9 de outubro de 2012

Cinquentenário da abertura do II Concílio do Vaticano

Em 11 de outubro de 2012 celebra-se o cinquentenário da abertura do II Concílio do Vaticano (1962-1965). A data, por vontade do papa Bento XVI, marca também o início do Ano da Fé.


 É um convite dirigido a cada um de nós para percorrer de novo e com entusiasmo a peregrinação da fé iniciada no dia do nosso Batismo. Também na nossa comunidade (paroquial) damos início a este tempo particular de reflexão. Queremos descobrir mais profundamente a graça batismal que fez de todos nós familiares de Deus. Desejamos seguir os passos do nosso Salvador para oferecer a todos os homens um caminho de salvação e de libertação. Por isso precisamos de renovar em nós a graça do Batismo. 

No contexto do Ano da Fé, o Centro de Cultura Católica do Porto organiza um ciclo de conferências, aberto a todos os interessados, a partir dos eixos fundamentais do Catecismo da Igreja Católica, correspondendo à sugestão do Papa Bento XVI:

«Descobrir novamente os conteúdos da fé professada, vivida, celebrada e rezada e refletir sobre o próprio ato com que se crê, é um compromisso que cada crente deve assumir, sobretudo neste Ano» (Carta Apostólica Porta Fidei, n. 9).

CICLO DE CONFERÊNCIAS

6 de novembro de 2012, das 21.00 às 22.00 horas:

A Fé Professada

P. Emanuel Brandão de Sousa

4 de dezembro de 2012, das 21.00 às 22.00 horas:

A Fé Celebrada

Cón. João da Silva Peixoto

8 de janeiro de 2013, das 21.00 às 22.00 horas:

A Fé Vivida

Cón. Jorge Teixeira da Cunha

5 de fevereiro de 2013, das 21.00 às 22.00 horas:

A Fé Rezada

Maria do Rosário Soveral

A entrada é livre e não se exige inscrição prévia.



Há também documentos que poderão ser consultados aqui:




Documentos do II Concílio do Vaticano




8 de outubro de 2012

DOMINGO XXVII DO TEMPO COMUM


DOMINGO XXVII DO TEMPO COMUM
7 de outubro de 2012


“E os dois serão uma só carne”

Gen 2, 24




As leituras do 27º Domingo do Tempo Comum apresentam, como tema principal, o projecto ideal de Deus para o homem e para a mulher: formar uma comunidade de amor, estável e indissolúvel, que os ajude mutuamente a realizarem-se e a serem felizes. Esse amor, feito doação e entrega, será para o mundo um reflexo do amor de Deus.


A primeira leitura diz-nos que Deus criou o homem e a mulher para se completarem, para se ajudarem, para se amarem. Unidos pelo amor, o homem e a mulher formarão “uma só carne”. Ser “uma só carne” implica viverem em comunhão total um com o outro, dando-se um ao outro, partilhando a vida um com o outro, unidos por um amor que é mais forte do que qualquer outro vínculo.

A segunda leitura lembra-nos a “qualidade” do amor de Deus pelos homens… Deus amou de tal forma os homens que enviou ao mundo o seu Filho único “em proveito de todos”. Jesus, o Filho, solidarizou-Se com os homens, partilhou a debilidade dos homens e, cumprindo o projecto do Pai, aceitou morrer na cruz para dizer aos homens que a vida verdadeira está no amor que se dá até às últimas consequências. Ligando o texto da Carta aos Hebreus com o tema principal da liturgia deste domingo, podemos dizer que o casal cristão deve testemunhar, com a sua doação sem limites e com a sua entrega total, o amor de Deus pela humanidade

No Evangelho, Jesus, confrontado com a Lei judaica do divórcio, reafirma o projecto ideal de Deus para o homem e para a mulher: eles foram chamados a formar uma comunidade estável e indissolúvel de amor, de partilha e de doação. A separação não está prevista no projecto ideal de Deus, pois Deus não considera um amor que não seja total e duradouro. Só o amor eterno, expresso num compromisso indissolúvel, respeita o projecto primordial de Deus para o homem e para a mulher.


LITURGIA DA PALAVRA DO DOMINGO XXVII DO TEMPO COMUM


I Leitura:                            Gen 2, 18-24


“E os dois serão uma só carne”


A uma pergunta dos discípulos Jesus expõe a doutrina evangélica sobre a indissolubilidade do matrimónio. Jesus apela para a passagem da Sagrada Escritura, em que, logo desde o princípio, se expõe o sentido do casamento. De uma forma poética, apresenta-se a união do homem e da mulher como união de amor, que faz dos dois um só.  


Salmo    127


Refrão:                                O Senhor nos abençoe em toda a nossa vida 


II Leitura:                            Hebr 2, 9-11


“Aquele que santifica e os que são santificados

procedem todos de um só”


A Epístola aos Hebreus é um verdadeiro tratado sobre o sacerdócio de Jesus Cristo. Jesus é o Filho de Deus, mas que Se fez nosso irmão para nos conduzir, em Si, até ao Pai. Mistério de condescendência, de misericórdia, de humilhação e glória!               


ALELUIA                                              Jo 4, 12

 Refrão:                Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece em nós

e o seu amor em nós é perfeito
                            

Evangelho:                         Mc 10, 2-16

“Não separe o homem o que Deus uniu”

Respondendo a uma pergunta posta pelos fariseus, Jesus pronuncia a condenação do divórcio, citando a palavra do Génesis, proclamada na primeira leitura. Aí o casal humano é apresentado como tendo sido assim constituído desde, o seu princípio, pela vontade de Deus Criador.

PALAVRA DE DEUS PARA A SEMANA DE 08  A  13  DE OUTUBRO


Seg 8 out
Gl 1, 6-12 – Salmo 110 – Lc 10, 25-37

“Quem é o meu próximo?”

Ter 9 out
São Dionísio, bispo, e companheiros, mártires; São João Leonardo, presbítero  (MF)

Gl 1, 13-24 – Salmo 138 – Lc 10, 38-42

“Marta recebeu Jesus em sua casa. Maria escolheu a melhor parte.”

Qua 10 out
Gl 2, 1-2. 7-14 – Salmo 116 – Lc 11, 1-4

“Senhor, ensina-nos a orar”

 Qui 11 out

Gl 3, 1-5 – Salmo Lc 1 – Lc 11, 5-13

“Pedi e ser-vos-á dado”

Sex 12 out
Gl 3, 7-14 – Salmo110 – Lc 11, 15-26

“Se Eu expulso os demónios pelo dedo de Deus, então o Reino de Deus chegou até vós.”

Sáb 13 out
Gl 3, 22-29 – Salmo 104 – Lc 11, 27-28

“Feliz o ventre que Te trouxe.”

Mais felizes os que ouvem a palavra de Deus.”


PREPARANDO A LITURGIA PARA  O PRÓXIMO DOMINGO:


Sab 7, 7-11

«Considerei a riqueza como nada, em comparação com a sabedoria»


Salmo 89             Saciai-nos, Senhor, com a vossa bondade

e exultaremos de alegria
Hebr 4, 12-13

“A palavra de Deus é capaz de discernir os pensamentos e intenções do coração”

Mc 10, 17-30

“Vende o que tens e segue-Me!

INTENÇÕES LEMBRADAS NA EUCARISTIA  DE 7 DE OUTUBRO

·         João de Jesus Pinto, de Requim e sua mãe; Natália Fernanda da Silva Alves e seus avós; Margarida Teixeira de Jesus, marido e filho; António Vieira, esposa e filho; Joaquim Pinto Vieira e esposa; Maria Rosa Leal Pinheiro; Emídio Luís; António Pinto Melo; Alexandre da Silva Azeredo; Maria Pinto da Costa e marido, de Requim; António da Silva Pinto e seus pais; Manuel Joaquim Teixeira; António Antunes, esposa e filho; António Silva Luís

INTENÇÕES PARA A EUCARISTIA  DE 13 DE OUTUBRO   (18:30h)

·         David Tendela Pereira e sua mãe; António Pinto, da Sra. da Piedade; Helena de Jesus Martins, marido e filho; Luísa Pereira e marido, do Alto; Albino Teixeira Pinto e esposa, de Requim; Carlos André; Rosa Pereira de Jesus; José de Azeredo e Silva; António Monteiro Teixeira; António Soares de Almeida, pais e sogros.

Ø  Dia 11:   Reunião com todos os agentes da pastoral (21:00h)

Ø  Dia 13:   Acolhimento das crianças  da Catequese infantil

Reunião com os pais das crianças (17:00h)

Missa Vespertina (18:30h)

O Evangelho deste domingo apresenta-nos o projecto ideal de Deus para o homem e para a mulher que se amam: eles são convidados a viverem em comunhão total um com o outro, dando-se um ao outro, partilhando a vida um com o outro, unidos por um amor que é mais forte do que qualquer outro vínculo.. O amor de um homem e de uma mulher que se comprometem diante de Deus e da sociedade deve ser um amor eterno e indestrutível, reflexo desse amor que Deus tem pelos homens.

Apesar de tudo, a vida dos homens e das mulheres é marcada pela debilidade própria da condição humana.. A vida de todos nós está cheia de fracassos, de infidelidades, de falhas. Nessas circunstâncias, a comunidade deve, em todos os instantes, acolher, integrar, compreender, ajudar aqueles a quem as circunstâncias da vida impediram de viver o tal projecto ideal de Deus: testemunhar a bondade e a misericórdia de Deus para com todos aqueles a quem a partilha de um projecto comum fez sofrer e que, por diversas razões, não puderam realizar esse ideal que um dia, diante de Deus e da comunidade, se comprometeram a viver.

As crianças que Jesus nos apresenta no Evangelho deste domingo como modelos do discípulo convidam-nos à simplicidade, à humildade, à sinceridade, ao acolhimento humilde dos dons de Deus.. A dinâmica do Reino exige pessoas dispostas a acolher e a escutar as propostas de Deus e dispostas a servir os irmãos com humildade e simplicidade.

30 de setembro de 2012

DOMINGO XXVI DO TEMPO COMUM



DOMINGO XXVI DO TEMPO COMUM
30 de Setembro de 2012


Nisto conhecemos o amor de Deus:
Ele deu a vida por nós;
também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos.
           1 Jo 3, 16

A liturgia do 26º Domingo do Tempo Comum apresenta várias sugestões para que os crentes possam purificar a sua opção e integrar, de forma plena e total, a comunidade do Reino. Uma das sugestões mais importantes é a de que os crentes não pretendam ter o exclusivo do bem e da verdade, mas sejam capazes de reconhecer e aceitar a presença e a acção do Espírito de Deus através de tantas pessoas boas que não pertencem à instituição Igreja, mas que são sinais vivos do amor de Deus no meio do mundo.

A primeira leitura, recorrendo a um episódio da marcha do Povo de Deus pelo deserto, ensina que o Espírito de Deus sopra onde quer e sobre quem quer, sem estar limitado por regras, por interesses pessoais ou por privilégios de grupo. O verdadeiro crente é aquele que, como Moisés, reconhece a presença de Deus nos gestos proféticos que vê acontecer à sua volta.

A segunda leitura convida os crentes a não colocarem a sua confiança e a sua esperança nos bens materiais, pois eles são valores perecíveis e que não asseguram a vida plena para o homem. Mais: as injustiças cometidas por quem faz da acumulação dos bens materiais a finalidade da sua existência afastá-lo-ão da comunidade dos eleitos de Deus.

No Evangelho temos uma instrução, através da qual Jesus procura ajudar os discípulos a situarem-se na órbita do Reino. Nesse sentido, convida-os a constituírem uma comunidade que, sem arrogância, sem ciúmes, sem presunção de posse exclusiva do bem e da verdade, procura acolher, apoiar e estimular todos aqueles que actuam em favor da libertação dos irmãos; convida-os também a não excluírem da dinâmica comunitária os pequenos e os pobres; convida-os ainda a arrancarem da própria vida todos os sentimentos e atitudes que são incompatíveis com a opção pelo Reino.


LITURGIA DA PALAVRA DO DOMINGO XXVI DO TEMPO COMUM


I Leitura:                            Num 11, 25-29


«Estás com ciúmes por causa de mim?

Quem dera que todo o povo fosse profeta!»


Uma das grandes fraquezas humanas é o espírito de inveja e de partidarismo; e essa atitude de espírito é um dos maiores impedimentos à unidade e à colaboração. Tal atitude aparece até dentro da comunidade do povo de Deus, como se pode ver já nesta passagem do Antigo Testamento. Mas um espírito recto e humilde, como o de Moisés, saberá antes agradecer ao Senhor os dons que reconhecer nos outros, e não lhos invejar. É preciso antes compreender que o povo de Deus é todo ele animado pelo Espírito de Deus, o qual assiste a cada um em ordem à função que lhe cabe no meio desse povo.

                       

Salmo 18   

Refrão:                Os preceitos do Senhor alegram o coração                                       


II Leitura:                            Tg 5, 1-6


«As vossas riquezas estão apodrecidas»


O Apóstolo que escreveu o texto que hoje nos é proclamado pertenceu à primeira geração cristã. Por ele se vê como a fé, que inspirou, na Sagrada Escritura, páginas da mais alta mística, inspirou igualmente orientações muito práticas para a vida social, no que diz respeito ao uso dos bens temporais e à justiça para com o próximo.


ALELUIA                                               Jo 17, 17b.a


Refrão:                A vossa palavra, Senhor, é a verdade;  santificai-nos na verdade                                         

Evangelho:                         Mc 9, 38-43.45.47-48


«Quem não é contra nós é por nós.

Se a tua mão é para ti ocasião de escândalo, corta-a»


O Espírito de Deus, que encheu a terra inteira, quer atingir, pela sua acção, todos os homens. Onde quer que a sua acção se manifeste, aí está a sua presença. E os filhos da Igreja devem alegrar-se com isso, procurando sempre, à luz do Espírito, discernir o que é ou não fruto desse mesmo Espírito. É à luz do Espírito de Deus que cada qual procurará ajuizar das suas próprias atitudes, deixando para trás tudo o que for obstáculo ao reino de Deus.         


PALAVRA DE DEUS PARA A SEMANA DE 01  A  06  DE OUTUBRO

seg 1 out
Santa Teresa do Menino Jesus, virgem e doutora da Igreja, padroeira das missões  (MO)

Job 1, 6-22 – Salmo 16 – Lc 9, 57-62

“Quem for o mais pequeno entre vós, esse será o maior”

Ter 2 out
Santos Anjos da Guarda  (MO)

Job 3, 1-3. 11-17. 20-23 – Salmo 87 – Lc 9, 51-56

“Tomou a decisão de se dirigir a Jerusalém”

Qua 3 out
Job 9, 1-12. 14-16 – Salmo 87 – Lc 9, 57-62

“Seguir-Te-ei para onde quer que fores”

Qui 4 out
São Francisco de Assis  (MO)

Job 19, 21-27 – Salmo 26 – Lc 10, 1-12

“A vossa paz repousará sobre eles”

Sex 5 out
Job 38, 1. 12-21; 40, 3-5 – Salmo 138 – Lc 10, 13-16

“Quem me rejeita,  rejeita Aquele que Me enviou”

Sáb 6 out
São Bruno, presbítero  (MF)

Job 42, 1-3. 5-6. 12-16 – Salmo 118 – Lc 10, 17-24

“Alegrai-vos porque os vossos nomes estão escritos nos Céus”


PREPARANDO A LITURGIA PARA  O PRÓXIMO DOMINGO:

Gen 2, 18-24

«E os dois serão uma só carne»
 
Salmo  127

O Senhor nos abençoe em toda a nossa vida.

Hebr 2, 9-11

«Aquele que santifica e os que são santificados

procedem todos de um só»

 Mc 10, 2-16
«Não separe o homem o que Deus uniu»


INTENÇÕES LEMBRADAS NA EUCARISTIA  DE 30 DE SETEMBRO

  

·         Ricardo Luís e filha; Joaquim Moreira e esposa, do Alto; Maria Luísa de Sousa e marido, de Vila Nova; Joaquim Vieira e esposa, das Regadas; Gualter Ferraz Pinto, de Vila Nova; 30.º dia por Maria Emília Leal Teixeira

INTENÇÕES PARA A EUCARISTIA  DE 07 DE OUTUBRO   (09:30h)


·         João de Jesus Pinto, de Requim e sua mãe; Natália Fernanda da Silva Alves e seus avós; Margarida Teixeira de Jesus, marido e filho; António Vieira, esposa e filho; Joaquim Pinto Vieira e esposa; Maria Rosa Leal Pinheiro; Emídio Luís; António Pinto Melo; Alexandre da Silva Azeredo; Maria Pinto da Costa e marido, de Requim; António da Silva Pinto e seus pais; Manuel Joaquim Teixeira

O Evangelho deste domingo apresenta-nos um grupo de discípulos que têm dificuldade em entender que, para seguir Jesus, é preciso cortar com certos sentimentos e atitudes que são incompatíveis com a radicalidade que a opção pelo Reino exige. As dificuldades que estes discípulos apresentam não nos são estranhas: também fazem parte da nossa vida e do caminho que, dia a dia, percorremos…

                Jesus exige dos discípulos o corte radical com os valores, os sentimentos, as atitudes que são incompatíveis com a opção pelo Reino. O discípulo de Jesus nunca está acomodado, instalado, conformado; mas está sempre atento e vigilante, procurando detectar e eliminar da sua existência tudo aquilo que lhe impede o acesso à vida plena. Naturalmente, a renúncia ao egoísmo, ao comodismo, ao orgulho, aos esquemas pessoais, à vontade de poder e de domínio, ao apelo do êxito, ao aplauso das multidões, é um processo difícil e doloroso; mas é também um processo libertador e gerador de vida nova. O que é que eu necessito, prioritariamente, de “cortar” da minha vida, para me identificar mais com Jesus, para merecer integrar a comunidade do Reino, para ser mais livre e mais feliz?

O apelo de Jesus à sua comunidade no sentido de não “escandalizar” (afastar da comunidade do Reino) os pequenos, faz-nos pensar na forma como lidamos, enquanto pessoas e enquanto comunidades, com os pobres, os que falharam, os que têm atitudes moralmente reprováveis, aqueles que têm uma fé pouco consistente, aqueles que a vida marcou negativamente, aqueles que a sociedade marginaliza e rejeita… Eles encontram em nós a proposta libertadora que Cristo lhes faz, ou encontram em nós rejeição, injustiça, marginalização, mau exemplo? Quem vê o nosso testemunho tem razões para aderir a Cristo, ou para se afastar de Cristo?

22 de setembro de 2012

DOMINGO XXV DO TEMPO COMUM


DOMINGO XXV DO TEMPO COMUM
23 de Setembro de 2012

Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos





A liturgia do 25º Domingo do Comum convida os crentes a prescindir da “sabedoria do mundo” e a escolher a “sabedoria de Deus”. Só a “sabedoria de Deus” – dizem os textos bíblicos deste domingo – possibilitará ao homem o acesso à vida plena, à felicidade sem fim.

A primeira leitura avisa os crentes de que escolher a “sabedoria de Deus” provocará o ódio do mundo. Contudo, o sofrimento não pode desanimar os que escolhem a “sabedoria de Deus”: a perseguição é a consequência natural da sua coerência de vida.

A segunda leitura exorta os crentes a viverem de acordo com a “sabedoria de Deus”, pois só ela pode conduzir o homem ao encontro da vida plena. Ao contrário, uma vida conduzida segundo os critérios da “sabedoria do mundo” irá gerar violência, divisões, conflitos, infelicidade, morte.

O Evangelho apresenta-nos uma história de confronto entre a “sabedoria de Deus” e a “sabedoria do mundo”. Jesus, imbuído da lógica de Deus, está disposto a aceitar o projecto do Pai e a fazer da sua vida um dom de amor aos homens; os discípulos, imbuídos da lógica do mundo, não têm dificuldade em entender essa opção e em comprometer-se com esse projecto. Jesus avisa-os, contudo, de que só há lugar na comunidade cristã para quem escuta os desafios de Deus e aceita fazer da vida um serviço aos irmãos, particularmente aos humildes, aos pequenos, aos pobres.


LITURGIA DA PALAVRA DO DOMINGO XXV DO TEMPO COMUM


I Leitura: Sab 2, 12.17-20

«Condenemo-lo à morte infamante»


Esta leitura descreve, em primeiro lugar, a atitude dos judeus influenciados pelas civilizações dos outros povos que lhes iam fazendo perder a fé na lei de Deus, transmitida pelos seus antepassados. Esses pagãos experimentam-nos, perseguindo-os e maltratando-os. O mistério da Cruz virá demonstrar que os sofrimentos dos homens, assumidos por Jesus, não serão uma derrota que põe fim a tudo, mas caminho de libertação e glória, porque Deus está com o justo. O justo por excelência é Jesus Cristo.       
           
Salmo 53   

Refrão:                                                O Senhor sustenta a minha vida.
II Leitura:                            Tg 3, 16 – 4, 3

«O fruto da justiça semeia-se na paz
para aqueles que praticam a paz»
A má convivência entre os homens procede sempre da atitude interior, egoísta, menos recta, viciada, própria de uma natureza deixada a si mesma, onde a sabedoria de Deus não lançou a sua luz e a sua paz. Porque a natureza não pode dar esta sabedoria, é necessário pedi-la a Deus, que a dará abundantemente a quem Lha pedir.  
ALELUIA                                             Deus chamou-nos por meio do Evangelho, para alcançarmos a glória  de Nosso Senhor Jesus Cristo
                                                              

Evangelho:                         Mc 9, 30-37

«O Filho do homem vai ser entregue...
Quem quiser ser o primeiro será o servo de todos»
A leitura da hoje continua a do domingo anterior: Jesus quer fazer compreender aos seus o sentido da sua Paixão e o sentido da vida cristã em geral, que não é a procura de grandezas, mas o serviço de Deus e dos homens segundo os caminhos de Deus: os da humildade e simplicidade.     

PALAVRA DE DEUS PARA A SEMANA DE 24  A  29  SETEMBRO

Seg 24 set
Pr 3, 27-34 – Salmo 14 – Lc 8, 16-18
“ A lâmpada coloca-se num candelabro para que os que entram vejam a luz” 

Ter 25 set
Pr 21, 1-6. 10-13 – Salmo 118 – LC 8, 19-21
“Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática” 

Qua 26 set
São Cosme e São Damião, mártires  (M F)
Pr 30, 5-9 – Salmo 118 – Lc 9, 1-6
“Enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos”

Qui 27 set
São Vicente de Paulo, presbítero  (M O)
Ecl 3, 1-11 – Salmo 89 – Lc 9, 7-9
“A João mandei-o eu decapitar. Mas quem é este homem, de quem oiço tais coisas?”


Sex 28 set
São Venceslau, mártir; São Lourenço Ruiz, e companheiros, mártires  (M F)
Ecl 3, 1-11 – Salmo 143 – Lc 9, 18-22
“Eis o Messias de Deus. O Filho do homem tem de sofrer muito” 

Sáb 29 set
Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael  (F)
Dn 7, 9-10. 13-14 ou Ap 12, 7-12a   - Salmo 137 – Jo 1, 47-51
“Vereis o céu aberto e os Anjos de deus subindo e descendo sobre o Filho do homem”

PREPARANDO A LITURGIA PARA  O PRÓXIMO DOMINGO:

Num 11, 25-29
«Estás com ciúmes por causa de mim?
Quem dera que todo o povo fosse profeta!»
Salmo  18
Os preceitos do Senhor alegram o coração.
Tg 5, 1-6
«As vossas riquezas estão apodrecidas»
Mc 9, 38-43.45.47-48
«Quem não é contra nós é por nós.
Se a tua mão é para ti ocasião de escândalo, corta-a»
INTENÇÕES LEMBRADAS NA EUCARISTIA  DE 23 DE SETEMBRO
  
·         Rosa de Jesus; Associados da Mensagem de Fátima; Maria da Conceição Moreira, de Vila; António Carneiro Silva e sogro; Manuel Barbosa Araújo; Manuel da Silva Pinto; Martinho da Silva Pereira; António Araújo, das Lapas; Manuel Pinto da Costa; Maria Emília Ferreira, da Sra. Da Piedade; em honra de Nossa Sra. Da Piedade; José Gomes de Araújo; António José Lino; Manuel Duarte Moreira; Emídio Ribeiro

INTENÇÕES PARA A EUCARISTIA  DE 30 DE SETEMBRO   (09:30h)

·         Ricardo Luís e filha; Joaquim Moreira e esposa, do Alto; Maria Luísa de Sousa e marido, de Vila Nova; Joaquim Vieira e esposa, das Regadas; Gualter Ferraz Pinto, de Vila Nova;  30.º dia por Maria Emília Leal Teixeira
O Evangelho de hoje convida-nos a repensar a nossa forma de nos situarmos, quer na sociedade, quer dentro da própria comunidade cristã.
Na nossa sociedade, os primeiros são os que têm dinheiro, os que têm poder, os que freqentam as festas badaladas nas revistas da sociedade, os que vestem segundo as exigências da moda, os que têm sucesso profissional, os que sabem colar-se aos valores politicamente correctos… E na comunidade cristã? Quem são os primeiros? As palavras de Jesus não deixam qualquer dúvida: “quem quiser ser o primeiro, será o último de todos e o servo de todos”. Na comunidade cristã, a única grandeza é a grandeza de quem, com humildade e simplicidade, faz da própria vida um serviço aos irmãos. Na comunidade cristã não há donos, nem grupos privilegiados, nem pessoas mais importantes do que as outras, nem distinções baseadas no dinheiro, na beleza, na cultura, na posição social… Na comunidade cristã há irmãos iguais, a quem a comunidade confia serviços diversos em vista do bem de todos. Aquilo que nos deve mover é a vontade de servir, de partilhar com os irmãos os dons que Deus nos concedeu.
 A atitude de serviço que Jesus pede aos seus discípulos deve manifestar-se, de forma especial, no acolhimento dos pobres, dos débeis, dos humildes, dos marginalizados, dos sem direitos, daqueles que não nos trazem o reconhecimento público, daqueles que não podem retribuir-nos… Seremos capazes de acolher e de amar os que levam uma vida pouco exemplar, os marginalizados, os estrangeiros, os doentes incuráveis, os idosos, os difíceis, os que ninguém quer e ninguém ama?
Pároco: 963330564      
Diácono Permanente: 962613363