10 de agosto de 2014

Domingo XIX do Tempo Comum

“Manda-me ir ter contigo sobre as águas”


A liturgia do 19º Domingo do Tempo Comum tem como tema fundamental a
revelação de Deus. Fala-nos de um Deus apostado em percorrer, de braço dado com os homens, os caminhos da história.

A primeira leitura convida os crentes a regressarem às origens da sua fé e do seu compromisso, a fazerem uma peregrinação ao encontro do Deus da comunhão e da Aliança. O encontro com esse Deus que Se manifesta no silêncio, na intimidade, na simplicidade, na humildade, na interioridade do coração do homem leva à ação: o encontro com Deus conduz sempre o homem a um empenho concreto e a um compromisso com o mundo.

A segunda leitura sugere que esse Deus, apostado em vir ao encontro dos homens e em revelar-lhes o seu rosto de amor e de bondade, tem uma proposta de salvação que oferece a todos. Deus é eternamente fiel às suas promessas e nunca falha. Paulo convida-nos a estarmos atentos às manifestações desse Deus e a não perdermos as oportunidades de salvação que Ele nos oferece.

O Evangelho apresenta-nos uma reflexão sobre a caminhada histórica dos discípulos, enviados à “outra margem” a propor aos homens o banquete do Reino. Nessa “viagem”, a comunidade do Reino não está sozinha, à mercê das forças da morte: em Jesus, o Deus do amor e da comunhão vem ao encontro dos discípulos, estende-lhes a mão, dá-lhes a força para vencer a adversidade, a desilusão, a hostilidade do mundo. Os discípulos são convidados a reconhecê-l’O, a acolhê-l’O e a aceitá-l’O como “o Senhor”.


“Tu és verdadeiramente o Filho de Deus”! Esta confissão reflete a fé dos verdadeiros discípulos, que veem em Jesus o Deus que vence o “mar”, o Senhor da vida e da história que acompanha a caminhada dos seus, que lhes dá a força para vencer as forças da opressão e da morte, da frustração, do desânimo, da desilusão, que lhes estende a mão quando eles estão desanimados e com medo e que não os deixa afundar.

Liturgia da Palavra do Domingo XIX do Tempo Comum


I Leitura                 1 Reis 19, 9a.11-13a

«Sai e permanece no monte à espera do Senhor»

A descoberta de Deus deixa sempre o homem penetrado de um santo temor. Quer Deus Se revele no rugido do vento, no tremor de terra e no trovão, como no Sinai, quer na brisa suave, como hoje a Elias, a sua presença há-de provocar sempre no homem o sentimento profundo que Pedro experimentou quando o Senhor lhe estendeu a mão no mar e o salvou.
               
Salmo                     Salmo 84 (85)

                Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor e dai-nos a vossa salvação.

II Leitura:             Rom 9, 1-5

«Quisera eu próprio ser separado de Cristo por amor dos meus irmãos»

A situação e o destino do povo judeu, do meio do qual veio Jesus, povo a quem Deus fez as suas promessas, é para S. Paulo motivo de grande mágoa e um mistério que não sabe explicar. Mas espera que, um dia, também eles venham a fazer parte do povo de Deus.               
               
Aclamação ao Evangelho                   Salmo 129 (130)

Eu confio no Senhor, a minha alma espera na sua palavra.


Evangelho:            Mt 14, 22-33

«Manda-me ir ter contigo sobre as águas»

A descoberta que os Apóstolos fizeram de que Jesus era o Todo-Poderoso encheu-os, a princípio, de assombro e até de medo. Mas, num segundo momento, Pedro teve o desejo de fazer a mesma experiência do Mestre: andar sobre as águas. Todavia a fé não lhe foi bastante. É assim, pouco a pouco, experiência a experiência, que a fé vai lançando raízes profundas no coração.


ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA, 15 de agosto

Nota Histórica

Ao terminar a Sua missão na terra, Maria, a Imaculada Mãe de Deus, «foi elevada em corpo e alma à glória do céu» (Pio XII), sendo assim a primeira criatura humana a alcançar a plenitude da salvação.
Esta glorificação de Maria é uma consequência natural da Sua Maternidade divina: Deus «não quis que conhecesse a corrupção do túmulo Aquela que gerou o Senhor da vida».
É também o fruto da íntima e profunda união existente entre Maria e a Sua missão e Cristo e a Sua obra salvadora. Plenamente unida a Cristo, como Sua Mãe e Sua serva humilde, associada, estreitamente a Ele, na humilhação e no sofrimento, não podia deixar de vir a participar do mistério de Cristo ressuscitado e glorificado, numa conformação levada até às últimas consequências. Por isso, Maria é «elevada ao Céu em corpo e alma e exaltada por Deus como Rainha, para assim Se conformar mais plenamente com Seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte» (LG. 59).
Este privilégio, concedido à Virgem Imaculada, preservada e imune de toda a mancha da culpa original, é «Sinal» de esperança e de alegria para todo o Povo de Deus, que peregrina pela terra em luta com o pecado e a morte, no meio dos perigos e dificuldades da vida. Com efeito, a Mãe de Jesus, «glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que se há de consumar no século futuro» (LG. 68).
O triunfo de Maria, mãe e filha da Igreja, será o triunfo da Igreja, quando, juntamente com a Humanidade, atingir a glória plena, de que Maria goza já.
A Assunção de Maria ao Céu, em corpo e alma, é a garantia de que o homem se salvará todo: também o nosso corpo ressuscitará! A Assunção de Maria é o penhor seguro de que o homem triunfará da morte!

Palavra de Deus para a semana de 11 a 16 de agosto  


11
Seg
S. Clara, virgem – MO
Ez 1, 2-5. 24-28c - Salmo 148 - Mt 17, 22-27
Deus chamou-nos por meio do Evangelho,
para tomar parte na glória de Nosso Senhor Jesus Cristo
12
Ter
S. Joana Francisca de Chantal, religiosa – MF
Ez 2, 8 – 3, 4 - Salmo 118 (119) - Mt 18, 1-5. 10. 12-14
Tomai o meu jugo sobre vós, diz o Senhor,
e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração.
13
Qua
S. Ponciano, papa, e S. Hipólito, presbítero, mártires – MF
Ez 9, 1-7; 10, 18-22 - Salmo 112 (113) - Mt 18, 15-20
Em Cristo, Deus reconcilia o mundo consigo
e confiou-nos a palavra da reconciliação
14
Qui
S. Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártir – MO
Ez 12, 1-12 - Salmo 77 (78) - Mt 18, 21 – 19, 1
Fazei brilhar sobre mim a vossa face
e dai-me a conhecer os vossos decretos.
15
Sex
ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA – SOLENIDADE
Ap 11, 19a; 12, 1-6a. 10ab - Salmo 44 (45) - 1 Cor 15, 20-27 - Lc 1, 39-56
Felizes os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.
16
Sáb
S. Estêvão da Hungria – MF
Ez 18, 1-10. 13b. 30-32 - Salmo 50 (51) - Mt 19, 13-15
Bendito sejais, ó Pai, Senhor do céu e da terra,
porque revelastes aos pequeninos os mistérios do reino.

PREPARANDO A LITURGIA PARA O DOMINGO XX DO TEMPO COMUM


Is 56, 1.6-7                           «Conduzirei os filhos dos estrangeiros ao meu santo monte»

Salmo     66 (67)                  Louvado sejais, Senhor, pelos povos de toda a terra.

Rom 11, 13-15.29-32        «Os dons e o chamamento de Deus para com Israel
são irrevogáveis»

Mt 15, 21-28                       «Mulher, é grande a tua fé»


Intenções para a Eucaristia de 10 de agosto (11:00h)

Ação de Graças a S. Paio; Manuel Vieira Ribeiro; Alexandre da Silva Azeredo; António da Silva Luís, do Lameu; Familiares de Madalena Isabel e António Casimiro Almeida; António Pereira da Silva Guimarães; Luísa Pereira e marido, do Alto; Manuel Joaquim Teixeira e familiares

Intenções para a Eucaristia de 14 de agosto (19:30h)

Albino Teixeira Pinto e esposa, de Requim; Maria da Conceição Soares; Carlos André; José de Azeredo e Silva; Aniversário Falecimento de Manuel Duarte Moreira

Intenções para a Eucaristia de 17 de agosto (10:00h)

Benilde Delfina da Luz Pinto; Pais de António da Luz Pinto; Joaquim Pinto Vieira e esposa; António da Silva Luís, do Lameu; José Ferreira Aguiar; Associados da Mensagem de Fátima; Maria da Conceição Moreira, de Vila; almas do Purgatório

Agenda


14 ago
    • Assunção da Virgem Santa Maria (Vésperas) - Eucaristia, igreja, 19:30h
17 ago
    • Eucaristia, igreja, 10:00h 
    • Adoração ao Santíssimo Sacramento, igreja, 15:00h


A caminhada histórica dos discípulos e o seu testemunho do banquete do Reino não é um caminho fácil, feito no meio de aclamações das multidões e dos aplausos unânimes dos homens. A comunidade (o “barco”) dos discípulos tem de abrir caminho através de um mar de dificuldades, continuamente batido pela hostilidade dos adversários do Reino e pela recusa do mundo em acolher os projectos de Jesus. Todos os dias o mundo nos mostra – com um sorriso irónico – que os valores em que acreditamos e que procuramos testemunhar estão ultrapassados. Todos os dias o mundo insiste em provar-nos – às vezes com agressividade, outras vezes com comiseração – que só seremos competitivos e vencedores quando usarmos as armas da arrogância, do poder, do orgulho, da prepotência, da ganância…
Jesus diz aos discípulos, tantas vezes desanimados e assustados: “tende confiança. Sou Eu. Não temais”. Os discípulos sabem, assim, que não há qualquer razão para se deixarem afundar no desespero e na desilusão. Mesmo quando a sua fé vacila, eles sabem que a mão de Jesus está lá, estendida, para que eles não sejam submergidos pelas forças do egoísmo, da injustiça, da morte. Nada nem ninguém poderá roubar a vida àqueles que lutam para instaurar o Reino. Jesus, vivo e ressuscitado, não deixa nunca que sejamos vencidos.

3 de agosto de 2014

Domingo XVIII do Tempo Comum

Eu sou o pão da vida, diz o Senhor.
Quem vem a Mim
nunca mais terá fome,
quem crê em Mim
nunca mais terá sede

Jo 6, 35  
    

A liturgia do 18º Domingo do Tempo Comum apresenta-nos o convite que Deus nos faz para nos sentarmos à mesa que Ele próprio preparou, e onde nos oferece gratuitamente o alimento que sacia a nossa fome de vida, de felicidade, de eternidade.
Na primeira leitura, Deus convida o seu Povo a deixar a terra da escravidão e a dirigir-se ao encontro da terra da liberdade – a Jerusalém nova da justiça, do amor e da paz. Aí, Deus saciará definitivamente a fome do seu Povo e oferecer-lhe-á gratuitamente a vida em abundância, a felicidade sem fim. Deus não fica, nunca, indiferente à sorte dos seus filhos; mas está continuamente atento às suas necessidades, à sua fome de vida, à sua sede de felicidade. À mesa desse banquete onde Deus os reúne, encontram o alimento que os sacia, a mão que os apoia, a palavra que lhes dá ânimo, o coração que os ama.
A segunda leitura é um hino ao amor de Deus pelos homens. É esse amor – do qual nenhum poder hostil nos pode afastar – que explica porque é que Deus enviou ao mundo o seu próprio Filho, a fim de nos convidar para o banquete da vida eterna. Deus ama-nos com um amor profundo, total, radical, que nada nem ninguém consegue apagar ou eliminar. Esse amor veio ao nosso encontro em Jesus Cristo, atingiu a nossa existência e transformou-a, capacitando-nos para caminharmos ao encontro da vida eterna. Nos momentos de crise, de desilusão, de perseguição, de orfandade, quando parece que o mundo está todo contra nós e que não entende a nossa luta e o nosso compromisso, a Palavra de Deus grita: “não tenhais medo; Deus ama-vos”.
O Evangelho apresenta-nos Jesus, o novo Moisés, cuja missão é realizar a libertação do seu Povo. O deserto é o tempo e o espaço do encontro com Deus. Tudo é um dom de Deus, que o Povo deve acolher com o coração agradecido. O deserto é ainda o lugar e o tempo da partilha, da igualdade, em que cada membro do Povo conta com a solidariedade do resto da comunidade, onde não há egoísmo, injustiça, prepotência, açambarcamento dos bens que pertencem a todos, e em que todos dão as mãos para superar as dificuldades da caminhada (no deserto, quem é egoísta, auto suficiente e não aceita contar com os outros, está condenado à morte). É esta experiência que Jesus vai convidar os discípulos a fazer: no contexto de uma refeição, Jesus mostra aos seus discípulos que é preciso acolher o pão que Deus oferece e reparti-lo com todos os homens. É dessa forma que os membros da comunidade do Reino fugirão da escravidão do egoísmo e alcançarão a liberdade do amor.              

Liturgia da Palavra do Domingo XVIII do Tempo Comum


I Leitura                                 Is 55, 1-3
«Vinde e comei»

O alimento e a bebida, com que se sustenta a nossa vida, são para nós coisas tão fundamentais que Deus se serve delas para nos fazer sentir a fome e a sede d’Ele. Mais do que o pão para o corpo, temos necessidade do alimento do espírito. Deus oferece-no-lo de maneira gratuita e quase nos obriga a aceitá-lo, para que se torne cada vez mais forte e segura a aliança connosco.              
               
Salmo     144 (145)
Abris, Senhor, as vossas mãos e saciais a nossa fome.

II Leitura:                             Rom 8, 35.37-39
«Nenhuma criatura poderá separar-nos do amor de Deus,
que se manifestou em Jesus Cristo»

Depois de ter apresentado, nos domingos anteriores, a verdadeira situação do homem que vive animado pelo espírito de Cristo, S. Paulo termina hoje este capítulo com um hino ao amor de Deus manifestado em Jesus Cristo, amor que em nós provoca uma resposta de amor, que nada poderá vencer.
               
Aclamação ao Evangelho                   Mt 4, 4b
Nem só de pão vive o homem,
mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.


Evangelho:            Mt 14, 13-21
«Todos comeram e ficaram saciados»

A multiplicação dos pães, ao cair da tarde, para a multidão que segue Jesus, no deserto, é-nos contada pelo evangelista à maneira da própria celebração da Eucaristia. É na celebração desta que o Senhor, pelo ministério dos sucessores dos Apóstolos, alimenta o seu povo e o fortalece na travessia do deserto desta vida, o sacia desde já com o alimento celeste, como fez outrora com o maná ao povo de Israel, quando este, no deserto também, caminhava para a Terra Prometida.
   

Palavra de Deus para a semana de 4 a 9 de agosto  


4
Seg
S. João Maria Vianney, presbítero – MO
Jer 28, 1-17 - Salmo 118 (119) - Mt 14, 22-36
O Senhor enviou-me a anunciar aos pobres a boa nova,
e aos cativos a redenção.
5
Ter
Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior – MF
Jer 30, 1-2. 12-15. 18-22 - Salmo 101 (102) - Mt 15, 1-2. 10-14
Mestre, Vós sois o Filho de Deus, Vós sois o Rei de Israel.
6
Qua
Transfiguração do Senhor – FESTA
                Dan 7, 9-10. 13-14 ou 2 Pedro 1, 16-19 - Salmo 96 (97) - Mt 17, 1-9
Este é o meu Filho muito amado,
no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O.
7
Qui
SS. Sisto II, papa, e Companheiros, mártires – MF
S. Caetano, presbítero – MF
Jer 31, 31-34 - Salmo 50 (51) - Mt 16, 13-23
Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja
e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
8
Sex
S. Domingos, presbítero – MO
Naum 2, 1. 3; 3, 1-3. 6-7 - Salmo Deut 32, 41 - Mt 16, 24-28
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça,
porque deles é o reino dos Céus.
9
Sáb
S. Teresa Benedita da Cruz, virgem e mártir,
Padroeira da Europa – FESTA
Os 2, 16b. 21-22 - Salmo 44 (45) - Mt 25,1-13
Vem, esposa de Cristo, recebe a coroa de glória,
que o Senhor te preparou para sempre.

PREPARANDO A LITURGIA PARA O DOMINGO XIX DO TEMPO COMUM


1 Reis 19, 9a.11-13a          «Sai e permanece no monte à espera do Senhor»

Salmo     84 (85)                  Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor e dai-nos a vossa salvação.

Rom 9, 1-5                           «Quisera eu próprio ser separado de Cristo
por amor dos meus irmãos» 
Mt 14, 22-33                       «Manda-me ir ter contigo sobre as águas»


Deus preocupa-se sempre em oferecer a todos os homens a vida em abundância. Ele convida todos os homens para o “banquete” do Reino… Aos desclassificados e proscritos que vivem à margem da vida e da história, aos que têm fome de amor e de justiça, aos que vivem atolados no desespero, aos que têm permanentemente os olhos toldados por lágrimas de tristeza, aos que o mundo condena e marginaliza, aos que não têm pão na mesa nem paz no coração, Deus diz: “quero oferecer-te essa plenitude de vida que os homens teus irmãos te negam. Tu também estás convidado para a mesa do Reino”.
A nossa responsabilidade de seguidores de Jesus compromete-nos com a “fome” do mundo. Nenhum cristão pode dizer que não tem culpa pelo facto de 80 por cento da humanidade ser obrigada a viver com 20 por cento dos recursos disponíveis… Nenhum cristão pode “lavar as mãos” quando se gastam em armas e extravagâncias recursos que deviam estar ao serviço da saúde, da educação, da habitação, da construção de redes de saneamento básico… Nenhum cristão pode dormir tranquilo quando tantos homens e mulheres, depois de uma vida de trabalho, recebem pensões miseráveis que mal dão para pagar os medicamentos. Nós temos responsabilidades na forma como o mundo se constrói…
Os bens que Deus colocou à disposição dos seus filhos não podem ser açambarcados por alguns; pertencem a todos os homens e devem ser postos ao serviço de todos. É preciso quebrar a lógica egoísta do lucro  e substitui-la pela lógica do dom, da partilha, do amor. Sem isto, nenhuma mudança social criará, de verdade, um mundo mais justo e mais fraterno.

Intenções para a Eucaristia de 3 de agosto (10:00h)

João de Jesus Pinto, mãe e sogros; Natália Fernanda da Silva Alves e seus avós; Margarida Teixeira de Jesus, marido e filho; Antero Pinto; Maria Rosa Leal Pinheiro; Maria da Graça da Glória, marido e filho; Emídio Luís, esposa e filho; António Pinto Melo; António Soares Pinheiro

Intenções para a Eucaristia de 10 de agosto (11:00h)

Ação de Graças a S. Paio; Manuel Vieira Ribeiro; Alexandre da Silva Azeredo; António da Silva Luís, do Lameu; Familiares de Madalena Teixeira de Almeida e António Casimiro Almeida; António Pereira da Silva Guimarães; Luísa Pereira e marido, do Alto

Agenda



Castelinho Jovem - Visita da Nossa Senhora da Natividade do Castelinho:
  • 3 de agosto, 21.00h - Reflexão: “Maria, modelo no que ela foi” 

  • 4 de agosto, 21.00h -Terço Mariano dinamizado pelas Vicentinas e Mov. M. Fátima 

  • 5 de agosto, 21.00h - Terço Mariano dinamizado pelos Acólitos e Zeladoras 

  • 6 de agosto,21.00h - Terço Mariano dinamizado pelos Leitores 

  • 7 de agosto, 21.00h - Terço Mariano dinamizado pelo Grupo Coral 

  • 8 de agosto, 21.00h - Procissão de Velas, Despedida 

10 ago – Eucaristia, igreja, 11:00h


A narração do Evangelho que hoje nos é proposta tem um inegável contexto eucarístico (as palavras “ergueu os olhos ao céu e recitou a bênção, partiu os pães e deu-os aos discípulos” levam-nos à fórmula que usamos sempre que celebrámos a Eucaristia).
Na verdade, sentar-se à mesa com Jesus e receber o pão que Ele oferece (Eucaristia) é comprometer-se com a dinâmica do Reino e é assumir a lógica da partilha, do amor, do serviço. Celebrar a Eucaristia obriga-nos a lutar contra as desigualdades, os sistemas de exploração, os esquemas de açambarcamento dos bens, os esbanjamentos, a procura de bens supérfluos…
Quando celebramos a Eucaristia e nos comprometemos com uma lógica de partilha e de dom, estamos a tornar Jesus presente no mundo e a fazer com que o Reino seja uma realidade viva na história dos homens.

2 de agosto de 2014

Vésperas I Domingo XVIII Tempo Comum

V.           Deus, vinde em nosso auxílio.
R.            Senhor, socorrei-nos e salvai-nos.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.

Hino

Luz esplendente da santa glória
Do Pai celeste, imortal,
Santo e glorioso Jesus Cristo!
Sois digno de ser cantado a toda a hora e momento
Por vozes inocentes,
Ó Filho de Deus que nos dais a vida.
Dissipais as trevas do universo
E iluminais o espírito do homem,
Vencendo a noite com a luz da fé.
Luz da Luz sem ocaso,
Imagem clara do esplendor divino:
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Chegada a hora do sol poente,
Contemplando a luz do entardecer,

Cantamos ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo

SALMODIA

Ant. 1 – A vossa palavra, Senhor,
    é luz dos meus caminhos.  Aleluia.

Salmo 118 (119)               Elogio da lei divina

Eu sou o caminho, a verdade e a vida:
quem Me segue terá a luz da vida (Jo 14, 6; 8, 12)

A vossa palavra é farol para os meus passos *
                e luz para os meus caminhos.

Jurei e estou decidido *
                 a guardar os vossos justos juízos.

Estou em grande aflição, Senhor, *
                 fazei-me viver, segundo a vossa palavra.

Senhor, aceitai os louvores da minha boca *
                 e dai-me a conhecer os vossos justos juízos.

A minha vida anda em constante perigo, *
                  mas nunca me esqueço da vossa lei.

Embora os pecadores me armem um laço, *
                nunca me afasto dos vossos preceitos.

As vossas ordens são minha herança eterna, *
                 são elas que dão alegria ao meu coração.

Habituei o meu coração a cumprir os vossos decretos, *
                  até ao fim e para todo o sempre.

Ant. 1 – A vossa palavra, Senhor,
    é luz dos meus caminhos.  Aleluia.

Ant. 2 - Dar-me-eis, Senhor,
                 a alegria plena em vossa presença. Aleluia

Salmo 15 (16)

O Senhor é a minha herança. Deus ressuscitou Jesus,
livrando-O das garras da morte (Actos 2, 24).

Defendei-me, Senhor: Vós sois o meu refúgio. *
 Digo ao Senhor: «Vós sois o meu Deus, †
                 sois o meu único bem».
Para os santos da terra, admiráveis em seu poder, *
vai todo o meu afecto.
Os que seguem deuses estranhos *
                  redobrem as suas penas.
 Não serei eu a fazer-lhes libações de sangue, *
                nem a invocar seus nomes com meus lábios.
  Senhor, porção da minha herança e do meu cálice, *
                  está nas vossas mãos o meu destino.
 Couberam-me em partilha terras aprazíveis: *
                muito me agrada a minha sorte.
 Bendigo o Senhor por me ter aconselhado, *
                até de noite me inspira interiormente.
 O Senhor está sempre na minha presença, *
                 com Ele a meu lado não vacilarei.
 Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta *
                e até o meu corpo descansa tranquilo.
Vós não abandonareis a minha alma na mansão dos mortos, *
                 nem deixareis o vosso fiel sofrer a corrupção.
Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida, *
                 alegria plena em vossa presença, †
                delícias eternas à vossa direita.

Ant. 2 - Dar-me-eis, Senhor,
 a alegria plena em vossa presença. Aleluia

Ant. 3-  Ao nome de Jesus, todos se ajoelhem
    no céu e na terra.  Aleluia.

Cântico                Filip 2, 6-11

Cristo, Servo de Deus

Cristo Jesus, que era de condição divina, *
                  não Se valeu da sua igualdade com Deus, †
                 mas aniquilou-Se a Si próprio.
 Assumindo a condição de servo, *
                 tornou-Se semelhante aos homens.
Aparecendo como homem,
humilhou-Se ainda mais, *
                 obedecendo até à morte e morte de cruz.

 Por isso Deus O exaltou *
                 e Lhe deu o nome que está acima de todos os nomes,
para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem, *
                no céu, na terra e nos abismos,
e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, *
                para glória de Deus Pai.

Ant. 3- Ao nome de Jesus, todos se ajoelhem
    no céu e na terra.  Aleluia.

Leitura breve                      Col 1, 3-6a
A graça e a paz de Deus nosso Pai e de Jesus Cristo nosso Senhor estejam convosco. Damos graças a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, e oramos continuamente por vós.
Temos ouvido falar da vossa fé em Cristo Jesus e da caridade que tendes para com todos os cristãos, por causa da esperança que vos está reservada nos Céus, e de que tivestes conhecimento pela pregação da Palavra da verdade, o Evangelho, que chegou, até vós, e ao mundo inteiro, onde frutifica e se desenvolve, como
no meio de vós.

Responsório breve
V. Desde o nascer ao pôr do sol,
seja louvado o nome do Senhor.
R. Desde o nascer ao pôr do sol,
seja louvado o nome do Senhor.
 V. A sua glória está acima dos céus.
R. Seja louvado o nome do Senhor
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Desde o nascer ao pôr do sol,
seja louvado o nome do Senhor.

Cântico Evangélico         Magnificat                         Lc 1, 46-55   

Ant. – Reuniu-se à volta de Jesus uma grande multidão. O Senhor
            chamou os discípulos e disse-lhes: Tenho compaixão deste povo

A minha alma glorifica ao Senhor *
                e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
Porque pôs os olhos na humildade da sua serva: *
                de hoje em diante me chamarão bem-aventurada                                                        todas as gerações.
Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: *
                Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração *
                 sobre aqueles que O temem.
Manifestou o poder do seu braço*
                e dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos de seus tronos *
                e exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens *
                e aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo, *
                 lembrado da sua misericórdia,
como tinha prometido a nossos pais, *
                a Abraão e à sua descendência para sempre.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,*
                 como era no princípio, agora e sempre. Amen.

Ant. - Reuniu-se à volta de Jesus uma grande multidão. O Senhor
            chamou os discípulos e disse-lhes: Tenho compaixão deste povo

Preces
Dêmos graças a Deus, que auxilia e protege o povo que escolheu para sua herança, e, recordando o seu amor para connosco,
aclamemos dizendo:

Senhor, nós temos confiança em Vós.

Nós Vos pedimos, Deus de bondade, pelo Santo Padre, o Papa
Francisco, e pelo nosso Bispo, D. António:
— protegei-os com o vosso poder e santificai-os com a vossa graça.

Confortai os doentes e ajudai-os a participar com o seu sofrimento
na paixão de Cristo,
— para que sintam continuamente a sua consolação.

Olhai com amor para os que não têm casa onde se abriguem
— e fazei que encontrem uma digna habitação.

Dignai-Vos multiplicar e conservar os frutos da terra,
— para que a ninguém falte o pão de cada dia.

Defendei a nossa terra de todo o mal
— e aumentai entre nós a prosperidade e a paz.

Tende piedade dos defuntos
— e abri-lhes as portas do Céu

Pai Nosso…


Oração
Mostrai, Senhor, a vossa imensa bondade aos filhos que Vos imploram e dignai-Vos renovar e conservar os dons da vossa graça naqueles que se gloriam de Vos ter por seu criador e sua  providência.
 Por Nosso Senhor Jesus Cristo que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo, amén.

«Todos comeram e ficaram saciados»


Naquele tempo, quando Jesus ouviu dizer que João Baptista tinha sido morto, retirou-Se num barco para um local deserto e afastado. Mas logo que as multidões o souberam, deixando as suas cidades, seguiram-n’O por terra. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de compaixão, curou os seus doentes. Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Este local é deserto e a hora avançada. Manda embora toda esta gente, para que vá às aldeias comprar alimento». Mas Jesus respondeu-lhes: «Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer». Disseram-Lhe eles: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes». Disse Jesus: «Trazei-mos cá». Ordenou então à multidão que se sentasse na relva. Tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção. Depois partiu os pães e deu-os aos discípulos e os discípulos deram-nos à multidão. Todos comeram e ficaram saciados. E, dos pedaços que sobraram, encheram doze cestos. Ora, os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

Mt 14, 13-21