13 de outubro de 2012

DOMINGO XXVIII DO TEMPO COMUM


DOMINGO XXVIII DO TEMPO COMUM
14 de outubro de 2012
Abre a Porta da  Fé!
A liturgia do 28º Domingo do Tempo Comum convida-nos a reflectir sobre as escolhas que fazemos; recorda-nos que nem sempre o que reluz é ouro e que é preciso, por vezes, renunciar a certos valores perecíveis, a fim de adquirir os valores da vida verdadeira e eterna.
Na primeira leitura, um “sábio” de Israel apresenta-nos um “hino à sabedoria”. O texto convida-nos a adquirir a verdadeira “sabedoria” (que é um dom de Deus) e a prescindir dos valores efémeros que não realizam o homem. O verdadeiro “sábio” é aquele que escolheu escutar as propostas de Deus, aceitar os seus desafios, seguir os caminhos que Ele indica.
A segunda leitura convida-nos a escutar e a acolher a Palavra de Deus proposta por Jesus. Ela é viva, eficaz, actuante. Uma vez acolhida no coração do homem, transforma-o, renova-o, ajuda-o a discernir o bem e o mal e a fazer as opções correctas, indica-lhe o caminho certo para chegar à vida plena e definitiva.
O Evangelho apresenta-nos um homem que quer conhecer o caminho para alcançar a vida eterna. Jesus convida-o renunciar às suas riquezas e a escolher “caminho do Reino” – caminho de partilha, de solidariedade, de doação, de amor. É nesse caminho – garante Jesus aos seus discípulos – que o homem se realiza plenamente e que encontra a vida eterna.
LITURGIA DA PALAVRA DO DOMINGO XXVIII DO TEMPO COMUM
I Leitura: I                          Sab 7, 7-11
«Considerei a riqueza como nada, em comparação com a sabedoria»
A sabedoria é um dos temas mais queridos de certas épocas e de certos povos, como o era na época em que foi escrito o livro donde é tirada esta leitura. A sabedoria é, na Sagrada Escritura, um dom de Deus, que leva o homem a saber apreciar e interpretar a vida e os acontecimentos segundo o pensamento e os critérios de Deus, que Ele mesmo nos revela. É esta sabedoria que nos há-de levar a compreender as palavras de Jesus que vamos depois escutar no Evangelho.
Salmo    89
Refrão:                Saciai-nos, Senhor, com a vossa bondade
e exultaremos de alegria.
II Leitura:                            Hebr 4, 12-13
«A palavra de Deus é capaz de discernir os pensamentos
           e intenções do coração»
Esta leitura faz a apresentação de certos aspectos da Palavra de Deus. Ela é palavra eficaz: realiza sempre aquilo que diz. Ela não é apenas um som que se ouve: ela penetra até ao mais fundo do coração, e só ela é capaz de pôr o homem, no seu íntimo, diante da verdade total. Ela tudo ilumina e não deixa que haja esconderijos nem disfarces; ela é como o olhar de Deus: tudo penetra e tudo ilumina.      
ALELUIA                                              Mt 5, 3
Refrão:                Bem-aventurados os pobres em espírito,
porque deles é o reino dos Céus
                              
Evangelho:                         Mc 10, 17-30
                             «Vende o que tens e segue-Me»
A vida segundo o Evangelho não é um negócio, não se lhe deitam cálculos como quem olha para a sua conta no banco. É antes a resposta de fé à Palavra de Deus. E um dos obstáculos que mais frequentemente impede de compreender e responder prontamente à Palavra de Deus são os bens da terra. Só a sabedoria de Deus nos poderá trazer a luz necessária para aceitarmos, com fé e esperança, a palavra do Senhor, que é a palavra da salvação
PALAVRA DE DEUS PARA A SEMANA DE 15  A  20  DE OUTUBRO
Seg 15 out
Santa Teresa de Jesus, virgem e doutora da Igreja  
Gl 4, 22-24. 26-27. 31-5, 1 – Salmo 112 – Lc 11, 29-32
“Nenhum será dado a esta geração, senão o sinal de Jonas”
Ter 16 out
Santa Hedviges, religiosa, e Santa Margarida Maria de Alacoque, virgens   (MF)
Gl 5, 1-6  -  Salmo 118 – Lc 11, 37-41
“Dai esmola e tudo para vós ficará limpo”
Qua 17 out
Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir   (MO)
Gl 5, 18-25  -Salmo 1 – Lc 11, 42-46
Qui 18 out
São Lucas, Evangelista  (F)
2 Tm 9, 9-17b – Salmo 144 – Lc 10, 1-9
Sex 19 out
Santos João de Bréveuf e Isaac presbíteros, e companheiros, mártires
São Paulo da Cruz, presbítero    (MF)
Ef 1, 11-14 – Salmo 32 – Lc 12, 1-7
“Até os  cabelos da vossa cabeça estão todos contados”
Sáb 20 out
Ef 1, 15-23 – Salmo 8 – Lc 12, 8-12
“O Espírito Santo vos ensinará naquele momento o que haveis de dizer”





PREPARANDO A LITURGIA PARA  O PRÓXIMO DOMINGO:
Is 53, 10-11
«Se oferecer a sua vida como sacrifício de expiação,
terá uma descendência duradoira»
Salmo 89               Desça sobre nós a vossa misericórdia,
porque em Vós esperamos, Senhor
Hebr 4, 14-16
«Vamos cheios de confiança ao trono da graça»
Mc 10, 35-45
«O Filho do homem veio para dar a vida pela redenção de todos»
INTENÇÕES LEMBRADAS NA EUCARISTIA  DE 13 DE OUTUBRO
·         David Tendela Pereira e sua mãe; António Pinto, da Sra. da Piedade; Helena de Jesus Martins, marido e filho; Luísa Pereira e marido, do Alto; Albino Teixeira Pinto e esposa, de Requim; Carlos André; Rosa Pereira de Jesus; José de Azeredo e Silva; António Monteiro Teixeira; Albano Ferraz; Manuel Duarte Moreira; Pais de Celeste, de Requim;António Soares de Almeida, pais e sogros; Padre António Ferreira de Mesquita (63.º aniversário do seu falecimento)
INTENÇÕES PARA A EUCARISTIA  DE 21 DE OUTUBRO   (09:30h)
·         Emídio Ribeiro; Associados da Mensagem de Fátima; Rosa de Jesus; Maria da Conceição Moreira, de Vila; António Carneiro Silva e sogro; Manuel Barbosa Araújo; Manuel da Silva Pinto; Martinho da Silva Pereira; António Araújo, das Lapas; Manuel Pinto da Costa; Arcanjo Luís, esposa, filhos e restantes familiares; António Joaquim Morais, de Lamego
Ø  Dia 20:  Conferência “Concílio Vaticano II, novidade e receção” por Cón.                                Arnaldo de Pinho, professor da faculdade de Teologia da UCP-Porto.
Centro de Cultura Católica (Torre da Marca) –Porto, 14:30h
Se a Igreja hoje propõe um novo Ano da Fé e a nova evangelização, não é para prestar honras a uma efeméride, mas porque é necessário, ainda mais do que há 50 anos! Nas últimas décadas tem-se visto o avanço de uma "desertificação" espiritual. É o vazio que se espalhou. No entanto, é precisamente a partir da experiência deste deserto, deste vazio, que podemos redescobrir a alegria de crer, a sua importância vital para nós homens e mulheres. No deserto é possível redescobrir o valor daquilo que é essencial para a vida. E no deserto existe, sobretudo, necessidade de pessoas de fé que, com suas próprias vidas, indiquem o caminho para a Terra Prometida, mantendo assim viva a esperança. A fé vivida abre o coração à Graça de Deus que liberta do pessimismo. Hoje, mais do que nunca, evangelizar significa testemunhar uma vida nova, transformada por Deus, indicando assim o caminho.
No dia 11 de outubro de 1962, celebrava-se a festa de Santa Maria, Mãe de Deus. A Ela confiamos o Ano da Fé. Que a Virgem Maria brilhe sempre qual estrela no caminho da nova evangelização. Que Ela nos ajude a pôr em prática a exortação do Apóstolo Paulo: «A palavra de Cristo, em toda a sua riqueza, habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros, com toda a sabedoria… Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus. Por meio dele dai graças a Deus Pai» Ámen.
da homilia do Papa Bento XVI na missa de abertura do Ano da Fé

CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA NO DIA 13 DE OUTUBRO DE 2012

Ritos Iniciais


Terminado o cântico de entrada e feito o sinal da cruz com a saudação

inicial, o celebrante dirige-se ao povo com estas palavras ou outras semelhantes:


P- Irmãs e irmãos, o nosso Papa Bento XVI inaugurou quinta--feira passada o Ano da Fé. É um convite dirigido a cada um de nós que estamos aqui, para percorrer de novo e com entusiasmo a peregrinação da fé iniciada no dia do nosso Batismo. Também na nossa comunidade (paroquial) damos início a este tempo particular de reflexão. Queremos descobrir mais profundamente a graça batismal que fez de todos nós familiares de Deus. Desejamos seguir os passos do nosso Salvador para oferecer a todos os homens um caminho de salvação e de libertação. Por isso precisamos de renovar em nós a graça do Batismo. Ao receber esta água benta, fazendo o sinal da nossa fé comum, ou seja, o sinal da cruz, manifestamos o nosso desejo, cada um de nós pessoalmente, de iniciarmos este caminho, pedindo a Deus a graça do perdão.


1.2. Ato Penitencial


2. Liturgia da Palavra

Leituras do Domingo XXVIII Domingo Comum

           

a) Depois da homilia, o celebrante dirige-se aos fiéis com estas palavras ou outras semelhantes:       


P- O Ano da Fé conduz-nos ao Credo como profissão pública da nossa fé. Desde os primeiros séculos, a Igreja entregava-o aos adultos que se preparavam para receber o Batismo. Durante uma celebração própria, os catecúmenos escutavam, pela primeira vez, o sacerdote que dizia o Credo e, depois, deviam aprendê-lo de cor para o devolver, ou seja, professá-lo publicamente, durante uma outra celebração. O Santo Padre convida-nos a refletir sobre o texto do Credo e sobre os conteúdos para os quais este remete. Agora, eu vou entregar-vos o Símbolo da nossa fé. De agora em diante procurai decorá-lo, repeti-lo na oração diária, para depois o testemunhardes com a vida.


b) O celebrante entrega o texto do Credo a cada um dos presentes (pode ser ajudado, segundo as necessidades, por outras pessoas, sobretudo pelos catequistas e por todos aqueles que estão empenhados na pastoral).

c) Concluída a entrega, o celebrante inicia a recitação comum do Credo.


d) Conclui-se com a seguinte oração           


P- Senhor, nosso Pai, nós Vos pedimos: concedei a todos os Vossos filhos o dom de acolher a graça da fé num coração renovado, para que saibam reconhecer em Vós o único Deus e aquele que Vós enviastes: Jesus Cristo. Fazei com que se deixem guiar pelo Vosso Espírito Santo ao longo de todo este ano, de modo a avançarem no caminho da fé com um coração alegre e a serem para os seus irmãos e irmãs

testemunhas do Vosso amor, atraindo para Vós novos filhos. Por Cristo Senhor Nosso. Ámen.  

2.4. Oração dos Fiéis            


P- Caríssimos irmãos e irmãs, invoquemos o Espírito Santo que procede do Pai e do Filho, para que acompanhe o caminho espiritual da Igreja no Ano da Fé, dizendo (ou: cantando):         


R: Mandai, Senhor, o Vosso Espírito.        


1.      Para que a Igreja, reunida pelo Espírito Santo com o nosso  Papa Bento, o nosso bispo Manuel Clemente, e todos os bispos, presbíteros e diáconos, cresça na unidade da fé até à vinda de Cristo. Oremos, irmãos.


2.      Para que todos os leigos empenhados nas várias formas da vida pastoral se tornem discípulos e testemunhas do Vosso Evangelho. Oremos, irmãos.


3.      Para que todos os membros das nossas sociedades, que não conhecem ou não querem conhecer Jesus Cristo, possam encontrar a graça da verdadeira conversão. Oremos, irmãos.


4.      Para que as nossas famílias tenham a coragem de viver  quotidianamente a fé. Oremos, irmãos.


5.      Para que Vós reaviveis em todos nós a graça do Batismo. Oremos, irmãos.


6.      Para que, guiados por Vós, caminhemos na santidade de vida e alcancemos a vida eterna. Oremos, irmãos.


P- Senhor, nosso Deus, que derramastes o Espírito Santo sobre os Apóstolos e, por meio deles e dos seus sucessores, quisestes transmiti-lo a todos os membros da Vossa Igreja, atendei a nossa oração. Por Cristo Senhor Nosso. Ámen.


3. Liturgia Eucarística: Missa à escolha conforme o dia e o lugar da celebração o exigirem

4. Ritos da Comunhão e da Conclusão: Segue-se a celebração segundo o costume da comunidade e segundo as normas litúrgicas próprias


9 de outubro de 2012

Cinquentenário da abertura do II Concílio do Vaticano

Em 11 de outubro de 2012 celebra-se o cinquentenário da abertura do II Concílio do Vaticano (1962-1965). A data, por vontade do papa Bento XVI, marca também o início do Ano da Fé.


 É um convite dirigido a cada um de nós para percorrer de novo e com entusiasmo a peregrinação da fé iniciada no dia do nosso Batismo. Também na nossa comunidade (paroquial) damos início a este tempo particular de reflexão. Queremos descobrir mais profundamente a graça batismal que fez de todos nós familiares de Deus. Desejamos seguir os passos do nosso Salvador para oferecer a todos os homens um caminho de salvação e de libertação. Por isso precisamos de renovar em nós a graça do Batismo. 

No contexto do Ano da Fé, o Centro de Cultura Católica do Porto organiza um ciclo de conferências, aberto a todos os interessados, a partir dos eixos fundamentais do Catecismo da Igreja Católica, correspondendo à sugestão do Papa Bento XVI:

«Descobrir novamente os conteúdos da fé professada, vivida, celebrada e rezada e refletir sobre o próprio ato com que se crê, é um compromisso que cada crente deve assumir, sobretudo neste Ano» (Carta Apostólica Porta Fidei, n. 9).

CICLO DE CONFERÊNCIAS

6 de novembro de 2012, das 21.00 às 22.00 horas:

A Fé Professada

P. Emanuel Brandão de Sousa

4 de dezembro de 2012, das 21.00 às 22.00 horas:

A Fé Celebrada

Cón. João da Silva Peixoto

8 de janeiro de 2013, das 21.00 às 22.00 horas:

A Fé Vivida

Cón. Jorge Teixeira da Cunha

5 de fevereiro de 2013, das 21.00 às 22.00 horas:

A Fé Rezada

Maria do Rosário Soveral

A entrada é livre e não se exige inscrição prévia.



Há também documentos que poderão ser consultados aqui:




Documentos do II Concílio do Vaticano




8 de outubro de 2012

DOMINGO XXVII DO TEMPO COMUM


DOMINGO XXVII DO TEMPO COMUM
7 de outubro de 2012


“E os dois serão uma só carne”

Gen 2, 24




As leituras do 27º Domingo do Tempo Comum apresentam, como tema principal, o projecto ideal de Deus para o homem e para a mulher: formar uma comunidade de amor, estável e indissolúvel, que os ajude mutuamente a realizarem-se e a serem felizes. Esse amor, feito doação e entrega, será para o mundo um reflexo do amor de Deus.


A primeira leitura diz-nos que Deus criou o homem e a mulher para se completarem, para se ajudarem, para se amarem. Unidos pelo amor, o homem e a mulher formarão “uma só carne”. Ser “uma só carne” implica viverem em comunhão total um com o outro, dando-se um ao outro, partilhando a vida um com o outro, unidos por um amor que é mais forte do que qualquer outro vínculo.

A segunda leitura lembra-nos a “qualidade” do amor de Deus pelos homens… Deus amou de tal forma os homens que enviou ao mundo o seu Filho único “em proveito de todos”. Jesus, o Filho, solidarizou-Se com os homens, partilhou a debilidade dos homens e, cumprindo o projecto do Pai, aceitou morrer na cruz para dizer aos homens que a vida verdadeira está no amor que se dá até às últimas consequências. Ligando o texto da Carta aos Hebreus com o tema principal da liturgia deste domingo, podemos dizer que o casal cristão deve testemunhar, com a sua doação sem limites e com a sua entrega total, o amor de Deus pela humanidade

No Evangelho, Jesus, confrontado com a Lei judaica do divórcio, reafirma o projecto ideal de Deus para o homem e para a mulher: eles foram chamados a formar uma comunidade estável e indissolúvel de amor, de partilha e de doação. A separação não está prevista no projecto ideal de Deus, pois Deus não considera um amor que não seja total e duradouro. Só o amor eterno, expresso num compromisso indissolúvel, respeita o projecto primordial de Deus para o homem e para a mulher.


LITURGIA DA PALAVRA DO DOMINGO XXVII DO TEMPO COMUM


I Leitura:                            Gen 2, 18-24


“E os dois serão uma só carne”


A uma pergunta dos discípulos Jesus expõe a doutrina evangélica sobre a indissolubilidade do matrimónio. Jesus apela para a passagem da Sagrada Escritura, em que, logo desde o princípio, se expõe o sentido do casamento. De uma forma poética, apresenta-se a união do homem e da mulher como união de amor, que faz dos dois um só.  


Salmo    127


Refrão:                                O Senhor nos abençoe em toda a nossa vida 


II Leitura:                            Hebr 2, 9-11


“Aquele que santifica e os que são santificados

procedem todos de um só”


A Epístola aos Hebreus é um verdadeiro tratado sobre o sacerdócio de Jesus Cristo. Jesus é o Filho de Deus, mas que Se fez nosso irmão para nos conduzir, em Si, até ao Pai. Mistério de condescendência, de misericórdia, de humilhação e glória!               


ALELUIA                                              Jo 4, 12

 Refrão:                Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece em nós

e o seu amor em nós é perfeito
                            

Evangelho:                         Mc 10, 2-16

“Não separe o homem o que Deus uniu”

Respondendo a uma pergunta posta pelos fariseus, Jesus pronuncia a condenação do divórcio, citando a palavra do Génesis, proclamada na primeira leitura. Aí o casal humano é apresentado como tendo sido assim constituído desde, o seu princípio, pela vontade de Deus Criador.

PALAVRA DE DEUS PARA A SEMANA DE 08  A  13  DE OUTUBRO


Seg 8 out
Gl 1, 6-12 – Salmo 110 – Lc 10, 25-37

“Quem é o meu próximo?”

Ter 9 out
São Dionísio, bispo, e companheiros, mártires; São João Leonardo, presbítero  (MF)

Gl 1, 13-24 – Salmo 138 – Lc 10, 38-42

“Marta recebeu Jesus em sua casa. Maria escolheu a melhor parte.”

Qua 10 out
Gl 2, 1-2. 7-14 – Salmo 116 – Lc 11, 1-4

“Senhor, ensina-nos a orar”

 Qui 11 out

Gl 3, 1-5 – Salmo Lc 1 – Lc 11, 5-13

“Pedi e ser-vos-á dado”

Sex 12 out
Gl 3, 7-14 – Salmo110 – Lc 11, 15-26

“Se Eu expulso os demónios pelo dedo de Deus, então o Reino de Deus chegou até vós.”

Sáb 13 out
Gl 3, 22-29 – Salmo 104 – Lc 11, 27-28

“Feliz o ventre que Te trouxe.”

Mais felizes os que ouvem a palavra de Deus.”


PREPARANDO A LITURGIA PARA  O PRÓXIMO DOMINGO:


Sab 7, 7-11

«Considerei a riqueza como nada, em comparação com a sabedoria»


Salmo 89             Saciai-nos, Senhor, com a vossa bondade

e exultaremos de alegria
Hebr 4, 12-13

“A palavra de Deus é capaz de discernir os pensamentos e intenções do coração”

Mc 10, 17-30

“Vende o que tens e segue-Me!

INTENÇÕES LEMBRADAS NA EUCARISTIA  DE 7 DE OUTUBRO

·         João de Jesus Pinto, de Requim e sua mãe; Natália Fernanda da Silva Alves e seus avós; Margarida Teixeira de Jesus, marido e filho; António Vieira, esposa e filho; Joaquim Pinto Vieira e esposa; Maria Rosa Leal Pinheiro; Emídio Luís; António Pinto Melo; Alexandre da Silva Azeredo; Maria Pinto da Costa e marido, de Requim; António da Silva Pinto e seus pais; Manuel Joaquim Teixeira; António Antunes, esposa e filho; António Silva Luís

INTENÇÕES PARA A EUCARISTIA  DE 13 DE OUTUBRO   (18:30h)

·         David Tendela Pereira e sua mãe; António Pinto, da Sra. da Piedade; Helena de Jesus Martins, marido e filho; Luísa Pereira e marido, do Alto; Albino Teixeira Pinto e esposa, de Requim; Carlos André; Rosa Pereira de Jesus; José de Azeredo e Silva; António Monteiro Teixeira; António Soares de Almeida, pais e sogros.

Ø  Dia 11:   Reunião com todos os agentes da pastoral (21:00h)

Ø  Dia 13:   Acolhimento das crianças  da Catequese infantil

Reunião com os pais das crianças (17:00h)

Missa Vespertina (18:30h)

O Evangelho deste domingo apresenta-nos o projecto ideal de Deus para o homem e para a mulher que se amam: eles são convidados a viverem em comunhão total um com o outro, dando-se um ao outro, partilhando a vida um com o outro, unidos por um amor que é mais forte do que qualquer outro vínculo.. O amor de um homem e de uma mulher que se comprometem diante de Deus e da sociedade deve ser um amor eterno e indestrutível, reflexo desse amor que Deus tem pelos homens.

Apesar de tudo, a vida dos homens e das mulheres é marcada pela debilidade própria da condição humana.. A vida de todos nós está cheia de fracassos, de infidelidades, de falhas. Nessas circunstâncias, a comunidade deve, em todos os instantes, acolher, integrar, compreender, ajudar aqueles a quem as circunstâncias da vida impediram de viver o tal projecto ideal de Deus: testemunhar a bondade e a misericórdia de Deus para com todos aqueles a quem a partilha de um projecto comum fez sofrer e que, por diversas razões, não puderam realizar esse ideal que um dia, diante de Deus e da comunidade, se comprometeram a viver.

As crianças que Jesus nos apresenta no Evangelho deste domingo como modelos do discípulo convidam-nos à simplicidade, à humildade, à sinceridade, ao acolhimento humilde dos dons de Deus.. A dinâmica do Reino exige pessoas dispostas a acolher e a escutar as propostas de Deus e dispostas a servir os irmãos com humildade e simplicidade.

30 de setembro de 2012

DOMINGO XXVI DO TEMPO COMUM



DOMINGO XXVI DO TEMPO COMUM
30 de Setembro de 2012


Nisto conhecemos o amor de Deus:
Ele deu a vida por nós;
também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos.
           1 Jo 3, 16

A liturgia do 26º Domingo do Tempo Comum apresenta várias sugestões para que os crentes possam purificar a sua opção e integrar, de forma plena e total, a comunidade do Reino. Uma das sugestões mais importantes é a de que os crentes não pretendam ter o exclusivo do bem e da verdade, mas sejam capazes de reconhecer e aceitar a presença e a acção do Espírito de Deus através de tantas pessoas boas que não pertencem à instituição Igreja, mas que são sinais vivos do amor de Deus no meio do mundo.

A primeira leitura, recorrendo a um episódio da marcha do Povo de Deus pelo deserto, ensina que o Espírito de Deus sopra onde quer e sobre quem quer, sem estar limitado por regras, por interesses pessoais ou por privilégios de grupo. O verdadeiro crente é aquele que, como Moisés, reconhece a presença de Deus nos gestos proféticos que vê acontecer à sua volta.

A segunda leitura convida os crentes a não colocarem a sua confiança e a sua esperança nos bens materiais, pois eles são valores perecíveis e que não asseguram a vida plena para o homem. Mais: as injustiças cometidas por quem faz da acumulação dos bens materiais a finalidade da sua existência afastá-lo-ão da comunidade dos eleitos de Deus.

No Evangelho temos uma instrução, através da qual Jesus procura ajudar os discípulos a situarem-se na órbita do Reino. Nesse sentido, convida-os a constituírem uma comunidade que, sem arrogância, sem ciúmes, sem presunção de posse exclusiva do bem e da verdade, procura acolher, apoiar e estimular todos aqueles que actuam em favor da libertação dos irmãos; convida-os também a não excluírem da dinâmica comunitária os pequenos e os pobres; convida-os ainda a arrancarem da própria vida todos os sentimentos e atitudes que são incompatíveis com a opção pelo Reino.


LITURGIA DA PALAVRA DO DOMINGO XXVI DO TEMPO COMUM


I Leitura:                            Num 11, 25-29


«Estás com ciúmes por causa de mim?

Quem dera que todo o povo fosse profeta!»


Uma das grandes fraquezas humanas é o espírito de inveja e de partidarismo; e essa atitude de espírito é um dos maiores impedimentos à unidade e à colaboração. Tal atitude aparece até dentro da comunidade do povo de Deus, como se pode ver já nesta passagem do Antigo Testamento. Mas um espírito recto e humilde, como o de Moisés, saberá antes agradecer ao Senhor os dons que reconhecer nos outros, e não lhos invejar. É preciso antes compreender que o povo de Deus é todo ele animado pelo Espírito de Deus, o qual assiste a cada um em ordem à função que lhe cabe no meio desse povo.

                       

Salmo 18   

Refrão:                Os preceitos do Senhor alegram o coração                                       


II Leitura:                            Tg 5, 1-6


«As vossas riquezas estão apodrecidas»


O Apóstolo que escreveu o texto que hoje nos é proclamado pertenceu à primeira geração cristã. Por ele se vê como a fé, que inspirou, na Sagrada Escritura, páginas da mais alta mística, inspirou igualmente orientações muito práticas para a vida social, no que diz respeito ao uso dos bens temporais e à justiça para com o próximo.


ALELUIA                                               Jo 17, 17b.a


Refrão:                A vossa palavra, Senhor, é a verdade;  santificai-nos na verdade                                         

Evangelho:                         Mc 9, 38-43.45.47-48


«Quem não é contra nós é por nós.

Se a tua mão é para ti ocasião de escândalo, corta-a»


O Espírito de Deus, que encheu a terra inteira, quer atingir, pela sua acção, todos os homens. Onde quer que a sua acção se manifeste, aí está a sua presença. E os filhos da Igreja devem alegrar-se com isso, procurando sempre, à luz do Espírito, discernir o que é ou não fruto desse mesmo Espírito. É à luz do Espírito de Deus que cada qual procurará ajuizar das suas próprias atitudes, deixando para trás tudo o que for obstáculo ao reino de Deus.         


PALAVRA DE DEUS PARA A SEMANA DE 01  A  06  DE OUTUBRO

seg 1 out
Santa Teresa do Menino Jesus, virgem e doutora da Igreja, padroeira das missões  (MO)

Job 1, 6-22 – Salmo 16 – Lc 9, 57-62

“Quem for o mais pequeno entre vós, esse será o maior”

Ter 2 out
Santos Anjos da Guarda  (MO)

Job 3, 1-3. 11-17. 20-23 – Salmo 87 – Lc 9, 51-56

“Tomou a decisão de se dirigir a Jerusalém”

Qua 3 out
Job 9, 1-12. 14-16 – Salmo 87 – Lc 9, 57-62

“Seguir-Te-ei para onde quer que fores”

Qui 4 out
São Francisco de Assis  (MO)

Job 19, 21-27 – Salmo 26 – Lc 10, 1-12

“A vossa paz repousará sobre eles”

Sex 5 out
Job 38, 1. 12-21; 40, 3-5 – Salmo 138 – Lc 10, 13-16

“Quem me rejeita,  rejeita Aquele que Me enviou”

Sáb 6 out
São Bruno, presbítero  (MF)

Job 42, 1-3. 5-6. 12-16 – Salmo 118 – Lc 10, 17-24

“Alegrai-vos porque os vossos nomes estão escritos nos Céus”


PREPARANDO A LITURGIA PARA  O PRÓXIMO DOMINGO:

Gen 2, 18-24

«E os dois serão uma só carne»
 
Salmo  127

O Senhor nos abençoe em toda a nossa vida.

Hebr 2, 9-11

«Aquele que santifica e os que são santificados

procedem todos de um só»

 Mc 10, 2-16
«Não separe o homem o que Deus uniu»


INTENÇÕES LEMBRADAS NA EUCARISTIA  DE 30 DE SETEMBRO

  

·         Ricardo Luís e filha; Joaquim Moreira e esposa, do Alto; Maria Luísa de Sousa e marido, de Vila Nova; Joaquim Vieira e esposa, das Regadas; Gualter Ferraz Pinto, de Vila Nova; 30.º dia por Maria Emília Leal Teixeira

INTENÇÕES PARA A EUCARISTIA  DE 07 DE OUTUBRO   (09:30h)


·         João de Jesus Pinto, de Requim e sua mãe; Natália Fernanda da Silva Alves e seus avós; Margarida Teixeira de Jesus, marido e filho; António Vieira, esposa e filho; Joaquim Pinto Vieira e esposa; Maria Rosa Leal Pinheiro; Emídio Luís; António Pinto Melo; Alexandre da Silva Azeredo; Maria Pinto da Costa e marido, de Requim; António da Silva Pinto e seus pais; Manuel Joaquim Teixeira

O Evangelho deste domingo apresenta-nos um grupo de discípulos que têm dificuldade em entender que, para seguir Jesus, é preciso cortar com certos sentimentos e atitudes que são incompatíveis com a radicalidade que a opção pelo Reino exige. As dificuldades que estes discípulos apresentam não nos são estranhas: também fazem parte da nossa vida e do caminho que, dia a dia, percorremos…

                Jesus exige dos discípulos o corte radical com os valores, os sentimentos, as atitudes que são incompatíveis com a opção pelo Reino. O discípulo de Jesus nunca está acomodado, instalado, conformado; mas está sempre atento e vigilante, procurando detectar e eliminar da sua existência tudo aquilo que lhe impede o acesso à vida plena. Naturalmente, a renúncia ao egoísmo, ao comodismo, ao orgulho, aos esquemas pessoais, à vontade de poder e de domínio, ao apelo do êxito, ao aplauso das multidões, é um processo difícil e doloroso; mas é também um processo libertador e gerador de vida nova. O que é que eu necessito, prioritariamente, de “cortar” da minha vida, para me identificar mais com Jesus, para merecer integrar a comunidade do Reino, para ser mais livre e mais feliz?

O apelo de Jesus à sua comunidade no sentido de não “escandalizar” (afastar da comunidade do Reino) os pequenos, faz-nos pensar na forma como lidamos, enquanto pessoas e enquanto comunidades, com os pobres, os que falharam, os que têm atitudes moralmente reprováveis, aqueles que têm uma fé pouco consistente, aqueles que a vida marcou negativamente, aqueles que a sociedade marginaliza e rejeita… Eles encontram em nós a proposta libertadora que Cristo lhes faz, ou encontram em nós rejeição, injustiça, marginalização, mau exemplo? Quem vê o nosso testemunho tem razões para aderir a Cristo, ou para se afastar de Cristo?