28 de dezembro de 2014

Sagrada Família de Jesus, Maria e José - Festa

A liturgia deste domingo propõe-nos a família de Jesus como exemplo e modelo das nossas comunidades familiares… Como a família de Jesus – diz-nos a liturgia deste dia – as nossas famílias devem viver numa atenção constante aos desafios de Deus e às necessidades dos irmãos.

A segunda leitura sublinha a dimensão do amor que deve brotar dos gestos dos que vivem “em Cristo” e aceitaram ser “Homem Novo”. Esse amor deve atingir, de forma muito especial, todos os que connosco partilham o espaço familiar e deve traduzir-se em determinadas atitudes de compreensão, de bondade, de respeito, de partilha, de serviço.

A primeira leitura apresenta, de forma muito prática, algumas atitudes que os filhos devem ter para com os pais… É uma forma de concretizar esse amor de que fala a segunda leitura.

O Evangelho põe-nos diante da Sagrada Família de Nazaré apresentando Jesus no Templo de Jerusalém. A cena mostra uma família que escuta a Palavra de Deus, que procura concretizá-la na vida e que consagra a Deus a vida dos seus membros. Nas figuras de Ana e Simeão, Lucas propõe-nos também o exemplo de dois anciãos de olhos postos no futuro, capazes de perceber os sinais de Deus e de testemunhar a presença libertadora de Deus no meio dos homens.


Jesus é o Deus que vem ao encontro dos homens com uma missão que lhe foi confiada pelo Pai. O objetivo de Jesus é cumprir integralmente o projeto do Pai… E esse projeto passa por levar os homens da escravidão para a liberdade e em apresentar a proposta de salvação de Deus a todos os povos da terra, mesmo àqueles que não pertencem tradicionalmente à comunidade do Povo de Deus.

Liturgia da Palavra do Domingo da Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José 


I Leitura                 Sir 3, 3-7.14-17a (gr. 2-6.12-14)

«Aquele que teme a Deus honra os seus pais»

A palavra de Deus faz o elogio da vida familiar. O Filho de Deus, ao fazer-Se homem, quis nascer e viver numa família humana. Foi ela a primeira família cristã, modelo, a seu modo, de todas as demais. O amor de Deus em todos os membros de uma família é condição fundamental para o crescimento, em paz, de todos os que nela nascem e vivem, como no quadro que o sábio nos apresenta nesta leitura.

Salmo     127 (128)
Ditosos os que temem o Senhor,
ditosos os que seguem os seus caminhos

II Leitura:             Col 3, 12-21
A vida doméstica no Senhor

Desde o princípio que os cristãos compreenderam que a sua fé se deve manifestar em toda a sua vida e muito particularmente na vida de família; esta pode ter sempre diante dos olhos a Sagrada Família de Nazaré, que constituiu a melhor experiência do que devem ser as nossas famílias.

Aclamação ao Evangelho                   Col 3, 15a.16a

Reine em vossos corações a paz de Cristo,
habite em vós a sua palavra.

Evangelho             Lc 2, 22-40

«O Menino crescia, e enchia-Se de sabedoria»

O quadro da vida evangélica, que hoje nos é proclamado, é cheio de mistério: a Sagrada Família cumpre a Lei de Moisés, revelando assim como Deus realmente entrou no caminho dos homens; Maria escuta a profecia de Simeão, que anuncia desde já, o mistério pascal; a vida da Família de Nazaré é um mundo de sabedoria e de graça, de trabalho, de oração e de paz.           

No episódio do “Evangelho da Infância” deste Domingo, Lucas apresenta-nos uma família – a Sagrada Família – que vive atenta aos apelos de Deus e que se empenha em cumprir cuidadosamente os preceitos do Senhor. Trata-se, na perspetiva de Lucas, de uma família que escuta a Palavra de Deus e que constrói a sua existência ao ritmo da Palavra de Deus e dos desafios de Deus. Maria e José perceberam provavelmente que uma família que escuta a Palavra de Deus e que procura responder aos desafios postos por essa Palavra é uma família feliz, que encontra na Palavra indicações seguras acerca do caminho que deve percorrer e que se constrói sobre a rocha firme dos valores eternos.
Que importância é que a Palavra de Deus assume na vida das nossas famílias? Procuramos que cada membro das nossas famílias cresça numa progressiva sensibilidade à Palavra de Deus e aos desafios de Deus? Encontramos tempo para reunir a família à volta da Palavra de Deus e para partilhar, em família, a Palavra de Deus?
Nas nossas famílias cristãs há normalmente uma legítima preocupação com o proporcionar a cada criança condições ótimas de vida, de educação, de acesso à instrução e aos cuidados essenciais…
Haverá sempre uma preocupação semelhante no que diz respeito à formação para a fé e em proporcionar aos filhos uma verdadeira educação para a vida cristã e para os valores de Jesus Cristo? Os pais cristãos preocupam-se sempre em proporcionar aos seus filhos um exemplo de coerência com os compromissos assumidos no dia do Batismo? Preocupam-se em ser os primeiros catequistas dos próprios filhos, transmitindo-lhes os valores do Evangelho? Preocupam-se em acompanhar e em potenciar a formação e a caminhada catequética dos próprios filhos, em inseri-los numa comunidade de fé, em integrá-los na família de Jesus, em consagrá-los ao serviço de Deus?

Palavra de Deus para a semana de 29 de dezembro a 3 de janeiro


29
Seg
S. TOMÁS BECKET, bispo e mártir    
1 Jo 2, 3-11 - Salmo 95 (96) - Lc 2, 22-35
Luz para se revelar às nações e glória do vosso povo Israel.
30
Ter
1 Jo 2, 12-17 - Salmo 95 (96) - Lc 2, 36-40
Santo é o dia que nos trouxe a luz. Vinde adorar o Senhor.
Hoje, uma grande luz desceu sobre a terra.

31
Qua
S. SILVESTRE I, papa
1 Jo 2, 18-21 - Salmo 95 (96) - Jo 1, 1-18
O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós.
Àqueles que O receberam deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.

1
Qui
SANTA MARIA, MÃE DE DEUS – SOLENIDADE
Num 6, 22-27 - Salmo 66 - Gal 4, 4-7 - Lc 2, 16-21
Muitas vezes e de muitos modos
falou Deus antigamente aos nossos pais pelos Profetas.
Nestes dias, que são os últimos, Deus falou-nos por seu Filho.


2
Sex
SS. Basílio Magno e Gregório de Nazianzo, bispos e doutores da Igreja – MO
1 Jo 2, 22-28 - Salmo 97 (98) - Jo 1, 19-28
Muitas vezes e de muitos modos
falou Deus antigamente aos nossos pais pelos Profetas.
Nestes dias, que são os últimos, Deus falou-nos por seu Filho.

3
Sáb
Santíssimo Nome de Jesus – MF
1 Jo 2, 29 – 3, 6 - Salmo 97 (98) - Jo 1, 29-34
O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós. Àqueles que O receberam
deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus

PREPARANDO A LITURGIA PARA O DOMINGO DA SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR



Is 60, 1-6                              Brilha sobre ti a glória do Senhor

Salmo 71 (72)                      Virão adorar-Vos, Senhor, todos os povos da terra.

Ef 3, 2-3a.5-6                       Os gentios recebem a mesma herança prometida

Mt 2, 1-12                            Viemos do Oriente adorar o Rei

Intenções para a Eucaristia de 28 de dezembro (10:00h)

Manuel Vieira Ribeiro; Albano Ferraz, do Carreiro; Maria Emília Ferreira, da Sra. da Piedade; Manuel Alfredo da Fonseca Soares; Joaquim Moreira e esposa, do Alto; Maria Luísa de Sousa e marido, de Vila Nova; Joaquim Vieira e esposa, das Regadas; Gualter Ferraz Pinto, de Vila Nova; Maria Emília Leal Teixeira; Maria da Conceição Aguiar Pinto e marido; Manuel Pinto da Costa; José de Araújo; Pais e padrinhos de António Pedro, das Lapas

Intenções para a Eucaristia de 1 de janeiro (10:00h)

7.º dia por Fernando Pinto Melo e Alexandre Joaquim Soares; Desidério Luís

Intenções para a Eucaristia de 3 de janeiro (18:30h)

João de Jesus Pinto, de Requim, mãe e sogros; Natália Fernanda da Silva Alves e seus avós; Margarida Teixeira de Jesus, marido e filho; Antero Pinto; Maria Rosa Leal Pinheiro; Maria da Graça da Glória, marido e filho; Emídio Luís, Maria da Conceição Alves e filho; António Pinto Melo; Maria da Conceição Leal Pinto; António Soares de Moura e pais de Maria Elisa; Aniv. Fal. de José de Araújo

Agenda


1 jan
    • Santa Maria Mãe de Deus - Solenidade - Eucaristia, igreja, 10:00h
3 jan
    • Oração de Vésperas 1º Sábadoigreja, 18:00h
    • Epifania do Senhor - Solenidade - Eucaristia, igreja, 18:30h


1 de janeiro          SOLENIDADE DE SANTA MARIA, MÃE DE DEUS
Dia Mundial da Paz

Neste dia, a liturgia coloca-nos diante de evocações diversas, ainda que todas importantes.
Celebra-se, em primeiro lugar, a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus: somos convidados a contemplar a figura de Maria, aquela mulher que, com o seu “sim” ao projeto de Deus, nos ofereceu Jesus, o nosso libertador.
Celebra-se, em segundo lugar, o Dia Mundial da Paz: em 1968, o Papa Paulo VI propôs aos homens de boa vontade que, neste dia, se rezasse pela paz no mundo.
Celebra-se, finalmente, o primeiro dia do ano civil: é o início de uma caminhada percorrida de mãos dadas com esse Deus que nos ama, que em cada dia nos cumula da sua bênção e nos oferece a vida em plenitude.

Maria, a mulher que proporcionou o nosso encontro com Jesus, é o modelo do crente que é sensível aos projetos de Deus, que sabe ler os seus sinais na história, que aceita acolher a proposta de Deus no coração e que colabora com Deus na concretização do projeto divino de salvação para o mundo.

21 de dezembro de 2014

Domingo IV do Advento

FRUTIFICAR 
“Eis a escrava do Senhor;
 faça-se em mim segundo a tua palavra”.

A liturgia deste último Domingo do Advento refere-se repetidamente ao projeto de vida plena e de salvação definitiva que Deus tem para oferecer aos homens. Esse projeto, anunciado já no Antigo Testamento, torna-se uma realidade concreta, tangível e plena com a Incarnação de Jesus.
A primeira leitura apresenta a “promessa” de Deus a David. Deus anuncia, pela boca do profeta Natã, que nunca abandonará o seu Povo nem desistirá de o conduzir ao encontro da felicidade e da realização plenas. Esta “profecia/promessa” tornar-se-á, com o passar do tempo, um dos artigos fundamentais da fé de Israel. Sobretudo em épocas dramáticas de crise e de angústia nacional, a “Aliança davídica” será um “capital de esperança” que ajudará o Povo a enfrentar as vicissitudes da história. O Povo de Deus passará, então, a sonhar com um Messias, da descendência de David, que oferecerá ao Povo de Deus um futuro de liberdade, de abundância, de fecundidade, de paz e de bem-estar sem fim.
A segunda leitura chama a esse projeto de salvação, preparado por Deus desde sempre, o “mistério”; e, sobretudo, garante que esse projeto se manifestou, em Jesus, a todos os povos, a fim de que a humanidade inteira integre a família de Deus.. É por esse “mistério”, que reflete o amor de Deus pelos homens, que o autor pede que “seja dada glória pelos séculos dos séculos”… E a comunidade interpelada responde: “amen”
O Evangelho refere-se ao momento em que Jesus encarna na história dos homens, a fim de lhes trazer a salvação e a vida definitivas. Mostra como a concretização do projeto de Deus só é possível quando os homens e as mulheres que Ele chama aceitam dizer “sim” ao projeto de Deus, acolher Jesus e apresentá-l’O ao mundo.
“Eis a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra”. Afirmar-se como “serva” significa, mais do que humildade, reconhecer que se é um eleito de Deus e aceitar essa eleição, com tudo o que ela implica. Desta forma, Maria reconhece que Deus a escolheu, aceita com disponibilidade essa escolha e manifesta a sua disposição de cumprir, com fidelidade, o projeto de Deus.



Liturgia da Palavra do Domingo IV do Advento

I Leitura                 2 Sam 7, 1-5.8b-12.14a.16
O reino de David permanecerá eternamente na presença do Senhor

O rei David deseja construir um templo em honra de Deus, que abrigue a Arca da Aliança e seja o centro espiritual do seu povo. Embora o Senhor não rejeite o seu nobre projeto, faz-lhe, no entanto, compreender que não é o homem que traça planos a Deus, mas é Deus que associa o homem à realização dos Seus desígnios de salvação. Será, portanto, Deus que construirá uma casa a David, constituído, doravante, depositário pessoal das promessas divinas. Da sua descendência nascerá o Messias, em Quem habita toda a plenitude da Divindade, verdadeiro e vivo templo de Deus no meio dos homens.
Esta Aliança e a fidelidade por ela exigida são mais importantes para o futuro do povo do que um templo material.

Salmo     88 (89)                  Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor.

II Leitura:             Rom 16, 25-27
O mistério encoberto desde os tempos eternos foi agora manifestado

Neste hino de louvor e gratidão, com que encerra a Carta aos Romanos, S. Paulo dá glória a Deus, por haver, finalmente, revelado o mistério por excelência – o do acesso à salvação dos pagãos e dos judeus, incapazes, uns e outros, de a alcançar, pelos seus esforços.
Oculto no tempo, esse mistério revela-se no Natal, em que Deus nos deu a conhecer a sabedoria do Seu plano divino: salvar todos os homens e o homem todo por Jesus Cristo. Realiza-se na Cruz e é manifestado pelo anúncio do Evangelho feito pelos Apóstolos, testemunhas e realizadores deste mistério inefável.    

Aclamação ao Evangelho                   Lc 1, 38
Eis a escrava do Senhor: faça-se em mim segundo a vossa palavra.

Evangelho:            Lc 1, 26-38
«Conceberás e darás à luz um Filho»

Maria aceitando ser a Mãe do Salvador, prometido a David, encerra o longo período de expectativa da humanidade. Pela sua fé, pelo seu «sim» generoso, Deus começa a habitar no Seu Povo. Israel, apesar das advertências dos profetas, sonhava multiplicar os santuários, onde habitasse o Seu Deus. Mas só Deus pode escolher e construir uma morada digna d’Ele. E, na verdade, Ele mesmo a escolhe, pobre e humilde, de maneira desconcertante para o orgulho humano. O humilde acolhimento de Maria dá-Lhe a morada, que Ele desejava. O Espírito Santo realiza essa maravilha: Ele faz habitar o Verbo de Deus entre os homens.
Em Maria, a primeira entre os cristãos a comprometer-se na grande aventura da fé, nasce a Igreja, morada de Deus no meio dos homens.

Como é que esse Deus cheio de amor pelos seus filhos intervém na história humana e concretiza, dia a dia, essa oferta de salvação? A história de Maria de Nazaré (bem como a de tantos outros “chamados”) responde, de forma clara, a esta questão: é através de homens e mulheres atentos aos projetos de Deus e de coração disponível para o serviço dos irmãos, que Deus atua no mundo, que Ele manifesta aos homens o seu amor, que Ele convida cada pessoa a percorrer os caminhos da felicidade e da realização plena. Já pensámos que é através dos nossos gestos de amor, de partilha e de serviço que Deus Se torna presente no mundo e transforma o mundo?
Neste domingo que precede o Natal de Jesus, a história de Maria mostra como é possível fazer Jesus nascer no mundo: através de um “sim” incondicional aos projetos de Deus. É preciso que, através dos nossos “sins” de cada instante, da nossa disponibilidade e entrega, Jesus possa vir ao mundo e oferecer aos nossos irmãos – particularmente aos pobres, aos humildes, aos infelizes, aos marginalizados – a salvação e a vida de Deus.
Diante dos apelos de Deus ao compromisso, qual deve ser a resposta do homem? É aí que somos colocados diante do exemplo de Maria… Confrontada com os planos de Deus, Maria responde com um “sim” total e incondicional. Naturalmente, ela tinha o seu programa de vida e os seus projetos pessoais; mas, diante do apelo de Deus, esses projetos pessoais passaram naturalmente e sem dramas a um plano secundário. Na atitude de Maria não há qualquer sinal de egoísmo, de comodismo, de orgulho, mas há uma entrega total nas mãos de Deus e um acolhimento radical dos caminhos de Deus. O testemunho de Maria é um testemunho questionante, que nos interpela fortemente…     Que atitude assumimos diante dos projetos de Deus: acolhemo-los sem reservas, com amor e disponibilidade, numa atitude de entrega total a Deus, ou assumimos uma atitude egoísta de defesa intransigente dos nossos projetos pessoais e dos nossos interesses egoístas?  

Palavra de Deus para a semana de 22 a 27 de dezembro


22
Seg
1 Sam 1, 24-28 - Salmo 1 Sam 2, 1. 4-5. 6-7. 8abcd - Lc 1, 46-56
Ó Rei das nações e Pedra angular da Igreja,
vinde salvar o homem que formastes do pó da terra
23
Ter
Mal 3, 1-4. 23-24 - Salmo 24 (25) - Lc 1, 57-66
Rei das nações e Pedra angular da Igreja,
vinde salvar o homem que formastes do pó da terra.

24
Qua
Is 62, 1-5 - Salmo 88 (89) -  Act 13, 16-17. 22-25 - Mt 1, 1-25 ou Mt 1, 18-25
Reine em vossos corações a paz de Cristo, habite em vós a sua palavra. 
25
Qui
Is 52, 7-10 - Salmo 97 (98) L 2 Hebr 1, 1-6 Jo 1, 1-18 ou Jo 1, 1-5. 9-14
Santo é o dia que nos trouxe a luz. Vinde adorar o Senhor.
Hoje, uma grande luz desceu sobre a terra.
26
Sex
S. Estêvão, Primeiro Mártir – FESTA
Act 6, 8-10; 7, 54-59 - Salmo 30 (31) - Mt 10, 17-22
Bendito O que vem em nome do Senhor;
o Senhor é Deus e fez brilhar sobre nós a sua luz.
27
Sáb
S. João, Apóstolo e Evangelista – FESTA
1 Jo 1, 1-4 - Salmo 96 (97) - Jo 20, 2-8
Nós Vos louvamos, ó Deus; nós Vos bendizemos, Senhor.
O coro glorioso dos Apóstolos canta os vossos louvores.

PREPARANDO A LITURGIA PARA O DOMINGO DA SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS, MARIA E JOSÉ - Festa


Sir 3, 3-7.14-17a (gr. 2-6.12-14)           «Aquele que teme a Deus honra os seus pais»

Salmo 127 (128)    Ditosos os que temem o Senhor, ditosos os que seguem os seus caminhos.

Col 3, 12-21                                           A vida doméstica no Senhor.

Lc 2, 22-40 2, 22-40                               «O Menino crescia, e enchia-Se de sabedoria»

Intenções para a Eucaristia de 21 de dezembro (10:00h)

António da Silva Luís, do Lameu; António Pereira de Freitas e esposa; Associados da Mensagem de Fátima; Emídio Ribeiro; António Carneiro Silva e sogro; Maria da Conceição Moreira, de Vila; Manuel da Silva Pinto e seus familiares; Manuel Pinto da Costa; José Pinto da Silva; Pais e marido de Idalina Cândida Ferraz; Aniversário falecimento de Francisca Moreira Pinto



Intenções para a Eucaristia de 28 de dezembro (10:00h)

Manuel Vieira Ribeiro; Albano Ferraz, do Carreiro; Maria Emília Ferreira, da Sra. da Piedade; Manuel Alfredo da Fonseca Soares; Joaquim Moreira e esposa, do Alto; Maria Luísa de Sousa e marido, de Vila Nova; Joaquim Vieira e esposa, das Regadas; Gualter Ferraz Pinto, de Vila Nova; Maria Emília Leal Teixeira; Maria da Conceição Aguiar Pinto e marido


Agenda


21 dez
    • Adoração ao Santíssimo Sacramento, igreja, 15:00h
25 dez
    • Natal do senhor - Eucaristia, igreja, 10:00h
28 dez
    • Sagrada família de Jesus, Maria e José - Eucaristia, igreja, 10:00h
A promessa de Deus a David concretiza-se em Jesus… Ele é esse “rei” da descendência de David que Deus enviou ao nosso encontro para nos apontar o caminho para o reino da justiça, da paz, do amor e da felicidade sem fim.
Deus intervém no mundo e concretiza os seus projetos de salvação através de homens a quem Ele confia determinada missão (“tirei-te das pastagens onde guardavas os rebanhos, para seres o chefe do meu povo de Israel”). Estou disponível para que Deus, através de mim, possa continuar a oferecer a salvação aos meus irmãos, particularmente aos pobres, aos humildes, aos marginalizados, aos excluídos do mundo?
Deus tem um plano de salvação para oferecer aos homens. O facto de esse projcto existir “desde os tempos eternos” mostra que a preocupação e o amor de Deus pelos seus filhos não é um facto acidental ou uma moda passageira, mas algo que faz parte do ser de Deus e que está eternamente no projeto de Deus. Não esqueçamos isto: não somos seres abandonados à nossa sorte, perdidos e à deriva num universo sem fim; mas somos seres amados por Deus, pessoas únicas e irrepetíveis que Deus conduz com amor ao longo da caminhada pela história e para quem Deus tem um projeto eterno de vida plena, de felicidade total, de salvação. Tal constatação deve encher de alegria, de esperança e também de gratidão os nossos corações.
Esse projeto de salvação foi totalmente revelado em Jesus Cristo – no seu amor até ao extremo, nos seus gestos de bondade e de misericórdia, na sua atitude de doação e de serviço, no seu anúncio do Reino de Deus. Prepararmo-nos para o Natal significa preparar o nosso coração para acolher Jesus, para aceitar os seus valores, para compreender o seu jeito de viver, para aderir ao projeto de salvação que, através d’Ele, Deus Pai nos propõe.

14 de dezembro de 2014

Domingo III do Advento


ACOMPANHAR  
“Veio como testemunha
para dar testemunho
da luz”.

As leituras do 3º Domingo do Advento garantem-nos que Deus tem um projeto de salvação e de vida plena para propor aos homens e para os fazer passar das “trevas” à “luz”.
Na primeira leitura, um profeta pós-exílico apresenta-se aos habitantes de Jerusalém com uma “boa nova” de Deus. A missão deste “profeta”, ungido pelo Espírito, é anunciar um tempo novo, de vida plena e de felicidade sem fim, um tempo de salvação que Deus vai oferecer aos “pobres”.
Deus tem um projeto de salvação para oferecer ao seu Povo, especialmente aos pobres – isto é, a todos aqueles que vivem numa situação intolerável de carência de bens, de dignidade, de liberdade, de justiça, de vida. O profeta garante-lhes que Deus os ama, que não os abandona à sua miséria e sofrimento e que tem um projeto de vida, de alegria, de felicidade para propor a cada homem ou a cada mulher que a vida magoou. O Deus em quem acreditamos é um Deus que ama cada “pobre” explorado e injustiçado, que está ao lado dos que sofrem e que dá aos pequenos, aos marginalizados, aos excluídos a força para vencer o desânimo, a miséria, as forças da opressão e da morte.
O Evangelho apresenta-nos João Baptista, a “voz” que prepara os homens para acolher Jesus, a “luz” do mundo. O objetivo de João não é centrar sobre si próprio o foco da atenção pública; ele está apenas interessado em levar os seus interlocutores a acolher e a “conhecer” Jesus, “aquele” que o Pai enviou com uma proposta de vida definitiva e de liberdade plena para os homens. Esse é que é “a luz” que vai libertar o homem da escuridão, da cegueira, da mentira, do egoísmo, do pecado. É o batismo do Messias (o batismo no Espírito) que transformará totalmente os corações dos homens, os fará livres e lhes dará a vida definitiva. Esse que vem batizar no Espírito já está presente, a fim de iniciar a sua obra libertadora. Procurai conhecê-lo – isto é, escutá-lo e acolher a sua proposta de vida e de libertação”.
Na segunda leitura Paulo explica aos cristãos da comunidade de Tessalónica a atitude que é preciso assumir enquanto se espera o Senhor que vem… Paulo pede-lhes que sejam uma comunidade “santa” e irrepreensível, isto é, que vivam alegres, em atitude de louvor e de adoração, abertos aos dons do Espírito e aos desafios de Deus.

Liturgia da Palavra do Domingo III do Advento


I Leitura                 Is 61,1-2a.10-11
Exulto de alegria no Senhor, a minha alma rejubila no meu Deus

Deus tem para oferecer ao seu Povo, especialmente aos pobres – isto é, a todos aqueles que vivem numa situação intolerável de carência de bens, de dignidade, de liberdade, de justiça, de vida –  um projeto de salvação. O profeta garante-lhes que Deus os ama, que não os abandona à sua miséria e sofrimento e que tem um projeto de vida, de alegria, de felicidade para propor a cada homem ou a cada mulher que a vida magoou. O Deus em quem acreditamos ama cada “pobre” explorado e injustiçado, que está ao lado dos que sofrem e que dá aos pequenos, aos marginalizados, aos excluídos a força para vencer o desânimo, a miséria, as forças da opressão e da morte.

Salmo     Lc 1, 46-48.49-50.53-54                  
Exulto de alegria no Senhor.

II Leitura:             1 Tes 5,16-24
Vivei sempre alegres, orai sem cessar, dai graças em todas as circunstâncias.

Paulo recomenda aos cristãos de Tessalónica que saibam tudo analisar com cuidado e discernimento, sem preconceitos, de coração aberto à novidade de Deus, guardando “o que é bom” e afastando-se de “toda a espécie de mal”.
Uma comunidade construída de acordo com estes princípios – que vive a sua existência histórica com alegria e serenidade, que louva o seu Senhor e que está permanentemente atenta para discernir e aceitar os dons do Espírito – é uma comunidade “santa” e irrepreensível, preparada para acolher, em qualquer momento, o Senhor que vem.
                                              
Aclamação ao Evangelho                   Is 61,1 (cf. Lc 4,18)
O Espírito do Senhor está sobre mim: enviou-me a anunciar a boa nova aos pobres.
               

Evangelho:            Jo 1,6-8.19-28
Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor

João é “um homem” que foi “enviado por Deus”. Deus chama homens, confia-lhes uma missão e, através deles, intervém no mundo. A missão de João é “dar testemunho da luz”. A “luz”representa essa realidade que vem de Deus e com a qual Deus se propõe construir para os homens um mundo novo de vida definitiva e de felicidade total.
João é uma “voz” através da qual Deus passa aos homens uma mensagem:
 “endireitai o caminho do Senhor”.

A “voz”, através da qual Deus fala, convida-nos a endireitar “o caminho do Senhor”. É, na linguagem do Evangelho segundo João, um convite a deixar “as trevas” e a nascer para “a luz”. Implica abandonar a mentira, os comportamentos egoístas, as atitudes injustas, os gestos de violência, os preconceitos, a instalação, o comodismo, a autossuficiência, tudo o que desfeia a nossa vida, nos torna escravos e nos impede de chegar à verdadeira felicidade.
A “voz”, através da qual Deus fala, convida-nos a olhar para Jesus, pois só Ele é “a luz” e só Ele tem uma proposta de vida verdadeira para apresentar aos homens. À nossa volta abundam os “vendedores de sonhos”, com propostas de felicidade “absolutamente garantida”. Atraem-nos, seduzem-nos, manipulam-nos, escravizam-nos e, quase sempre, deixam-nos dececionados e infelizes, mais angustiados, mais perdidos, mais frustrados. João garante-nos: só Jesus é “a luz” que liberta os homens da escravidão e das trevas e lhes oferece a vida verdadeira e definitiva.
O “homem chamado João”, enviado por Deus “para dar testemunho da luz”, convida-nos a pensar sobre a forma de Deus atuar na história humana e sobre as responsabilidades que Deus nos atribui na recriação do mundo… Deus não utiliza métodos espetaculares e assombrosos para intervir na nossa história e para recriar o mundo; mas Ele vem ao encontro dos homens e do mundo para os envolver no seu amor através de pessoas concretas, com um nome e uma história, pessoas “normais” a quem Deus chama e a quem confia determinada missão. A todos nós, seus filhos, Deus confia uma missão no mundo – a missão de dar testemunho da “luz” e de tornar presente, para os nossos irmãos, a proposta libertadora de Jesus.

Palavra de Deus para a semana de 15 a 20 de dezembro

15
Seg
Num 24, 2-7. 15-17a; Salmo 24 (25)  Mt 21, 23-27
Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia  e dai-nos a vossa salvação.
16
Ter
Sof 3, 1-2. 9-13 - Salmo 33 (34) - Mt 21, 28-32
Vinde, Senhor, e não tardeis, perdoai os pecados do vosso povo.

17
Qua
Gen 49, 2. 8-10 - Salmo 71 (72) - Mt 1, 1-17
Ó Sabedoria do Altíssimo, que tudo governais com firmeza e suavidade:
vinde ensinar-nos o caminho da salvação.
18
Qui
Jer 23, 5-8 - Salmo 71 (72) - Mt 1, 18-25
Ó Chefe da casa de Israel, que no Sinai destes a Lei a Moisés:
vinde resgatar-nos com o poder do vosso braço.
19
Sex
Jz 13, 2-7. 24-25a - Salmo 70 (71) - Lc 1, 5-25
Ó rebento da raiz de Jessé, sinal erguido diante dos povos:
vinde libertar-nos, não tardeis mais.
20
Sáb
Is 7, 10-14 - Salmo 23 (24) - Lc 1, 26-38
Ó Chave da casa de David, que abris e ninguém pode fechar,
fechais e ninguém pode abrir:
vinde libertar os que vivem no cativeiro das trevas e nas sombras da morte.

PREPARANDO A LITURGIA PARA O DOMINGO IV DO ADVENTO


2 Sam 7,1-5.8b-12.14a.16                 «Faz o que te pede o teu coração, porque o Senhor está contigo

Salmo   88 (89)                    Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor.  

Rom 16,25-27                      A Deus, o único sábio, por Jesus Cristo, seja dada glória pelos séculos dos séculos. Amen.

Lc 1,26-38                            Eis a escrava do Senhor: faça-se em mim segundo a vossa palavra.

Intenções para a Eucaristia de 8 de dezembro (10:00h)

Madalena Carneiro Pinto, pais e sogros; Familiares de Madalena Teixeira de Almeida e de António Casimiro Almeida; Aniversário falecimento de Albano de Sousa e esposa

Intenções para a Eucaristia de 14 de dezembro (10:00h)


  Luís Vieira Azevedo; António Pereira da Silva Guimarães; Rosa de Jesus Carneiro e Martinho Pinto, de Carvalho de Vila; Luísa Pereira e marido, do Alto; Menino Carlos André; Maria da Conceição Soares; José de Azeredo e Silva; Manuel Duarte Moreira; Aniversário falecimento de Joaquim Pinto de Oliveira e seus familiares; António da Silva Cabral, esposa e filho; José Ferreira Aguiar e Joaquim Ferreira

Intenções para a Eucaristia de 21 de dezembro (10:00h)

António da Silva Luís, do Lameu; António Pereira de Freitas e esposa; Associados da Mensagem de Fátima; Emídio Ribeiro; António Carneiro Silva e sogro; Maria da Conceição Moreira, de Vila; Manuel da Silva Pinto e seus familiares; Manuel Pinto da Costa; José Pinto da Silva

Agenda


21 dez
  • Eucaristia, igreja, 10:00h
  • Adoração ao Santíssimo Sacramento, igreja, 15:00h

Como é que Deus atua no mundo?
Não é, normalmente, através de manifestações estrondosas e espetaculares, que deixam a humanidade abismada e assustada; mas é através dos gestos “banais” desses profetas a quem Ele confia a missão de lutar contra as forças da opressão e da morte e a quem Ele chama a testemunhar, no meio dos “pobres”, o amor, a liberdade, a justiça, a verdade, a vida. Cada crente é um profeta, chamado a ser testemunha de Deus e sinal vivo do seu amor, da sua justiça e da sua paz.
A existência cristã é uma caminhada ao encontro do Senhor que vem. Na sua peregrinação pela história, mergulhados na alegria e na tristeza, no sofrimento e na esperança, os crentes não podem perder de vista essa meta final que dá sentido a toda a caminhada. O caminho cristão deve ser percorrido na atenção e na vigilância, procurando viver com coerência os compromissos assumidos no dia do Batismo e na fidelidade às propostas de Deus.
De acordo com a Palavra de Deus que nos é proposta, esse caminho deve ser percorrido na alegria… O cristão é alegre, porque sabe para onde caminha e está certo de que no final da caminhada encontra os braços amorosos de Deus que o acolhem e o conduzem para a felicidade plena, para a vida definitiva. Nem os sofrimentos, nem as dificuldades, nem as incompreensões, nem as perseguições podem eliminar essa alegria serena de quem confia no encontro com o Senhor. De acordo com a Palavra de Deus que nos é proposta, esse caminho deve ser percorrido também num diálogo nunca acabado com Deus. O crente é alguém que “ora sem cessar” e “dá graças em todas as circunstâncias” pelos dons de Deus, pela sua presença amorosa, pela salvação que Deus não cessa de oferecer em cada passo da caminhada.