14 de fevereiro de 2016

Domingo III do Advento

13 de Dezembro



“Irmãos: alegrai-vos sempre no Senhor. Novamente vos digo: alegrai-vos. O Senhor está próximo”.


O tema deste 3º Domingo do Advento Domingo pode girar à volta da pergunta: “e nós, que devemos fazer?” Preparar o “caminho” por onde o Senhor vem significa questionar os nossos limites, o nosso egoísmo e comodismo e operar uma verdadeira transformação da nossa vida no sentido de Deus.

O Evangelho sugere três aspetos onde essa transformação é necessária: é preciso sair do nosso egoísmo e aprender a partilhar; é preciso quebrar os esquemas de exploração e de imoralidade e proceder com justiça; é preciso renunciar à violência e à prepotência e respeitar absolutamente a dignidade dos nossos irmãos. O Evangelho avisa-nos, ainda, que o cristão é “batizado no Espírito”, recebe de Deus vida nova e tem de viver de acordo com essa dinâmica.

A primeira leitura sugere que, no início, no meio e no fim desse “caminho de conversão”, espera-nos o Deus que nos ama. O seu amor não só perdoa as nossas faltas, mas provoca a conversão, transforma-nos e renova-nos. Daí o convite à alegria: Deus está no meio de nós, ama-nos e, apesar de tudo, insiste em fazer caminho connosco.
A segunda leitura insiste nas atitudes corretas que devem marcar a vida de todos os que querem acolher o Senhor: alegria, bondade, oração.

O amor é a essência de Deus. Deus nos ama, muito para além das nossas falhas e fraquezas, e seu amor nos transforma, nos torna menos egoístas e mais humanos.
O que renova o mundo e o transforma não é o medo, mas o amor. O medo provoca insegurança, pessimismo, angústia, sofrimento, bloqueamento; o amor é que faz crescer, é que cria dinamismos de superação, é que nos torna mais humanos, é que nos faz confiar, é que potencia o encontro e a comunhão…

Deus não desiste de vir ao nosso encontro e de residir no meio de nós. Ele tem uma proposta de salvação que quer, a todo o custo, apresentar-nos. A constatação de que Deus nos ama e que reside no meio de nós com uma proposta de salvação e de felicidade para todos os que O acolhem não pode provocar senão uma imensa alegria no coração dos crentes. Damos sempre testemunho dessa alegria?

Liturgia da Palavra do Domingo III do Advento


I Leitura Sof 3, 14-18a
«O Senhor exulta de alegria por tua causa»
O convite à alegria, dirigido pelo profeta a Jerusalém, está fundamentado nesta certeza consoladora: Deus, o Rei de Israel e o Salvador, está presente no meio do Seu Povo, apesar das desordens e pecados passados.
Esta presença amorosa de Deus traz consigo o perdão, suspendendo o castigo, afastando o medo e o desalento e dando origem a uma renovação tão maravilhosa que o próprio Deus Se alegrará perante esta nova criação.

Salmo Is 12, 2-3.4bcd.5-6
Povo do Senhor, exulta e canta de alegria.

II Leitura: Filip 4, 4-7
«O Senhor está próximo»
A Religião cristã é uma religião de alegria. É certo que alguns cristãos ficam apenas na Quaresma, esquecidos de que ela é apenas uma etapa na obra redentora, e de que, para além da Paixão e da Ressurreição, Cristo continua a viver no meio de nós, pondo-nos em comunhão com Deus e com os irmãos.
A alegria é uma consequência da nossa fé, um imperativo do Senhor, que S. Paulo reforça. O cristão deve vivê-la, mesmo nas horas más, deve transmiti-la, dando assim testemunho da presença de Deus no mundo.

Aclamação ao Evangelho Is 61, 1 (cf. Lc 4, 18)
O Espírito do Senhor está sobre mim: enviou-me a anunciar a boa nova aos pobres.

Evangelho Lc 3, 10-18
«Que devemos fazer?»
João Baptista inserindo-se na linha dos profetas do A. T., para os quais a conversão consistia em voltar a viver o amor de Deus e do próximo, indica aos homens das mais diversas classes sociais qual a penitência agradável a Deus – o cumprimento dos seus deveres, em função do amor do próximo.
Mas a conversão, com o abandono do pecado, é também receção do Espírito, ou Amor de Deus, princípio duma vida nova, que se comunica mediante um sinal de conversão – o Batismo. Ninguém é excluído desta conversão, pois todas as situações humanas se podem viver no amor.

Preparando a Liturgia para o Domingo IV do Advento


Miq 5, 1-4a 
«De ti sairá Aquele que há de reinar sobre Israel»

Salmo 79 (80) 
Senhor nosso Deus, fazei-nos voltar,
mostrai-nos o vosso rosto e seremos salvos.

Hebr 10, 5-10 
«Eu venho para fazer a vossa vontade»

Lc 1, 39-45 
«Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?»

Palavra de Deus para a Semana 14 A 19 de Dezembro
 


14 Segunda
Num 24, 2-7. 15-17a - Salmo 24 (25) - Mt 21, 23-27
Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia e dai-nos a vossa salvação.

15 Terça
Sof 3, 1-2. 9-13 - Salmo 33 (34) - Mt 21, 28-32
Vinde, Senhor, e não tardeis, perdoai os pecados do vosso povo.

16 Quarta
Is 45, 6b-8. 18. 21b-25 - Salmo 84 (85) - Lc 7, 19-23
Clama com voz forte, arauto da boa nova:
O Senhor vem com poder e majestade.

17 Quinta
Gen 49, 2. 8-10 - Salmo 71 (72) - Mt 1, 1-17
Ó Sabedoria do Altíssimo, que tudo governais com firmeza e suavidade:
vinde ensinar-nos o caminho da salvação.

18 Sexta
Jer 23, 5-8 - Salmo 71 (72) - Mt 1, 18-25
Ó Chefe da casa de Israel, que no Sinai destes a Lei a Moisés:
vinde resgatar-nos com o poder do vosso braço.

19 Sábado
Jz 13, 2-7. 24-25a - Salmo 70 (71) - Lc 1, 5-25
Ó rebento da raiz de Jessé, sinal erguido diante dos povos:
vinde libertar-nos, não tardeis mais.


13 Dezembro 


S. Luzia, virgem e mártir

Morreu provavelmente em Siracusa, durante a perseguição de Diocleciano. O seu culto estendeu-se, desde a antiguidade, quase a toda a Igreja, e o seu nome foi introduzido no Cânon Romano.


14 Dezembro 


S. João da Cruz, presbítero e doutor da Igreja

Nasceu em Fontiveros, província de Ávila (Espanha) pelo ano de 1542. Depois de ter passado algum tempo na Ordem dos Carmelitas, foi o primeiro entre os seus irmãos de Religião que, a partir de 1568, persuadido por Santa Teresa de Jesus, se declarou a favor da reforma da sua Ordem, e suportou, por isso, inumeráveis sofrimentos e trabalhos. Morreu em Úbeda no ano 1591, com grande fama de santidade e sabedoria, de que dão testemunho os seus escritos espirituais.


Caminhada de Advento – Natal – 2015-2016


Há mais alegria em dar (-se)! (At 20,35)
Felizes os misericordiosos! (Mt 5,7)




3.ª Semana do Advento
“Seja de todos conhecida a vossa bondade” (Fl 4,5)!

Bondade
- Esvaziar o cabaz familiar ou de grupo para o cabaz paroquial.
- Continuar a encher o cabaz paroquial com os “rolos” (“palhinhas”).

Sê bom!
- Disponibilizar-se para ajudar alguém.
- Visitar, sozinho ou em família, um amigo, um vizinho, um doente, uma pessoa só.

 


Intenções para a Eucaristia de 20 de Dezembro (10h)

José Gomes de Araújo e familiares; Associados da Mensagem de Fátima; Emídio Ribeiro; António Pereira de Freitas e esposa; Maria da Conceição Moreira, de Vila; Manuel da Silva Pinto e seus familiares; Joaquina da Silva Madureira (falecida na Fundação Sto. António) e marido; Manuel Vieira Ribeiro, pais e sogros

“E nós, que devemos fazer?”

Os bens que temos à nossa disposição são sempre um dom de Deus e, portanto, pertencem a todos: ninguém tem o direito de se apropriar deles em seu benefício exclusivo. As desigualdades chocantes, a indiferença que nos leva a fechar o coração aos gritos de quem vive abaixo do limiar da dignidade humana, o egoísmo que nos impede de partilhar com quem nada tem, são obstáculos intransponíveis que impedem o Senhor de nascer no meio de nós. As nossas comunidades e nós próprios damos testemunho desta partilha que é sinal do Reino proposto por Jesus?

Os publicanos eram aqueles que extorquíam dinheiro de modo duvidoso, despojando os mais pobres e enriquecendo de forma ilícita. Que dizer dos modernos esquemas imorais (às vezes lícitos, mas imorais) de enriquecimento rápido? Que dizer da corrupção, do branqueamento de dinheiro sujo, da fuga aos impostos, das taxas exageradas cobradas por certos serviços, das falcatruas? Será possível prejudicar conscientemente um irmão ou a comunidade inteira e acolher “o Senhor que vem”?

“Não exerçais violência sobre ninguém”… E os atos de violência, que tantas vezes atingem inocentes e derramam sangue ou, ao menos, provocam sofrimento e injustiça? E os atos gratuitos de terrorismo, ainda que sejam mascarados de luta pela libertação? E a exploração de quem trabalha, a recusa de um salário justo, ou a exploração de imigrantes estrangeiros? Neste quadro, é possível acolher Jesus?


Ser cristão é ser batizado no Espírito, quer dizer, é ser portador dessa vida de Deus que nos permite testemunhar Jesus e a sua proposta. O que é que conduz a nossa caminhada e motiva as nossas opções – o Espírito, ou o nosso egoísmo e comodismo?

Domingo II do Advento

6 de Dezembro



“Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas e toda a criatura verá a salvação de Deus.”


Podemos situar o tema deste domingo à volta da missão profética. Ela é um apelo à conversão, à renovação, no sentido de eliminar todos os obstáculos que impedem a chegada do Senhor ao nosso mundo e ao coração dos homens. Esta missão é uma exigência que é feita a todos os batizados, chamados – neste tempo em especial – a dar testemunho da salvação/libertação que Jesus Cristo veio trazer.

A primeira leitura sugere que este “caminho” de conversão é um verdadeiro êxodo da terra da escravidão para a terra da felicidade e da liberdade. Durante o percurso, somos convidados a despir-nos de todas as cadeias que nos impedem de acolher a proposta libertadora que Deus nos faz. A leitura convida-nos, ainda, a viver este tempo numa serena alegria, confiantes no Deus que não desiste de nos apresentar uma proposta de salvação, apesar dos nossos erros e dificuldades.

A segunda leitura chama a atenção para o facto de a comunidade se dever preocupar com o anúncio profético e dever manifestar, em concreto, a sua solidariedade para com todos aqueles que fazem sua a causa do Evangelho. Sugere, também, que a comunidade deve dar um verdadeiro testemunho de caridade, banindo as divisões e os conflitos: só assim ela dará testemunho do Senhor que vem.

O Evangelho apresenta-nos o profeta João Baptista, que convida os homens a uma transformação total quanto à forma de pensar e de agir, quanto aos valores e às prioridades da vida. Para que Jesus possa caminhar ao encontro de cada homem e apresentar-lhe uma proposta de salvação, é necessário que os corações estejam livres e disponíveis para acolher a Boa Nova do Reino. É esta missão profética que Deus continua, hoje, a confiar-nos.

O Advento é um tempo favorável para o êxodo da terra da escravidão para a terra da liberdade. Neste tempo somos especialmente confrontados com as cadeias que ainda nos prendem e convidados a percorrer esse caminho de regresso que a bondade e a ternura de Deus vão aplanar, a fim de que possamos regressar à cidade nova da alegria e da liberdade.

Preparar o caminho do Senhor é convidar a uma conversão urgente, que elimine o egoísmo, que destrua os esquemas de injustiça e de opressão, que derrote as cadeias que mantêm os homens prisioneiros do pecado… Preparar o caminho do Senhor é um re-orientar a vida para Deus, de forma a que Deus e os seus valores passem a ocupar o primeiro lugar no nosso coração e nas nossas prioridades de vida.

Liturgia da Palavra Domingo II do Advento


I Leitura Bar 5, 1-9
«Deus mostrará o teu esplendor»

Deus promete a Israel dias de glória e de bênção, que porão fim ao cativeiro da Babilónia. Os membros do Povo eleito, dispersos, em pequenos grupos, num mundo pagão, hão de reunir-se, não pelo esforço dos homens, mas por obra do mesmo Deus, em volta de Jerusalém, constituindo, de novo, uma nação com destino próprio.
Como a Israel, Deus também nos libertou, por meio de Jesus Cristo, que veio à terra para nos reunir no Seu Povo, a Sua Igreja, a «Jerusalém do alto» e «nossa mãe».
                               
Salmo   125 (126)
O Senhor fez maravilhas em favor do seu povo.

II Leitura Filipe 1, 4-6.8-11
«Puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo»

Graças à ação divina e à cooperação dada pelos cristãos de Filipos, o Evangelho difundiu-se extraordinariamente. Por isso, S. Paulo, com os mesmos sentimentos de alegria com que o profeta celebrava o «regresso» a Jerusalém, canta a «conversão» dos homens ao Evangelho, ao mesmo tempo que exorta os Filipenses a continuarem a trabalhar na construção da Igreja, pelo progresso na caridade e no conhecimento de Deus.
                               
Aclamação ao Evangelho Lc 3, 4.6
Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas
e toda a criatura verá a salvação de Deus.

Evangelho Lc 3, 1-6
«Toda a criatura verá a salvação de Deus»

S. Lucas situando, com precisão, a pregação de João Baptista no coração da história dos homens, indica, claramente que a salvação é universal, oferecida a todos os homens, sem exceção. «Ao novo Povo de Deus todos os homens são chamados» (LG 13).
A condição essencial para a aceitação da salvação é a conversão a Deus, que envolve, como consequências a libertação do pecado.
Para que a vinda misteriosa de Cristo às nossas almas, hoje se cumpra, é necessário, pois, «preparar os caminhos do Senhor».


Preparando a Liturgia para o Domingo  III do Advento


Sof 3, 14-18a                     
«O Senhor exulta de alegria por tua causa»

Salmo  12                            
Povo do Senhor, exulta e canta de alegria

Filip 4, 4-7                          
«O Senhor está próximo»

Lc 3, 10-18                           
«Que devemos fazer?»

Palavra de Deus para a semana de 7 a 12 de Dezembro


7 Segunda
Is 35, 1-10 -  Salmo 84 (85) - Lc 5, 17-26
Eis que vem o Rei, Senhor de toda a terra,
libertar-nos do jugo do nosso cativeiro.

8 Terça 
Gen 3, 9-15. 20 - Salmo 97 - Ef 1, 3-6. 11-12 - Lc 1, 26-38
Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco,
bendita sois Vós entre as mulheres.

9 Quarta 
Is 40, 25-31 - Salmo 102 (103) -  Mt 11, 28-30
O Senhor vem salvar o seu povo;
felizes os que estão preparados para ir ao seu encontro.

10 Quinta 
Is 41, 13-20 - Salmo 144 (145) - Mt 11, 11-15
Desça o orvalho do alto dos céus  e as nuvens chovam o justo;
abra-se a terra e germine o Salvador.

11 Sexta
Is 48, 17-19 - Salmo 1 - Mt 11, 16-19
O Senhor está perto, ide ao seu encontro; Ele é o príncipe da paz.

12 Sábado 
Sir 48, 1-4. 9-11 - Salmo 79 (80) -  Mt 17, 10-13
Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas
e toda a criatura verá a salvação de Deus.

                              Caminhada de Advento – Natal – 2015-2016   

                                           

                               Há mais alegria em dar (-se)!  (At 20,35)                                                                                                   Felizes os misericordiosos!  (Mt 5,7)

2.ª Semana do Advento
“Tenho plena confiança de que Aquele que começou em vós tão boa obra há de levá-la a bom termo, até ao dia de Cristo Jesus” (Fl 1,6)!

Confiança

Esvaziar o cabaz familiar ou de grupo para o cabaz paroquial.

Confia!

- Dedicar algum do tempo à oração confiante.
- Experimentar o conforto e o consolo de um Deus que confia em ti.


6  Dezembro     


S. Nicolau, bispo

Bispo de Mira, na Lícia (hoje Turquia), morreu nos meados do século IV e foi venerado em toda a Igreja, sobretudo a partir do século X.


7  Dezembro

    
S. Ambrósio, bispo e doutor da Igreja

Nascido em Tréveris, cerca do ano 340, de uma família romana, fez os seus estudos em Roma e iniciou em Sírmio a carreira pública. Em 374, vivendo em Milão, foi inesperadamente eleito para bispo da cidade e recebeu a ordenação em 7 de Dezembro. Fiel cumpridor do seu dever, distinguiu-se sobretudo na caridade para com todos, como verdadeiro pastor e mestre dos fiéis. Defendeu corajosamente os direitos da Igreja; com seus escritos e sua atividade ilustrou a verdadeira doutrina contra o arianismo. Morreu no Sábado Santo, em 4 de Abril de 397.


8  Dezembro     


Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria

Mais do que qualquer outro tempo do Ano Litúrgico, o Advento é tempo de Maria, pois é nele que A vemos em mais íntima relação com o Seu filho, ao Qual está unida «por vínculo estreito e indissolúvel» (LG. 53).Se o Senhor veio ao meio dos homens, se Ele vem ainda, é por meio de Maria. N’Ela se cumpre, na verdade, o mistério do Advento.
Embora, na sua origem e no seu princípio, a Solenidade da Imaculada Conceição, que vem do século XI, não nos apareça em ligação com o Advento, contudo ela é uma verdadeira festa do Advento. Ela é a aurora que precede, anuncia e traz em si o Dia novo, que está para surgir no Natal.
Enaltecendo a Virgem Maria, esta Solenidade, em vez de nos desviar do Mistério de Cristo, leva-nos, pelo contrário, a exaltar a obra da Redenção, ao apresentar-nos Aquela que foi a primeira a beneficiar dos seus frutos, tornando-se a imagem e o modelo segundo o qual Deus quer refazer o rosto da Humanidade, desfigurado pelo pecado.
Assim como na aurora se projeta a luz do sol, de cujos raios ela tira a vida, assim em Maria Imaculada se reflete o poder do Salvador que está para vir: a Seus méritos Ela deve, com efeito, o ter sido «remida de modo mais sublime» (LG. 53).
Festa de Advento, a Solenidade da Imaculada Conceição constitui uma bela preparação para o Natal.


11  Dezembro    


S. Dâmaso, papa

Nasceu na Península Hispânica pelo ano 305. Formou parte do clero de Roma, e foi eleito Bispo da Igreja de Roma no ano 366, em tempos muito difíceis. Teve de reunir frequentes sínodos contra os cismáticos e hereges e foi grande promotor do culto dos Mártires, cujos sepulcros adornou com seus versos. Morreu no ano 384.


12 Dezembro   


S. Joana Francisca de Chantal, religiosa

Nasceu em Dijon (França) em 1572. Casou com o barão de Chantal, e foi mãe de seis filhos, a quem educou esmeradamente. Tendo falecido o marido, levou, sob a direção de S. Francisco de Sales, uma admirável vida de perfeição, exercendo especialmente a caridade para com os pobres e os enfermos. Fundou o Instituto da Visitação, que governou sabiamente. Morreu em 1641.

 


Intenções para a Eucaristia de 8 de Dezembro (10h)

António da Silva Luís, do Lameu;
Madalena Carneiro Pinto, pais e sogros;
Albino Teixeira Pinto e esposa, de Requim.


 Intenções para a Eucaristia de 13 de Dezembro (10h)

Rosa de Jesus Carneiro e Martinho Pinto, de Carvalho de Vila;
Manuel Madureira Vieira e pai;
Familiares de Madalena Teixeira de Almeida e de António Casimiro Almeida;
Luísa Pereira, marido e genro, do Alto;
Manuel Duarte Moreira;
Carlos André;
António Luís, da Pena;
Maria da Conceição Soares;
José de Azeredo e Silva;
Albano de Sousa e esposa, da Quinta. 

Oração em Comunidade: Vésperas I Domingo II do Advento



V. Deus, vinde em nosso auxílio.
R. Senhor, socorrei-nos e salvai-nos.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.

 


Hino


Excelso Criador dos grandes astros,
Jesus, eterna luz dos vossos crentes,
Divino Redentor da humanidade,
Ouvi as nossas súplicas ardentes.

Viestes, ó Jesus, para salvar-nos
Da morte em que o demónio nos trazia:
Do mundo enfraquecido foi remédio
O vosso amor que alenta e que alumia.

Para salvar-nos todos do pecado,
Viestes até nós como um Cordeiro:
Dum seio imaculado vós nascestes
Para Vos imolardes num madeiro.

O vosso nome santo e omnipotente
Por toda a criação seja adorado:
Vós sois, Senhor Jesus, excelso Rei,
Todo o poder que existe Vos foi dado.

Combatendo na terra o bom combate,
Queremos vosso reino dilatar:
Vireis, divino Rei, no fim dos tempos,
A vossa eterna glória proclamar.


Salmonia


Ant. 1    
Exulta de alegria, nova Sião, porque o teu Rei
há-de vir para salvar as nossas almas. Aleluia

Salmo 118 (119), 105-112


Elogio da lei divina

Eu sou o caminho, a verdade e a vida:
quem Me segue terá a luz da vida (Jo 14, 6; 8, 12)

A vossa palavra é farol para os meus passos *
e luz para os meus caminhos.  
Jurei e estou decidido *
a guardar os vossos justos juízos.

Estou em grande aflição, Senhor, *
fazei-me viver, segundo a vossa palavra.
Senhor, aceitai os louvores da minha boca *
e dai-me a conhecer os vossos justos juízos.

A minha vida anda em constante perigo, *
mas nunca me esqueço da vossa lei.    
Embora os pecadores me armem um laço, *
nunca me afasto dos vossos preceitos.

As vossas ordens são minha herança eterna, *
são elas que dão alegria ao meu coração.
Habituei o meu coração a cumprir os vossos decretos, *
até ao fim e para todo o sempre.

Ant. 1    Exulta de alegria, nova Sião, porque o teu Rei
há-de vir para salvar as nossas almas. Aleluia

Ant. 2 Robustecei vossas mãos fatigadas. Sede fortes e dizei:
Eis que vem o nosso Deus para nos salvar. Aleluia

Salmo 15 (16)


O Senhor é a minha herança

Deus ressuscitou Jesus,
livrando-O das garras da morte   (Actos 2, 24).

Defendei-me, Senhor: Vós sois o meu refúgio. *
Digo ao Senhor: «Vós sois o meu Deus, †
sois o meu único bem».
Para os santos da terra, admiráveis em seu poder, *
vai todo o meu afeto.
 Os que seguem deuses estranhos *
 redobrem as suas penas.
                 Não serei eu a fazer-lhes libações de sangue, *
                nem a invocar seus nomes com meus lábios.
 Senhor, porção da minha herança e do meu cálice, *
 está nas vossas mãos o meu destino.
Couberam-me em partilha terras aprazíveis: *
                muito me agrada a minha sorte.
 Bendigo o Senhor por me ter aconselhado, *
 até de noite me inspira interiormente.
O Senhor está sempre na minha presença, *
                 com Ele a meu lado não vacilarei.
 Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta *
 e até o meu corpo descansa tranquilo.
Vós não abandonareis a minha alma na mansão dos mortos, *
                  nem deixareis o vosso fiel sofrer a corrupção.
Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida, *
alegria plena em vossa presença, †
delícias eternas à vossa direita.

Ant. 2       Robustecei vossas mãos fatigadas. Sede fortes e dizei:
   Eis que vem o nosso Deus para nos salvar. Aleluia.

Ant. 3    A Lei foi dada por meio de Moisés; a graça e
a verdade vieram por Jesus Cristo. Aleluia.


Cântico Filipe 2, 6-11


Cristo, Servo de Deus

Cristo Jesus, que era de condição divina, *
não Se valeu da sua igualdade com Deus, †
mas aniquilou-Se a Si próprio.

Assumindo a condição de servo, *
tornou-Se semelhante aos homens.

Aparecendo como homem,  
humilhou-Se ainda mais, *
obedecendo até à morte e morte de cruz.

Por isso Deus O exaltou *
e Lhe deu o nome que está acima de todos os nomes,

para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem, *
no céu, na terra e nos abismos,

e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, *
para glória de Deus Pai.

Ant. 3    A Lei foi dada por meio de Moisés; a graça e
a verdade vieram por Jesus Cristo. Aleluia.

 


 Leitura breve 1 Tes 5, 23-24


O Deus  da  paz  vos  santifique   totalmente,  para  que  todo  o  vosso  ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Aquele que vos chama: Ele realizará as suas promessas.           
    

Responsório breve


V. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.
R. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.
V. E dai-nos a vossa salvação
R. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.
V. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.

 


Cântico Evangélico         


Magnificat                         Lc 1,46-55   

Ant. Vinde, Senhor, visitar-nos na paz, para que nos alegremos
        de todo o coração na vossa presença.

A minha alma glorifica ao Senhor *
 e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
Porque pôs os olhos na humildade da sua serva: *
                de hoje em diante me chamarão bem-aventurada  
                   todas as gerações.
Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: *
Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração *
                 sobre aqueles que O temem.
Manifestou o poder do seu braço*
e dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos de seus tronos *
                e exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens *
e aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo, *
                 lembrado da sua misericórdia,
como tinha prometido a nossos pais, *
a Abraão e à sua descendência para sempre.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,*
                 como era no princípio, agora e sempre. Amen.

Ant. Vinde, Senhor, visitar-nos na paz, para que nos alegremos 
       de todo o coração na vossa presença.


Preces


Oremos, irmãos caríssimos, a Cristo nosso Senhor, que nasceu
da Virgem Maria, e digamos com humildade e alegria:

Vinde, Senhor Jesus.

Filho Unigénito de Deus, anunciado ao mundo como mensageiro
da verdadeira aliança que há-de vir,
— fazei que a humanidade Vos receba e se salve.

Filho Unigénito de Deus, que no seio da Virgem Maria Vos
fizestes Filho do homem,
— livrai-nos de toda a corrupção humana.

Filho Unigénito de Deus, que sois fonte de vida e quisestes
experimentar a morte,
— ajudai-nos a superar a sentença de morte que merecemos.

Filho Unigénito de Deus, que vindes julgar o mundo e trazeis
convosco a recompensa,
— estimulai a nossa esperança, para que sejamos dignos das
vossas promessas.

Senhor Jesus Cristo, que viestes socorrer os mortos com a
vossa morte,
— escutai as súplicas que Vos dirigimos pelos nossos defuntos.

Pai Nosso…


 Oração


Concedei, Deus omnipotente e misericordioso, que os cuidados deste mundo não sejam obstáculo para caminharmos generosamente ao encontro de Cristo, mas que a sabedoria do alto nos leve a participar do esplendor da sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo, amén.

 «Toda a criatura verá a salvação de Deus»

No décimo quinto ano do reinado do imperador Tibério, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe tetrarca da região da Itureia e Traconítide e Lisânias tetrarca de Abilene, no pontificado de Anás e Caifás, foi dirigida a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto. E ele percorreu toda a zona do rio Jordão, pregando um batismo de penitência para a remissão dos pecados, como está escrito no livro dos oráculos do profeta Isaías:
«Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Sejam alteados todos os vales e abatidos os montes e as colinas; endireitem-se os caminhos tortuosos e aplanem-se as veredas escarpadas; e toda a criatura verá a salvação de Deus’». Lc 3, 1-6