2 de setembro de 2012

XXII DOMINGO DO TEMPO COMUM


DOMINGO XXII DO TEMPO COMUM
02 de setembro de 2012
 Este povo honra-Me com os lábios,
mas o seu coração está longe de Mim
 A liturgia do 22º Domingo do Tempo Comum propõe-nos uma reflexão sobre a “Lei”. Deus quer a realização e a vida plena para o homem e, nesse sentido, propõe-lhe a sua “Lei”. A “Lei” de Deus indica ao homem o caminho a seguir. Contudo, esse caminho não se esgota num mero cumprimento de ritos ou de práticas vazias de significado, mas num processo de conversão que leve o homem a comprometer-se cada vez mais com o amor a Deus e aos irmãos.
A primeira leitura garante-nos que as “leis” e preceitos de Deus são um caminho seguro para a felicidade e para a vida em plenitude. Por isso, o autor dessa catequese recomenda insistentemente ao seu Povo que acolha a Palavra de Deus e se deixe guiar por ela.
A segunda leitura convida os crentes a escutarem e acolherem a Palavra de Deus; mas avisa que essa Palavra escutada e acolhida no coração tem de tornar-se um compromisso de amor, de partilha, de solidariedade com o mundo e com os homens.
No Evangelho, Jesus denuncia a atitude daqueles que fizeram do cumprimento externo e superficial da “lei” um valor absoluto, esquecendo que a “lei” é apenas um caminho para chegar a um compromisso efectivo com o projecto de Deus. Na perspectiva de Jesus, a verdadeira religião não se centra no cumprimento formal das “leis”, mas num processo de conversão que leve o homem à comunhão com Deus e a viver numa real partilha de amor com os irmãos.

LITURGIA DA PALAVRA DO DOMINGO XXII DO TEMPO COMUM

I Leitura:                            Deut 4, 1-2.6-8

«Não acrescentareis nada ao que vos ordeno...
mas guardareis os mandamentos do Senhor»

Já à vista da Terra Prometida, Moisés recorda ao Povo de Israel a conveniência em observar a Lei de Deus, a sua perfeição e superioridade em comparação com as leis dos outros povos. A lei de Deus é a única luz que ensina aos homens o caminho da vida autêntica e verdadeiramente feliz. Mas essa lei procura antes de mais educar o coração do homem.
               
Salmo    14
Refrão:                Quem habitará, Senhor, no vosso santuário?  

II Leitura:                            Tg 1, 17-18.21b-22.27

«Sede cumpridores da palavra»

Começamos hoje a ler, e leremos ainda durante mais alguns domingos, a Epístola de S. Tiago. A passagem que hoje escutamos diz-nos que tudo o que há de bom vem de Deus, e Deus tudo criou pela sua palavra. Esta palavra continua a fazer ouvir-se no mundo e como que lançou em nós as suas raízes. Por isso, a nossa vida cristã consistirá em fazer que essa palavra desabroche em nós, dando muito fruto.               
ALELUIA                                             Tg 1, 18

Deus Pai nos gerou pela palavra da verdade,
para sermos como primícias das suas criaturas.
                                                                              
Evangelho:                         Mc 7, 1-8.14-15.21-23

«Deixais o mandamento de Deus
para vos prenderdes à tradição dos homens»

A palavra de Deus pode vir a ser adulterada pelas palavras dos homens, mesmo quando pretendem explicar e aplicar a palavra de Deus. O Senhor adverte-nos para que saibamos ler a palavra de Deus à luz do Espírito de Deus, que a inspirou, e não com a visão estreita e acanhada, e, por vezes, interesseira, do nosso espírito, demasiado humano e limitado. A palavra de Deus é espírito e vida, e não apenas letra, que, por si só, pode matar.

 PALAVRA DE DEUS PARA A SEMANA DE 3  A  8 DE  SETEMBRO
seg 3 set
São Gregório magno, Papa e doutor da Igreja  (MO)
1 Cor 2, 1-5 – Salmo 118 – Lc 4, 16-30
“Ele enviou-Me para anunviar a boa nova aos pobres…
Nenhum profeta é bem recebido na sua terra.”

ter 4 set
1 Cor 2, 10b-16 – Salmo 144 – Lc 4, 31-37
“Eu sei quem Tu és: o Santo de Deus.”

quar 5 set
1 Cor 3, 1-9 – Salmo 32 – Lc 4, 38-44
“Tenho de ir também às outras cidades anunciar a boa nova do Reino de Deus.”

qui 6 set
1 Cor 3, 18-23 – Salmo 23 – Lc 5, 1-11
“Deixaram tudo e seguiram Jesus.”

sex7 set
1 Cor 4, 1-5 – Salmo 36 – Lc 5, 33-39
“Dias virão em que o noivo lhes será tirado…
Nesses dias jejuarão.”

sáb 8 set
Natividade da Virgem Maria    (F)
Mq 5, 1-4a  ou Rm 8, 28-30 – Salmo 12 – Mt 1, 1-16. 18-23
“O que nela se gerou é fruto do Espírito Santo

INTENÇÕES LEMBRADAS NA EUCARISTIA  DE 2 DE SETEMBRO  
·         João de Jesus Pinto, de Requim e sua mãe; Natália Fernanda da Silva Alves e seus avós; Margarida Teixeira de Jesus, marido e filho; António Vieira, esposa e filho; Joaquim Pinto Vieira e esposa; Maria Rosa Leal Pinheiro; 7.º dia por António Joaquim Morais; Pais de Celeste, de Requim; Maria da Conceição da Silva da Quinta; Emílio Soares Nunes; Margarida Vales Acção de Graças ao Santíssimo Sacramento e à Sra. da Boa Viagem; em honra da Sra. da Saúde e da Sra. dos Aflitos; 7.º dia por Maria Emília Leal Teixeira


INTENÇÕES PARA A EUCARISTIA  DE 9 DE SETEMBRO   (10:00h)
·         Emídio Luís; António Pinto Melo; Alexandre da Silva Azeredo; Maria Pinto da Costa e marido, de Requim; António da Silva Pinto e seus pais; António da Silva Luís; Manuel Joaquim Teixeira; Luís Vieira e Maria da Conceição Pinheiro da Silva; Helena de Jesus Martins, marido e filho; da Associação por Maria Emília Leal Teixeira



 50  anos de Partilha do Dom de Deus

    09 de setembro: Ao Encontro dos Avós.
Adro da Igreja, , 16:00h             

15 de Setembro: Atividades desportivas
Pavilhão Desportivo do CDF, 15:00h



                       22 de Setembro: Oração de Taizé,
            por diác. José Tavares da paróquia de Espinho
21:00h


A Palavra de Deus que escutamos e que acolhemos no coração deve conduzir-nos à acção. Se ficamos apenas pela escuta e pela contemplação da Palavra, ela torna-se estéril e inútil. É preciso transformar essa Palavra que escutamos em gestos concretos, que nos levem à conversão e que tragam um acréscimo de vida para o mundo. A Palavra de Deus que escutamos tem de nos levar ao compromisso – à luta pela justiça, pela paz, pela dignidade dos nossos irmãos, pelos direitos dos pobres, por um mundo mais fraterno e mais cristão.




















Domingo XXII do Tempo Comum, Vésperas I

VÉSPERAS I
DOMINGO XXII TEMPO COMUM
02 de setembro de 2012




V.           Deus, vinde em nosso auxílio.
R.            Senhor, socorrei-nos e salvai-nos.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.

Hino
Luz esplendente da santa glória
Do Pai celeste, imortal,
Santo e glorioso Jesus Cristo!

Sois digno de ser cantado a toda a hora e momento
Por vozes inocentes,
Ó Filho de Deus que nos dais a vida.

Dissipais as trevas do universo
E iluminais o espírito do homem,
Vencendo a noite com a luz da fé.

Luz da Luz sem ocaso,
Imagem clara do esplendor divino:
O céu e a terra proclamam a vossa glória.

Chegada a hora do sol poente,
Contemplando a luz do entardecer,
Cantamos ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo


SALMODIA

Ant. 1 – A vossa palavra, Senhor,
    é luz dos meus caminhos.  Aleluia.

Salmo 118 (119)               Elogio da lei divina

Eu sou o caminho, a verdade e a vida:
quem Me segue terá a luz da vida (Jo 14, 6; 8, 12)

A vossa palavra é farol para os meus passos *
                e luz para os meus caminhos.

Jurei e estou decidido *
                 a guardar os vossos justos juízos.

Estou em grande aflição, Senhor, *
                 fazei-me viver, segundo a vossa palavra.

Senhor, aceitai os louvores da minha boca *
                 e dai-me a conhecer os vossos justos juízos.

A minha vida anda em constante perigo, *
                  mas nunca me esqueço da vossa lei.

Embora os pecadores me armem um laço, *
                nunca me afasto dos vossos preceitos.

As vossas ordens são minha herança eterna, *
                 são elas que dão alegria ao meu coração.

Habituei o meu coração a cumprir os vossos decretos, *
                  até ao fim e para todo o sempre.


Ant. 1 – A vossa palavra, Senhor,
    é luz dos meus caminhos.  Aleluia.



Ant. 2 - Dar-me-eis, Senhor,
                 a alegria plena em vossa presença. Aleluia

Salmo 15 (16)

O Senhor é a minha herança. Deus ressuscitou Jesus,
livrando-O das garras da morte (Actos 2, 24).

Defendei-me, Senhor: Vós sois o meu refúgio. *
 Digo ao Senhor: «Vós sois o meu Deus, †
                 sois o meu único bem».
Para os santos da terra, admiráveis em seu poder, *
vai todo o meu afecto.
Os que seguem deuses estranhos *
                  redobrem as suas penas.
 Não serei eu a fazer-lhes libações de sangue, *
                nem a invocar seus nomes com meus lábios.
  Senhor, porção da minha herança e do meu cálice, *
                  está nas vossas mãos o meu destino.
 Couberam-me em partilha terras aprazíveis: *
                muito me agrada a minha sorte.
 Bendigo o Senhor por me ter aconselhado, *
                até de noite me inspira interiormente.
 O Senhor está sempre na minha presença, *
                 com Ele a meu lado não vacilarei.
 Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta *
                e até o meu corpo descansa tranquilo.
Vós não abandonareis a minha alma na mansão dos mortos, *
                 nem deixareis o vosso fiel sofrer a corrupção.
Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida, *
                 alegria plena em vossa presença, †
                delícias eternas à vossa direita.

Ant. 2 - Dar-me-eis, Senhor,
 a alegria plena em vossa presença. Aleluia


Ant. 3-  Ao nome de Jesus, todos se ajoelhem
    no céu e na terra.  Aleluia.

Cântico                Filip 2, 6-11

Cristo, Servo de Deus

Cristo Jesus, que era de condição divina, *
                  não Se valeu da sua igualdade com Deus, †
                 mas aniquilou-Se a Si próprio.
 Assumindo a condição de servo, *
                 tornou-Se semelhante aos homens.
Aparecendo como homem,
humilhou-Se ainda mais, *
                 obedecendo até à morte e morte de cruz.

 Por isso Deus O exaltou *
                 e Lhe deu o nome que está acima de todos os nomes,
para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem, *
                no céu, na terra e nos abismos,
e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, *
                para glória de Deus Pai.

Ant. 3- Ao nome de Jesus, todos se ajoelhem
    no céu e na terra.  Aleluia.

Leitura breve                      Col 1, 3-6a
A graça e a paz de Deus nosso Pai e de Jesus Cristo nosso Senhor estejam convosco. Damos graças a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, e oramos continuamente por vós.
Temos ouvido falar da vossa fé em Cristo Jesus e da caridade que tendes para com todos os cristãos, por causa da esperança que vos está reservada nos Céus, e de que tivestes conhecimento pela pregação da Palavra da verdade, o Evangelho, que chegou, até vós, e ao mundo inteiro, onde frutifica e se desenvolve, como no meio de vós.



Responsório breve
V. Desde o nascer ao pôr do sol,
seja louvado o nome do Senhor.
R. Desde o nascer ao pôr do sol,
seja louvado o nome do Senhor.
 V. A sua glória está acima dos céus.
R. Seja louvado o nome do Senhor
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Desde o nascer ao pôr do sol,
seja louvado o nome do Senhor.

Cântico Evangélico         Magnificat                         Lc 1,46-55   

Ant. - Acolhei generosamente a palavra que vos foi anunciada
           e pode salvar as vossas almas.

A minha alma glorifica ao Senhor *
                e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
Porque pôs os olhos na humildade da sua serva: *
                de hoje em diante me chamarão bem-aventurada                                                        todas as gerações.
Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: *
                Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração *
                 sobre aqueles que O temem.
Manifestou o poder do seu braço*
                e dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos de seus tronos *
                e exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens *
                e aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo, *
                 lembrado da sua misericórdia,
como tinha prometido a nossos pais, *
                a Abraão e à sua descendência para sempre.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,*
                 como era no princípio, agora e sempre. Amen.

Ant. - Acolhei generosamente a palavra que vos foi anunciada
           e pode salvar as vossas almas.

Preces
Dêmos graças a Deus, que auxilia e protege o povo que escolheu para sua herança, e, recordando o seu amor para connosco,
aclamemos dizendo:

Senhor, nós temos confiança em Vós.

Nós Vos pedimos, Deus de bondade, pelo Santo Padre, o Papa
Bento, e pelo nosso Bispo Manuel:
— protegei-os com o vosso poder e santificai-os com a vossa graça.

Confortai os doentes e ajudai-os a participar com o seu sofrimento
na paixão de Cristo,
— para que sintam continuamente a sua consolação.

Olhai com amor para os que não têm casa onde se abriguem
— e fazei que encontrem uma digna habitação.

Dignai-Vos multiplicar e conservar os frutos da terra,
— para que a ninguém falte o pão de cada dia.

Defendei a nossa terra de todo o mal
— e aumentai entre nós a prosperidade e a paz.

Tende piedade dos defuntos
— e abri-lhes as portas do Céu


Pai Nosso…

Oração
Deus do universo, de quem procede todo o dom perfeito, infundi em nossos corações o amor do vosso nome e, estreitando a nossa união convosco, dai vida ao que em nós é bom e protegei com solicitude esta vida nova.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo, amén.

«Deixais o mandamento de Deus
para vos prenderdes à tradição dos homens»


Naquele tempo, reuniu-se à volta de Jesus um grupo de fariseus e alguns escribas que tinham vindo de Jerusalém. Viram que alguns dos discípulos de Jesus comiam com as mãos impuras, isto é, sem as lavar. – Na verdade, os fariseus e os judeus em geral não comem sem ter lavado cuidadosamente as mãos, conforme a tradição dos antigos. Ao voltarem da praça pública, não comem sem antes se terem lavado. E seguem muitos outros costumes a que se prenderam por tradição, como lavar os copos, os jarros e as vasilhas de cobre –. Os fariseus e os escribas perguntaram a Jesus: «Porque não seguem os teus discípulos a tradição dos antigos, e comem sem lavar as mãos?». Jesus respondeu-lhes: «Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. É vão o culto que Me prestam, e as doutrinas que ensinam não passam de preceitos humanos’. Vós deixais de lado o mandamento de Deus, para vos prenderdes à tradição dos homens».
Depois, Jesus chamou de novo a Si a multidão e começou a dizer-lhe: «Escutai-Me e procurai compreender. Não há nada fora do homem que ao entrar nele o possa tornar impuro. O que sai do homem é que o torna impuro; porque do interior do homem é que saem as más intenções: imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, cobiças, injustiças, fraudes, devassidão, inveja, difamação, orgulho, insensatez. Todos estes vícios saem do interior do homem e são eles que o tornam impuro».

Mc 7, 1-8.14-15.21-23

25 de agosto de 2012

XXI DOMINGO DO TEMPO COMUM


DOMINGO XXI DO TEMPO COMUM
26 de agosto de 2012
Para quem iremos, Senhor?
Tu tens palavras de vida eterna.

A liturgia do 21º Domingo do Tempo Comum fala-nos de opções. Recorda-nos que a nossa existência pode ser gasta a perseguir valores efémeros e estéreis, ou a apostar nesses valores eternos que nos conduzem à vida definitiva, à realização plena. Cada homem e cada mulher têm, dia a dia, de fazer a sua escolha.
Na primeira leitura, Josué convida as tribos de Israel reunidas em Siquém a escolherem entre “servir o Senhor” e servir outros deuses. O Povo escolhe claramente “servir o Senhor”, pois viu, na história recente da libertação do Egipto e da caminhada pelo deserto, como só Jahwéh pode proporcionar ao seu Povo a vida, a liberdade, o bem estar e a paz.
O Evangelho coloca diante dos nossos olhos dois grupos de discípulos, com opções diversas diante da proposta de Jesus. Um dos grupos, prisioneiro da lógica do mundo, tem como prioridade os bens materiais, o poder, a ambição e a glória; por isso, recusa a proposta de Jesus. Outro grupo, aberto à acção de Deus e do Espírito, está disponível para seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida; os membros deste grupo sabem que só Jesus tem palavras de vida eterna. É este último grupo que é proposto como modelo aos crentes de todos os tempos. 

LITURGIA DA PALAVRA DO DOMINGO XXI DO TEMPO COMUM

I Leitura:                            Jos 24, 1-2a.15-17.18b

«Queremos servir o Senhor, porque Ele é o nosso Deus»

Depois de entrar na Terra Prometida e antes da solene renovação da Aliança em Siquém, o povo de Deus, composto de gente vinda de várias tribos e que encontra a Terra Prometida cheia de cultos aos deuses dos pagãos, é convidado a fazer uma solene profissão de fé no Senhor, o único Deus capaz de salvar, tal como Pedro irá fazer, no Evangelho deste Domingo, depois do discurso de Jesus sobre o Pão da vida.      
Salmo   33
Refrão:                Saboreai e vede como o Senhor é bom.

II Leitura:                            Ef 5, 21-32

«É grande este mistério, em relação a Cristo e à Igreja»

O matrimónio cristão não modifica os quadros humanos em que ele é celebrado, mas reveste-os de uma significação nova. Nesta passagem, a união do homem e da mulher no matrimónio é apresentada como imagem do mistério da união de Cristo e da Igreja: Cristo amou a Igreja, deu a vida por ela, purificou-a no seu Sangue. Assim, neste amor de Cristo pelo seu povo terão também os esposos o modelo do amor com que hão-de amar-se um ao outro e constituir a sua família.   
               
ALELUIA                                             Jo 6, 63c.68c

As vossas palavras, Senhor, são espírito e vida:
                                Vós tendes palavras de vida eterna
                                                                              
Evangelho:                         Jo 6, 60-69

«Para quem iremos, Senhor?
      Tu tens palavras de vida eterna»

O discurso de Jesus sobre o Pão da Vida desiludiu muitos discípulos, que, por isso, se afastaram. Jesus tenta explicar o sentido espiritual das suas palavras, que, sem deixarem de dizer o que querem dizer, vão mais além do que aquilo que à primeira vista parecem dizer. Essas palavras são espírito e vida. São palavras que levam à fé. E é esta fé que S. Pedro acaba por professar. Assim, o discurso sobre o Pão da vida termina, como sempre as narrações de S. João, com um solene acto de fé.         

PALAVRA DE DEUS PARA A SEMANA DE 27 AGOSTO A 1  SETEMBRO

Seg 27
Santa Mónica   (MO)
2 TS 1, 1-5. 11b-12 – Salmo 95 – Mt 23, 13-22
“Ai de vós, guias cegos!”

Ter 28
Santo Agostinho, bispo e doutor da Igreja   (MO)
2 Ts 2, 1-3ª. 14-17 – Salmo 95 – Mt 23, 23-26
“Deveis praticar estas coisas sem omitir as outras”

Qua 29
Martírio de São João Baptista   (MO)
Jr 1, 17-19 – Salmo 70 – Mc 6, 17-29
“Quero que me dês sem demora, num prato, a cabeça de João baptista”

Qui 30
1 Cor 1, 1-9 – Salmo 144 – Mt 24, 42-51
“Estai preparados”

Sex 31
1 Cor 12, 17-25 – Salmo 32 – Mt 25, 1-13
“Aí vem o esposo: ide ao seu encontro”

Sab 1
Santa Beatriz da Silva, virgem   (MO)
1 Cor 1, 26-31 – Salmo 32 – Mtm 35, 14-30
“Foste fiel em coisas pequenas: vem tomar parte na alegria do teu senhor” 

PREPARANDO A LITURGIA PARA  O PRÓXIMO DOMINGO:

Deut 4, 1-2.6-8
«Não acrescentareis nada ao que vos ordeno...
mas guardareis os mandamentos do Senhor»

Salmo 14            
Quem habitará, Senhor, no vosso santuário?

Tg 1, 17-18.21b-22.27
«Sede cumpridores da palavra»

Mc 7, 1-8.14-15.21-23
«Deixais o mandamento de Deus
para vos prenderdes à tradição dos homens»

INTENÇÕES LEMBRADAS NA EUCARISTIA  DE 26 DE AGOSTO
·         Benilde Delfina da Luz Pinto; António Araújo, das Lapas; Manuel Pinto da Costa; Maria Emília Ferreira, da Sra. da Piedade; Ricardo Luís e filha; Joaquim Moreira e esposa, do Alto; Maria Luísa de Sousa e marido, de Vila Nova; Joaquim Vieira e esposa, das Regadas; Gualter Ferraz Pinto, de Vila Nova; António Silva Luís; Emídio Ribeiro; Pai e outros familiares de Maria Deolinda, das Lapas; Aniversário dos Pais de Elvira Cândida

INTENÇÕES PARA A EUCARISTIA  DE 2 DE SETEMBRO   (10:00h)
·         João de Jesus Pinto e sua mãe; Natália Fernanda da Silva Alves e seus avós; Margarida Teixeira de Jesus, marido e filho; António Vieira, esposa e filho; Joaquim Pinto Vieira e esposa; Maria Rosa Leal Pinheiro

Ø  1 de Setembro: Oração Comunitária de Vésperas do 1º Sábado
Igreja paroquial, 20:30h

50 anos de Partilha do Dom de Deus

Ø  09 de setembro: Ao Encontro dos Avós.
Adro da Igreja, , 16:00h


O Evangelho deste domingo põe claramente a questão das opções que nós, discípulos de Jesus, somos convidados a fazer… Todos os dias somos desafiados pela lógica do mundo, no sentido de alicerçarmos a nossa vida nos valores do poder, do êxito, da ambição, dos bens materiais, da moda, do “politicamente correcto”; e todos os dias somos convidados por Jesus a construir a nossa existência sobre os valores do amor, do serviço simples e humilde, da partilha com os irmãos, da simplicidade, da coerência com os valores do Evangelho… É inútil esconder a cabeça na areia: estes dois modelos de existência nem sempre podem coexistir e, frequentemente, excluem-se um ao outro. Temos de fazer a nossa escolha, sabendo que ela terá consequências no nosso estilo de vida, na forma como nos relacionamos com os irmãos, na forma como o mundo nos vê e, naturalmente, na satisfação da nossa fome de felicidade e de vida plena.







19 de agosto de 2012

Domingo XX do Tempo Comum


DOMINGO XX DO TEMPO COMUM
19 de agosto de 2012

Saboreai e vêde como o Senhor é bom!

A liturgia do 20º Domingo do Tempo Comum repete o tema dos últimos domingos: Deus quer oferecer aos homens, em todos os momentos da sua caminhada pela terra, o “pão” da vida plena e definitiva. Naturalmente, os homens têm de fazer a sua escolha e de acolher esse dom.
A primeira leitura oferece-nos uma parábola sobre um banquete preparado pela “senhora sabedoria” para os “simples” e para os que querem vencer a insensatez. Convida-nos à abertura aos dons de Deus e à disponibilidade para acolher a vida de Deus (o “pão de Deus que desce do céu”).
A segunda leitura lembra aos cristãos a sua opção por Cristo (aquele Cristo que o Evangelho de hoje chama “o pão de Deus que desceu do céu para a vida do mundo”). Convida-os a não adormecerem, a repensarem continuamente as suas opções e os seus compromissos, a não se deixarem escorregar pelo caminho da facilidade e do comodismo, a viverem com empenho e entusiasmo o seguimento de Cristo, a empenharem-se no testemunho dos valores em que acreditam.
No Evangelho, Jesus reafirma que o objectivo final da sua missão é dar aos homens o “pão da vida”. Para receber essa vida, os discípulos são convidados a “comer a carne” e a “beber o sangue” de Jesus – isto é, a aderir à sua pessoa, a assimilar o seu projecto, a interiorizar a sua proposta. A Eucaristia cristã (o “comer a carne” e “beber o sangue” de Jesus) é um momento privilegiado de encontro com essa vida que Jesus veio oferecer

LITURGIA DA PALAVRA DO DOMINGO XX DO TEMPO COMUM

I Leitura:                            Prov 9, 1-6
«Vinde comer do meu pão e beber do vinho que vos preparei»

Personificada numa dona de casa, a Sabedoria de Deus convida os homens a participarem do seu banquete. No Antigo Testamento, a Palavra de Deus é frequentemente comparada a um banquete oferecido aos homens. O pão e o vinho são tidos como símbolo do alimento que dá a vida em plenitude. A imagem do banquete assume maior expressão na Eucaristia que nos é dado celebrar.           
              
Salmo  33
Saboreai e vede como o Senhor é bom.

II Leitura:                            Ef 5, 15-20
«Procurai compreender qual é a vontade de Deus»

Deus criou o homem livre e não quer sobrepor-se a essa liberdade. Deixa a cada um a possibilidade de fazer as suas opções. Porém, uma escolha consciente só é possível, tendo presente determinada hierarquia de valores que ajudará a decidir, não apenas acerca do acto, como também do tempo próprio para o realizar.  
               

ALELUIA                                              Jo 6, 56
Refrão:                Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue
permanece em mim e Eu nele, diz o Senhor.                                     
                               
Evangelho:                         Jo 6, 51-58
«A minha carne é verdadeira comida
e o meu sangue é verdadeira bebida»

A ceia pascal judaica estava intimamente ligada à libertação dos hebreus da escravatura egípcia. Ao comerem a Páscoa, os judeus tinham consciência de serem o povo libertado por Deus. Cristo associa também os discípulos à Sua morte redentora. Os participantes na celebração eucarística, ao comerem o pão e beberem o sangue derramado na cruz pela multidão dos homens, reconhecem-se no povo redimido por Cristo.   
                              
PALAVRA DE DEUS PARA A SEMANA DE 20  A  25  DE AGOSTO

Seg 20
São Bernardo, abade e doutor da Igreja  (MO)
Ez 24, 15-24 – Salmo Dt 32 – Mt 19, 16-22
“Se queres ser perfeito, vende o que tens e terás um tesouro no céu”

Ter 21 
São Pio X, Papa  (MO)
Ez 28, 1-10 – Salmo  - Dt 32 – Mt 19, 23-30
“É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus”

Qua 22
 Virgem Santa Maria, Rainha  (MO)
Ez 34, 1-11 – Salmo 22 – Mt 20, 1-16ª
“Serão maus os teus olhos porque eu sou bom?”

Qui 23
Santa Rosa de Lima, virgem  (MF)
Ez 36, 23-28 – Salmo 50 – Mt 22 , 1-14
“Convidai para as bodas todos os que encontrardes”

Sex 24
São Bartolomeu, Apóstolo  (F)
Ap 21, 9b-14 – Salmo 144 – Jo 1, 45-51
“Eis um verdadeiro israelita em quem não há fingimento”

Sáb 25
São Luís de França e São José de Calasanz, presbíteros  (MF)
Ez 43, 1-7ª – Salmo 84 – Mt 23, 1-12
“Dizem e não fazem”
  
PREPARANDO A LITURGIA PARA  O PRÓXIMO DOMINGO:

Jos 24, 1-2a.15-17.18b
«Queremos servir o Senhor, porque Ele é o nosso Deus»»

Salmo 33            
Saboreai e vede como o Senhor é bom

Ef 5, 15-20
«Procurai compreender qual é a vontade de Deus»

Jo 6, 60-69
«Para quem iremos, Senhor?
Tu tens palavras de vida eterna»

INTENÇÕES LEMBRADAS NA EUCARISTIA  DE 19 DE AGOSTO
·         Rosa de Jesus; Associados da Mensagem de Fátima; Maria da Conceição Moreira, de Vila; António Carneiro Silva e sogro; Manuel Barbosa Araújo; Manuel da Silva Pinto; Martinho da Silva Pereira; Manuel Duarte Moreira; José Gomes de Araújo; Afonso Manuel da Costa e Silva e genro António Pinto de Sousa; Missa da Associação por David Tendela Pereira e Missa da Associação por Rosa Pereira de Jesus



INTENÇÕES PARA A EUCARISTIA  DE 26 DE AGOSTO   (09:30h)
·         Benilde Delfina da Luz Pinto; António Araújo, das Lapas; Manuel Pinto da Costa; Maria Emilia Ferreira, da Sra. da Piedade, Ricardo Luís e filha; Joaquim Moreira e esposa, do Alto; Maria Luísa de Sousa e marido, de Vila Nova; Joaquim Vieira e esposa, das Regadas; Gualter Ferraz Pinto, de Vila Nova; António Silva Luís; Emídio Ribeiro


• Participar no encontro eucarístico, “comer a carne” e “beber o sangue” de Jesus é encontrar-se, hoje, com esse Cristo que veio ao encontro dos homens e que tornou presente na sua “carne” (na sua pessoa física) uma vida feita amor, partilha, entrega, até ao dom total de si mesmo na cruz (“sangue”). Participar no encontro eucarístico, “comer a carne” e “beber o sangue” de Jesus, é acolher, assimilar e interiorizar essa proposta de vida, aceitar que ela é um caminho para a felicidade, para a realização plena do homem, para a vida definitiva.
• Sentar-se à mesa da Eucaristia é também identificar-se com Jesus, viver em união com Ele. Na Eucaristia, o alimento servido é o próprio Cristo. Por isso, é a própria vida de Cristo que passa a circular nas veias dos crentes. Quem acolhe essa vida que Jesus oferece torna-se, portanto, um com Ele. Comer cada domingo à mesa com Jesus desse alimento que Ele próprio dá e que é a sua pessoa, leva os crentes a uma comunhão total de vida com Jesus e a fazer parte da família do próprio Jesus. Celebrar a Eucaristia é aprofundarmos os laços familiares que nos unem a Jesus, identificarmo-nos com Ele, deixarmos que a sua vida circule em nós. Este crente, identificado com Cristo, torna-se uma pessoa nova, à imagem de Cristo.
• O “comer a carne” e “beber o sangue” de Jesus implica um compromisso com esse mesmo projecto que Jesus procurou concretizar em toda a sua vida, em todos os seus gestos, em todas as suas palavras. Como Jesus, o crente que celebra a Eucaristia tem de levar ao mundo e aos homens essa vida que aí recebe… Tem de lutar, como Jesus, contra a injustiça, o egoísmo, a opressão, o pecado; tem de esforçar-se, como Jesus, por eliminar tudo o que desfeia o mundo e causa sofrimento e morte; tem de construir, como Jesus, um mundo de liberdade, de amor e de paz; tem de testemunhar, como Jesus, que a vida verdadeira é aquela que se faz amor, serviço, partilha, doação até às últimas consequências.