judá, da Virgem Maria, feito homem: Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo a carne.


26 Dezembro


S. Estevão, primeiro mártir

Estêvão foi um dos primeiros sete Diáconos escolhidos pelos Apóstolos, com o fim de por eles serem aliviados de tarefas administrativas. Homem cheio do Espírito Santo, não limitou Estêvão o seu «diaconado» aos serviços caritativos. Com efeito, dedicou-se, com toda a sua alma, à evangelização, tornando-se testemunho de Cristo Ressuscitado. O livro dos Atos dos Apóstolos atribui-lhe um discurso, que, sendo o primeiro ensaio cristão da leitura dos textos do Antigo Testamento em função da vinda do Senhor, servirá de modelo aos primeiros arautos do Evangelho.
Primeiro diácono, foi também o primeiro mártir da Igreja. Cerca do ano 36 da nossa era, com uma morte aceite com as mesmas disposições com que Jesus aceitou a Sua, Estêvão dava o supremo testemunho do Seu amor por Ele.

Caminhada de Advento – Natal – 2015-2016


Há mais alegria em dar (-se)! (At 20,35)
Felizes os misericordiosos! (Mt 5,7)


4.ª Semana do Advento
“Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio” (Lc 1,41)!

Acolhimento
Continuar a encher o cabaz paroquial com os “rolos” “palhinhas”

Acolhe!
- Telefonar/marcar um encontro com alguém que não se veja há muito tempo.
- Procurar, dentro da comunidade, alguém que viva sozinho (ou não tenha família) para partilhar a Ceia de Natal.


Intenções para a Eucaristia de 25 de Dezembro (10h)

Aniv. Fal.de Alexandre Joaquim Soares;
Aniv. Fal. de Fernando Pinto Melo;
Manuel da Silva Pinto.

 


Intenções para a Eucaristia de 27 de Dezembro (10h)

Manuel Pinto da Costa;
Maria Emília Ferreira, da Sra. da Piedade;
Manuel Alfredo da Fonseca Soares;
Fernando Moreira Caetano;
Joaquim Moreira e esposa, do Alto;
Maria Luísa de Sousa e marido, de Vila Nova;
Joaquim Vieira e esposa, das Regadas;
Gualter Ferraz Pinto, de Vila Nova;
Maria Emília Leal Teixeira;
Maria da Conceição Aguiar Pinto e marido;
Alexandre Luís Barros Ferraz;
José Araújo;
António da Silva Luís, do Lameu.

14 de fevereiro de 2016

Domingo III do Advento

13 de Dezembro



“Irmãos: alegrai-vos sempre no Senhor. Novamente vos digo: alegrai-vos. O Senhor está próximo”.


O tema deste 3º Domingo do Advento Domingo pode girar à volta da pergunta: “e nós, que devemos fazer?” Preparar o “caminho” por onde o Senhor vem significa questionar os nossos limites, o nosso egoísmo e comodismo e operar uma verdadeira transformação da nossa vida no sentido de Deus.

O Evangelho sugere três aspetos onde essa transformação é necessária: é preciso sair do nosso egoísmo e aprender a partilhar; é preciso quebrar os esquemas de exploração e de imoralidade e proceder com justiça; é preciso renunciar à violência e à prepotência e respeitar absolutamente a dignidade dos nossos irmãos. O Evangelho avisa-nos, ainda, que o cristão é “batizado no Espírito”, recebe de Deus vida nova e tem de viver de acordo com essa dinâmica.

A primeira leitura sugere que, no início, no meio e no fim desse “caminho de conversão”, espera-nos o Deus que nos ama. O seu amor não só perdoa as nossas faltas, mas provoca a conversão, transforma-nos e renova-nos. Daí o convite à alegria: Deus está no meio de nós, ama-nos e, apesar de tudo, insiste em fazer caminho connosco.
A segunda leitura insiste nas atitudes corretas que devem marcar a vida de todos os que querem acolher o Senhor: alegria, bondade, oração.

O amor é a essência de Deus. Deus nos ama, muito para além das nossas falhas e fraquezas, e seu amor nos transforma, nos torna menos egoístas e mais humanos.
O que renova o mundo e o transforma não é o medo, mas o amor. O medo provoca insegurança, pessimismo, angústia, sofrimento, bloqueamento; o amor é que faz crescer, é que cria dinamismos de superação, é que nos torna mais humanos, é que nos faz confiar, é que potencia o encontro e a comunhão…

Deus não desiste de vir ao nosso encontro e de residir no meio de nós. Ele tem uma proposta de salvação que quer, a todo o custo, apresentar-nos. A constatação de que Deus nos ama e que reside no meio de nós com uma proposta de salvação e de felicidade para todos os que O acolhem não pode provocar senão uma imensa alegria no coração dos crentes. Damos sempre testemunho dessa alegria?

Liturgia da Palavra do Domingo III do Advento


I Leitura Sof 3, 14-18a
«O Senhor exulta de alegria por tua causa»
O convite à alegria, dirigido pelo profeta a Jerusalém, está fundamentado nesta certeza consoladora: Deus, o Rei de Israel e o Salvador, está presente no meio do Seu Povo, apesar das desordens e pecados passados.
Esta presença amorosa de Deus traz consigo o perdão, suspendendo o castigo, afastando o medo e o desalento e dando origem a uma renovação tão maravilhosa que o próprio Deus Se alegrará perante esta nova criação.

Salmo Is 12, 2-3.4bcd.5-6
Povo do Senhor, exulta e canta de alegria.

II Leitura: Filip 4, 4-7
«O Senhor está próximo»
A Religião cristã é uma religião de alegria. É certo que alguns cristãos ficam apenas na Quaresma, esquecidos de que ela é apenas uma etapa na obra redentora, e de que, para além da Paixão e da Ressurreição, Cristo continua a viver no meio de nós, pondo-nos em comunhão com Deus e com os irmãos.
A alegria é uma consequência da nossa fé, um imperativo do Senhor, que S. Paulo reforça. O cristão deve vivê-la, mesmo nas horas más, deve transmiti-la, dando assim testemunho da presença de Deus no mundo.

Aclamação ao Evangelho Is 61, 1 (cf. Lc 4, 18)
O Espírito do Senhor está sobre mim: enviou-me a anunciar a boa nova aos pobres.

Evangelho Lc 3, 10-18
«Que devemos fazer?»
João Baptista inserindo-se na linha dos profetas do A. T., para os quais a conversão consistia em voltar a viver o amor de Deus e do próximo, indica aos homens das mais diversas classes sociais qual a penitência agradável a Deus – o cumprimento dos seus deveres, em função do amor do próximo.
Mas a conversão, com o abandono do pecado, é também receção do Espírito, ou Amor de Deus, princípio duma vida nova, que se comunica mediante um sinal de conversão – o Batismo. Ninguém é excluído desta conversão, pois todas as situações humanas se podem viver no amor.

Preparando a Liturgia para o Domingo IV do Advento


Miq 5, 1-4a 
«De ti sairá Aquele que há de reinar sobre Israel»

Salmo 79 (80) 
Senhor nosso Deus, fazei-nos voltar,
mostrai-nos o vosso rosto e seremos salvos.

Hebr 10, 5-10 
«Eu venho para fazer a vossa vontade»

Lc 1, 39-45 
«Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?»

Palavra de Deus para a Semana 14 A 19 de Dezembro
 


14 Segunda
Num 24, 2-7. 15-17a - Salmo 24 (25) - Mt 21, 23-27
Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia e dai-nos a vossa salvação.

15 Terça
Sof 3, 1-2. 9-13 - Salmo 33 (34) - Mt 21, 28-32
Vinde, Senhor, e não tardeis, perdoai os pecados do vosso povo.

16 Quarta
Is 45, 6b-8. 18. 21b-25 - Salmo 84 (85) - Lc 7, 19-23
Clama com voz forte, arauto da boa nova:
O Senhor vem com poder e majestade.

17 Quinta
Gen 49, 2. 8-10 - Salmo 71 (72) - Mt 1, 1-17
Ó Sabedoria do Altíssimo, que tudo governais com firmeza e suavidade:
vinde ensinar-nos o caminho da salvação.

18 Sexta
Jer 23, 5-8 - Salmo 71 (72) - Mt 1, 18-25
Ó Chefe da casa de Israel, que no Sinai destes a Lei a Moisés:
vinde resgatar-nos com o poder do vosso braço.

19 Sábado
Jz 13, 2-7. 24-25a - Salmo 70 (71) - Lc 1, 5-25
Ó rebento da raiz de Jessé, sinal erguido diante dos povos:
vinde libertar-nos, não tardeis mais.


13 Dezembro 


S. Luzia, virgem e mártir

Morreu provavelmente em Siracusa, durante a perseguição de Diocleciano. O seu culto estendeu-se, desde a antiguidade, quase a toda a Igreja, e o seu nome foi introduzido no Cânon Romano.


14 Dezembro 


S. João da Cruz, presbítero e doutor da Igreja

Nasceu em Fontiveros, província de Ávila (Espanha) pelo ano de 1542. Depois de ter passado algum tempo na Ordem dos Carmelitas, foi o primeiro entre os seus irmãos de Religião que, a partir de 1568, persuadido por Santa Teresa de Jesus, se declarou a favor da reforma da sua Ordem, e suportou, por isso, inumeráveis sofrimentos e trabalhos. Morreu em Úbeda no ano 1591, com grande fama de santidade e sabedoria, de que dão testemunho os seus escritos espirituais.


Caminhada de Advento – Natal – 2015-2016


Há mais alegria em dar (-se)! (At 20,35)
Felizes os misericordiosos! (Mt 5,7)




3.ª Semana do Advento
“Seja de todos conhecida a vossa bondade” (Fl 4,5)!

Bondade
- Esvaziar o cabaz familiar ou de grupo para o cabaz paroquial.
- Continuar a encher o cabaz paroquial com os “rolos” (“palhinhas”).

Sê bom!
- Disponibilizar-se para ajudar alguém.
- Visitar, sozinho ou em família, um amigo, um vizinho, um doente, uma pessoa só.

 


Intenções para a Eucaristia de 20 de Dezembro (10h)

José Gomes de Araújo e familiares; Associados da Mensagem de Fátima; Emídio Ribeiro; António Pereira de Freitas e esposa; Maria da Conceição Moreira, de Vila; Manuel da Silva Pinto e seus familiares; Joaquina da Silva Madureira (falecida na Fundação Sto. António) e marido; Manuel Vieira Ribeiro, pais e sogros

“E nós, que devemos fazer?”

Os bens que temos à nossa disposição são sempre um dom de Deus e, portanto, pertencem a todos: ninguém tem o direito de se apropriar deles em seu benefício exclusivo. As desigualdades chocantes, a indiferença que nos leva a fechar o coração aos gritos de quem vive abaixo do limiar da dignidade humana, o egoísmo que nos impede de partilhar com quem nada tem, são obstáculos intransponíveis que impedem o Senhor de nascer no meio de nós. As nossas comunidades e nós próprios damos testemunho desta partilha que é sinal do Reino proposto por Jesus?

Os publicanos eram aqueles que extorquíam dinheiro de modo duvidoso, despojando os mais pobres e enriquecendo de forma ilícita. Que dizer dos modernos esquemas imorais (às vezes lícitos, mas imorais) de enriquecimento rápido? Que dizer da corrupção, do branqueamento de dinheiro sujo, da fuga aos impostos, das taxas exageradas cobradas por certos serviços, das falcatruas? Será possível prejudicar conscientemente um irmão ou a comunidade inteira e acolher “o Senhor que vem”?

“Não exerçais violência sobre ninguém”… E os atos de violência, que tantas vezes atingem inocentes e derramam sangue ou, ao menos, provocam sofrimento e injustiça? E os atos gratuitos de terrorismo, ainda que sejam mascarados de luta pela libertação? E a exploração de quem trabalha, a recusa de um salário justo, ou a exploração de imigrantes estrangeiros? Neste quadro, é possível acolher Jesus?


Ser cristão é ser batizado no Espírito, quer dizer, é ser portador dessa vida de Deus que nos permite testemunhar Jesus e a sua proposta. O que é que conduz a nossa caminhada e motiva as nossas opções – o Espírito, ou o nosso egoísmo e comodismo?

Domingo II do Advento

6 de Dezembro



“Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas e toda a criatura verá a salvação de Deus.”


Podemos situar o tema deste domingo à volta da missão profética. Ela é um apelo à conversão, à renovação, no sentido de eliminar todos os obstáculos que impedem a chegada do Senhor ao nosso mundo e ao coração dos homens. Esta missão é uma exigência que é feita a todos os batizados, chamados – neste tempo em especial – a dar testemunho da salvação/libertação que Jesus Cristo veio trazer.

A primeira leitura sugere que este “caminho” de conversão é um verdadeiro êxodo da terra da escravidão para a terra da felicidade e da liberdade. Durante o percurso, somos convidados a despir-nos de todas as cadeias que nos impedem de acolher a proposta libertadora que Deus nos faz. A leitura convida-nos, ainda, a viver este tempo numa serena alegria, confiantes no Deus que não desiste de nos apresentar uma proposta de salvação, apesar dos nossos erros e dificuldades.

A segunda leitura chama a atenção para o facto de a comunidade se dever preocupar com o anúncio profético e dever manifestar, em concreto, a sua solidariedade para com todos aqueles que fazem sua a causa do Evangelho. Sugere, também, que a comunidade deve dar um verdadeiro testemunho de caridade, banindo as divisões e os conflitos: só assim ela dará testemunho do Senhor que vem.

O Evangelho apresenta-nos o profeta João Baptista, que convida os homens a uma transformação total quanto à forma de pensar e de agir, quanto aos valores e às prioridades da vida. Para que Jesus possa caminhar ao encontro de cada homem e apresentar-lhe uma proposta de salvação, é necessário que os corações estejam livres e disponíveis para acolher a Boa Nova do Reino. É esta missão profética que Deus continua, hoje, a confiar-nos.

O Advento é um tempo favorável para o êxodo da terra da escravidão para a terra da liberdade. Neste tempo somos especialmente confrontados com as cadeias que ainda nos prendem e convidados a percorrer esse caminho de regresso que a bondade e a ternura de Deus vão aplanar, a fim de que possamos regressar à cidade nova da alegria e da liberdade.

Preparar o caminho do Senhor é convidar a uma conversão urgente, que elimine o egoísmo, que destrua os esquemas de injustiça e de opressão, que derrote as cadeias que mantêm os homens prisioneiros do pecado… Preparar o caminho do Senhor é um re-orientar a vida para Deus, de forma a que Deus e os seus valores passem a ocupar o primeiro lugar no nosso coração e nas nossas prioridades de vida.

Liturgia da Palavra Domingo II do Advento


I Leitura Bar 5, 1-9
«Deus mostrará o teu esplendor»

Deus promete a Israel dias de glória e de bênção, que porão fim ao cativeiro da Babilónia. Os membros do Povo eleito, dispersos, em pequenos grupos, num mundo pagão, hão de reunir-se, não pelo esforço dos homens, mas por obra do mesmo Deus, em volta de Jerusalém, constituindo, de novo, uma nação com destino próprio.
Como a Israel, Deus também nos libertou, por meio de Jesus Cristo, que veio à terra para nos reunir no Seu Povo, a Sua Igreja, a «Jerusalém do alto» e «nossa mãe».
                               
Salmo   125 (126)
O Senhor fez maravilhas em favor do seu povo.

II Leitura Filipe 1, 4-6.8-11
«Puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo»

Graças à ação divina e à cooperação dada pelos cristãos de Filipos, o Evangelho difundiu-se extraordinariamente. Por isso, S. Paulo, com os mesmos sentimentos de alegria com que o profeta celebrava o «regresso» a Jerusalém, canta a «conversão» dos homens ao Evangelho, ao mesmo tempo que exorta os Filipenses a continuarem a trabalhar na construção da Igreja, pelo progresso na caridade e no conhecimento de Deus.
                               
Aclamação ao Evangelho Lc 3, 4.6
Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas
e toda a criatura verá a salvação de Deus.

Evangelho Lc 3, 1-6
«Toda a criatura verá a salvação de Deus»

S. Lucas situando, com precisão, a pregação de João Baptista no coração da história dos homens, indica, claramente que a salvação é universal, oferecida a todos os homens, sem exceção. «Ao novo Povo de Deus todos os homens são chamados» (LG 13).
A condição essencial para a aceitação da salvação é a conversão a Deus, que envolve, como consequências a libertação do pecado.
Para que a vinda misteriosa de Cristo às nossas almas, hoje se cumpra, é necessário, pois, «preparar os caminhos do Senhor».


Preparando a Liturgia para o Domingo  III do Advento


Sof 3, 14-18a                     
«O Senhor exulta de alegria por tua causa»

Salmo  12                            
Povo do Senhor, exulta e canta de alegria

Filip 4, 4-7                          
«O Senhor está próximo»

Lc 3, 10-18                           
«Que devemos fazer?»

Palavra de Deus para a semana de 7 a 12 de Dezembro


7 Segunda
Is 35, 1-10 -  Salmo 84 (85) - Lc 5, 17-26
Eis que vem o Rei, Senhor de toda a terra,
libertar-nos do jugo do nosso cativeiro.

8 Terça 
Gen 3, 9-15. 20 - Salmo 97 - Ef 1, 3-6. 11-12 - Lc 1, 26-38
Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco,
bendita sois Vós entre as mulheres.

9 Quarta 
Is 40, 25-31 - Salmo 102 (103) -  Mt 11, 28-30
O Senhor vem salvar o seu povo;
felizes os que estão preparados para ir ao seu encontro.

10 Quinta 
Is 41, 13-20 - Salmo 144 (145) - Mt 11, 11-15
Desça o orvalho do alto dos céus  e as nuvens chovam o justo;
abra-se a terra e germine o Salvador.

11 Sexta
Is 48, 17-19 - Salmo 1 - Mt 11, 16-19
O Senhor está perto, ide ao seu encontro; Ele é o príncipe da paz.

12 Sábado 
Sir 48, 1-4. 9-11 - Salmo 79 (80) -  Mt 17, 10-13
Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas
e toda a criatura verá a salvação de Deus.

                              Caminhada de Advento – Natal – 2015-2016   

                                           

                               Há mais alegria em dar (-se)!  (At 20,35)                                                                                                   Felizes os misericordiosos!  (Mt 5,7)

2.ª Semana do Advento
“Tenho plena confiança de que Aquele que começou em vós tão boa obra há de levá-la a bom termo, até ao dia de Cristo Jesus” (Fl 1,6)!

Confiança

Esvaziar o cabaz familiar ou de grupo para o cabaz paroquial.

Confia!

- Dedicar algum do tempo à oração confiante.
- Experimentar o conforto e o consolo de um Deus que confia em ti.


6  Dezembro     


S. Nicolau, bispo

Bispo de Mira, na Lícia (hoje Turquia), morreu nos meados do século IV e foi venerado em toda a Igreja, sobretudo a partir do século X.


7  Dezembro

    
S. Ambrósio, bispo e doutor da Igreja

Nascido em Tréveris, cerca do ano 340, de uma família romana, fez os seus estudos em Roma e iniciou em Sírmio a carreira pública. Em 374, vivendo em Milão, foi inesperadamente eleito para bispo da cidade e recebeu a ordenação em 7 de Dezembro. Fiel cumpridor do seu dever, distinguiu-se sobretudo na caridade para com todos, como verdadeiro pastor e mestre dos fiéis. Defendeu corajosamente os direitos da Igreja; com seus escritos e sua atividade ilustrou a verdadeira doutrina contra o arianismo. Morreu no Sábado Santo, em 4 de Abril de 397.


8  Dezembro     


Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria

Mais do que qualquer outro tempo do Ano Litúrgico, o Advento é tempo de Maria, pois é nele que A vemos em mais íntima relação com o Seu filho, ao Qual está unida «por vínculo estreito e indissolúvel» (LG. 53).Se o Senhor veio ao meio dos homens, se Ele vem ainda, é por meio de Maria. N’Ela se cumpre, na verdade, o mistério do Advento.
Embora, na sua origem e no seu princípio, a Solenidade da Imaculada Conceição, que vem do século XI, não nos apareça em ligação com o Advento, contudo ela é uma verdadeira festa do Advento. Ela é a aurora que precede, anuncia e traz em si o Dia novo, que está para surgir no Natal.
Enaltecendo a Virgem Maria, esta Solenidade, em vez de nos desviar do Mistério de Cristo, leva-nos, pelo contrário, a exaltar a obra da Redenção, ao apresentar-nos Aquela que foi a primeira a beneficiar dos seus frutos, tornando-se a imagem e o modelo segundo o qual Deus quer refazer o rosto da Humanidade, desfigurado pelo pecado.
Assim como na aurora se projeta a luz do sol, de cujos raios ela tira a vida, assim em Maria Imaculada se reflete o poder do Salvador que está para vir: a Seus méritos Ela deve, com efeito, o ter sido «remida de modo mais sublime» (LG. 53).
Festa de Advento, a Solenidade da Imaculada Conceição constitui uma bela preparação para o Natal.


11  Dezembro    


S. Dâmaso, papa

Nasceu na Península Hispânica pelo ano 305. Formou parte do clero de Roma, e foi eleito Bispo da Igreja de Roma no ano 366, em tempos muito difíceis. Teve de reunir frequentes sínodos contra os cismáticos e hereges e foi grande promotor do culto dos Mártires, cujos sepulcros adornou com seus versos. Morreu no ano 384.


12 Dezembro   


S. Joana Francisca de Chantal, religiosa

Nasceu em Dijon (França) em 1572. Casou com o barão de Chantal, e foi mãe de seis filhos, a quem educou esmeradamente. Tendo falecido o marido, levou, sob a direção de S. Francisco de Sales, uma admirável vida de perfeição, exercendo especialmente a caridade para com os pobres e os enfermos. Fundou o Instituto da Visitação, que governou sabiamente. Morreu em 1641.

 


Intenções para a Eucaristia de 8 de Dezembro (10h)

António da Silva Luís, do Lameu;
Madalena Carneiro Pinto, pais e sogros;
Albino Teixeira Pinto e esposa, de Requim.


 Intenções para a Eucaristia de 13 de Dezembro (10h)

Rosa de Jesus Carneiro e Martinho Pinto, de Carvalho de Vila;
Manuel Madureira Vieira e pai;
Familiares de Madalena Teixeira de Almeida e de António Casimiro Almeida;
Luísa Pereira, marido e genro, do Alto;
Manuel Duarte Moreira;
Carlos André;
António Luís, da Pena;
Maria da Conceição Soares;
José de Azeredo e Silva;
Albano de Sousa e esposa, da Quinta.