12 de outubro de 2014

Domingo XXVIII do Tempo Comum

O Senhor
 preparará um banquete

e enxugará as lágrimas de todas as faces


A liturgia do 28º Domingo do Tempo Comum utiliza a imagem do “banquete” para descrever esse mundo de felicidade, de amor e de alegria sem fim que Deus quer oferecer a todos os seus filhos.

 Na primeira leitura, Isaías anuncia o “banquete” que um dia Deus, na sua própria casa, vai oferecer a todos os Povos. Trata-se, portanto, de uma iniciativa de Deus no sentido de estabelecer laços “de família” com a humanidade inteira. Acolher o convite de Deus e participar nesse “banquete” é aceitar viver em comunhão com Deus. Dessa comunhão resultará, para o homem, a felicidade total, a vida em abundância.

Na segunda leitura, Paulo apresenta-nos um exemplo concreto de uma comunidade que aceitou o convite do Senhor e vive na dinâmica do Reino: a comunidade cristã de Filipos. É uma comunidade generosa e solidária, verdadeiramente empenhada na vivência do amor e em testemunhar o Evangelho diante de todos os homens. A comunidade de Filipos constitui, verdadeiramente, um exemplo que as comunidades do Reino devem ter presente.

 O Evangelho sugere que é preciso “agarrar” o convite de Deus. Os interesses e as conquistas deste mundo não podem distrair-nos dos desafios de Deus. A opção que fizemos no dia do nosso baptismo não é “conversa fiada”; mas é um compromisso sério, que deve ser vivido de forma coerente. Quem foi baptizado e aderiu ao “banquete” do Reino, mas recusou o traje do amor, da partilha, do serviço, da misericórdia, do dom da vida e continua vestido de egoísmo, de arrogância, de orgulho, de injustiça, não pode participar na festa do encontro e da comunhão com Deus. Deus chamou todos os homens e mulheres para participarem no “banquete”; mas só serão admitidos aqueles que responderem ao convite e mudarem completamente a sua vida.


Liturgia da Palavra do Domingo XXVIII do Tempo Comum

I Leitura                 Is 25, 6-10a

«O Senhor preparará um banquete e enxugará as lágrimas de todas as faces»

O banquete é, com frequência, na Sagrada Escritura, figura da reunião dos homens no reino de Deus. Assim como também hoje se lê em Isaías, aí o banquete é o lugar de encontro de todos os povos, todos eles chamados à comunhão na montanha onde o Senhor habita, o Monte Sião, figura da Igreja de Cristo.          
               
Salmo     22 (23)

Habitarei para sempre na casa do Senhor.

II Leitura:             Filip 4, 12-14.19-20

«Tudo posso n’Aquele que me conforta»

A experiência da prisão serviu a São Paulo para ele sentir mais profundamente que Cristo era tudo na vida; e por isso, ao mesmo tempo que agradece aos destinatários da sua carta o que eles lhe tinham enviado, afirma que em Cristo encontra toda a sua força e confiança.            
                               
Aclamação ao Evangelho                   Ef 1, 17-18

Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo ilumine os olhos do nosso coração,
para sabermos a que esperança fomos chamados.
               
Evangelho:                            Mt 22, 1-14

«Convidai para as bodas todos os que encontrardes»

Uma vez mais, a parábola do banquete serve para simbolizar o reino de Deus. Jesus anuncia aos seus ouvintes que o Evangelho, por eles rejeitado, vai ser anunciado a outros, e, destes, muitos o hão-de aceitar. Não é já a raça de Abraão segundo a carne que há-de encher a sala do banquete, mas todos aqueles que, pela fé, se hão-de tornar filhos de Abraão. A todos os povos se abrem as portas do reino dos Céus.

A imagem do “banquete” para o qual Deus convida “todos os povos” aponta para essa realidade de comunhão, de festa, de amor, de felicidade que Deus, insistentemente nos oferece. Nunca será de mais recordar isto: Deus tem um projecto de vida, que quer oferecer a todos os homens, sem excepção. Não somos “filhos de um deus menor”, pobre humanidade abandonada à sua sorte, perdida num universo hostil e condenada ao nada; somos pessoas a quem Deus ama, a quem Ele convida para integrar a sua família e a quem Ele oferece a vida plena e definitiva. A consciência desta realidade deve iluminar a nossa existência e encher de serenidade, de esperança e de confiança a nossa caminhada nesta terra. A nossa finitude, as nossas limitações, os nossos medos e misérias não são a última palavra da nossa existência; mas caminhamos todos ao encontro da festa definitiva que Deus prepara para todos os que aceitam o seu dom.
Ao homem basta-lhe aceitar o convite de Deus para ter acesso a essa festa de vida eterna. Aceitar o convite de Deus significa renunciar ao egoísmo, ao orgulho e à auto-suficiência e conduzir a existência de acordo com os valores de Deus; aceitar o convite de Deus implica dar prioridade ao amor, testemunhar os valores do Reino e construir, já aqui, uma nova terra de justiça, de solidariedade, de partilha, de amor.
 No dia do nosso Baptismo, aceitamos o convite de Deus e comprometemo-nos com Ele…  A nossa vida tem sido coerente com essa opção?

Palavra de Deus para a semana de 13 a 18 de outubro

13
Seg
Gal 4, 22-24. 26-27. 31 – 5, 1 - Salmo 112 (113) - Lc 11, 29-32
Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações.
14
Ter
S. Calisto I, papa e mártir – MF
Gal 5, 1-6 - Salmo 118 (119) - Lc 11, 37-41
A palavra de Deus é viva e eficaz,
conhece os pensamentos e intenções do coração.
15
Qua
S. Teresa de Jesus, virgem e doutora da Igreja – MO
Gal 5, 18-25 - Salmo 1 - Lc 11, 42-46
As minhas ovelhas escutam a minha voz, diz o Senhor;
Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me.
16
Qui
S. Hedwiges, religiosa – MF        S. Margarida Maria Alacoque, virgem – MF
Ef 1, 1-10 - Salmo 97 (98) - Lc 11, 47-54
Eu sou o caminho, a verdade e a vida, diz o Senhor:
ninguém vai ao Pai senão por Mim
17
Sex
S. Inácio de Antioquia, bispo e mártir – MO
Ef 1, 11-14 - Salmo 32 (33) - Lc 12, 1-7
Desça sobre nós a vossa bondade, porque em Vós esperamos, Senhor.
18
Sáb
S. Lucas, Evangelista – FESTA
2 Tim 4, 9-17b - Salmo 144 - Lc 10, 1-9.
Eu vos escolhi do mundo, para que vades e deis fruto
e o vosso fruto permaneça.



PREPARANDO A LITURGIA PARA O DOMINGO XXIX DO TEMPO COMUM


Is 45, 1.4-6           «Tomei Ciro pela mão direita para subjugar diante dele as nações»

Salmo 95 (96)      Aclamai a glória e o poder do Senhor.

1 Tes 1, 1-5b        «Recordamos a vossa fé, caridade e esperança»

Mt 22, 15-21        «Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus»

Intenções para a Eucaristia de 11 de outubro (18:00h)


António da Silva Luís, do Lameu; António Pereira da Silva Guimarães; Luísa Pereira e marido, do Alto; Familiares de António Casimiro Almeida e de Madalena Teixeira de Almeida; Carlos André; Antero Madureira; José Gomes de Araújo; Rosa de Jesus Carneiro e Martinho Pinto, de Vila

Intenções para a Eucaristia de 18 de outubro (18:00h)


Manuel Duarte Moreira; Albino Vieira, de Carvalho de Vila; 2.º Aniv. Falecimento de José Ferreira Aguiar e Joaquim Ferreira; Maria da Conceição Soares; Maria da Conceição Moreira, de Vila; José de Azeredo e Silva; Manuel da Silva Pinto; Associados da Mensagem de Fátima

Agenda

18 out

    •  Início da Catequese Infantil e da Adolescência, igreja, 17:30h
    •  Eucaristia, igreja, 18:00h
 19 out
    • Adoração ao Santíssimo Sacramento, igreja, 15:00h 

Os convidados que não aceitaram o convite representam aqueles que estão demasiado preocupados a dirigir uma empresa de sucesso, ou a escalar a vida a pulso, ou a conquistar os seus cinco minutos de fama, ou a impor aos outros os seus próprios esquemas e projectos, ou a explorar o bem estar que o dinheiro lhes conquistou e não têm tempo para os desafios de Deus. Vivemos obcecados com o imediato, o politicamente correcto, o palpável, o material, e prescindimos dos valores eternos, duradouros, exigentes, que exigem o dom da própria vida. A questão é: onde é que está a verdadeira felicidade? Nos valores do Reino, ou nesses valores efémeros que nos absorvem e nos dominam?
Os convidados que não aceitaram o convite representam também aqueles que estão instalados na sua auto-suficiência, nas suas certezas, seguranças e preconceitos e não têm o coração aberto e disponível para as propostas de Deus. Trata-se, muitas vezes, de pessoas sérias e boas, que se empenham seriamente na comunidade cristã… Mas “nunca se enganam e raramente têm dúvidas”; sabem tudo sobre Deus, já construíram um deus à medida dos seus interesses, desejos e projetos e não se deixam questionar nem interpelar.
Os convidados que aceitaram o convite representam todos aqueles que, apesar dos seus limites e do seu pecado, têm o coração disponível para Deus e para os desafios que Ele faz. Percebem os limites da sua miséria e finitude e estão permanentemente à espera que Deus lhes ofereça a salvação. São humildes, pobres, simples, confiam em Deus e na salvação que Ele quer oferecer a cada homem e a cada mulher e estão dispostos a acolher os desafios de Deus.

A parábola do homem que não vestiu o traje apropriado convida-nos a considerar que a salvação não é uma conquista, feita de uma vez por todas, mas um SIM a Deus sempre renovado, e que implica um compromisso real, sério e exigente com os valores de Deus. Implica uma opção coerente, contínua, diária com a opção que eu fiz no Baptismo… Não é um compromisso de “meias tintas”, de tentativas falhadas, de “tanto se me dá como se me deu”; mas é um compromisso sério e coerente com essa vida nova que Jesus me apresentou.

5 de outubro de 2014

Domingo XXVII do Tempo Comum

A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se a pedra angular;
tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos.  

Salmo 118

A liturgia do 27º Domingo do Tempo Comum utiliza a imagem da “vinha de Deus” para falar desse Povo que aceita o desafio do amor de Deus e que se coloca ao serviço de Deus. Desse Povo, Deus exige frutos de amor, de paz, de justiça, de bondade e de misericórdia.
 Na primeira leitura, o profeta Isaías dá conta do amor e da solicitude de Deus pela sua “vinha”. Esse amor e essa solicitude não podem, no entanto, ter como contrapartida frutos de egoísmo e de injustiça… O Povo de Deus tem de deixar-se transformar pelo amor sempre fiel de Deus e produzir os frutos bons que Deus aprecia – a justiça, o direito, o respeito pelos mandamentos, a fidelidade à Aliança. Na realidade, o Povo actua em sentido exactamente contrário àquilo que Deus esperava: os poderosos cometem injustiças e arbitrariedades, os juízes são corruptos e não fazem justiça ao pobre, os grandes praticam violências e derramam o sangue do inocente, os órfãos e as viúvas vêem espezinhados os seus direitos sem que ninguém os defenda .O amor de Deus pretende criar no coração do seu Povo uma dinâmica que leve ao amor ao irmão. Deus ama-nos, para que nos deixemos transformar pelo amor e amemos os outros.
 No Evangelho, Jesus retoma a imagem da “vinha”. Critica fortemente os líderes judaicos que se apropriaram em benefício próprio da “vinha de Deus” e que se recusaram sempre a oferecer a Deus os frutos que Lhe eram devidos. Jesus anuncia que a “vinha” vai ser-lhes retirada e vai ser confiada a trabalhadores que produzam e que entreguem a Deus os frutos que Ele espera. O que é decisivo, para a escolha de Deus, não é que os novos trabalhadores da “vinha” sejam judeus ou não judeus; o que é decisivo é que eles estejam dispostos a oferecer ao “senhor” os frutos que lhe são devidos e a acolher o “filho” que o “senhor” enviou ao seu encontro.
 Na segunda leitura, Paulo exorta os cristãos da cidade grega de Filipos – e todos os que fazem parte da “vinha de Deus” – a viverem na alegria e na serenidade, respeitando o que é verdadeiro, nobre, justo e digno. Os cristãos devem ser, antes de mais, arautos e testemunhas dos verdadeiros valores humanos e viver esses valores em confronto constante com o Evangelho e na fidelidade ao Evangelho. São esses os frutos que Deus espera da sua “vinha”.

Liturgia da Palavra do Domingo XXVII do Tempo Comum

I Leitura                                 Is 5, 1-7
«A vinha do Senhor do Universo é a casa de Israel»

Esta primeira leitura ajuda-nos a compreender depois a do Evangelho, que nos vai falar dos vinhateiros homicidas. A vinha de que uma e outra leitura nos fala é a casa de Israel, o povo de Deus. O Senhor cuida deste povo como o bom agricultor cuida das suas vinhas. Mas este povo nem sempre correspondeu ao carinho que o Senhor teve para com ele.  
               
Salmo     79 (80)
A vinha do Senhor é a casa de Israel.

II Leitura:                             Filip 4, 6-9
«Ponde isto em prática e o Deus da paz estará convosco»

No meio de todos os valores deste mundo, que realmente o sejam, os cristãos não devem ter medo de os apreciar e deles se servirem. Tudo são dons do Deus da paz, Criador e Senhor de todos eles. Assim respondia o Apóstolo aos primeiros cristãos que viviam no meio dos pagãos e não sabiam, por vezes, como haviam de proceder em relação aos valores que encontravam na civilização deles.
                               
Aclamação ao Evangelho                   Jo 15, 16
Eu vos escolhi do mundo, para que vades e deis fruto
e o vosso fruto permaneça, diz o Senhor.
               
Evangelho:                            Mt 21, 33-43
«Arrendará a vinha a outros vinhateiros»


Usando a mesma comparação que já encontrámos na primeira leitura, Jesus como que faz o julgamento do seu povo, que, no fim de ter sido, já tantas vezes, infiel a Deus ao longo do Antigo Testamento, agora O rejeita a Ele, o próprio Filho que Deus lhe enviou. O resultado será que outros virão a aproveitar do dom que eles rejeitaram. Foi assim que os pagãos, estranhos até então ao povo de Deus, vieram a entrar no seu povo, a Igreja de Cristo, a que hoje pertencemos.

A “parábola da vinha” é uma história de amor. Fala-nos do amor de um Deus que liberta o seu Povo da escravidão, que o conduz para a liberdade, que estabelece com ele laços de família, que lhe oferece indicações seguras para caminhar em direcção à justiça, à harmonia, à felicidade, que o protege nos caminhos da história… É preciso termos consciência de que esta história de amor não terminou e que o mesmo Deus continua a derramar sobre nós, todos os dias, o seu amor, a sua bondade, a sua misericórdia.
O encontro com o amor de Deus tem de significar uma efectiva transformação do nosso coração e tem de nos levar ao amor ao irmão. Quem trata os irmãos com arrogância, quem assume atitudes duras, agressivas e intolerantes, quem pratica a injustiça e espezinha os direitos dos mais débeis, quem é insensível aos dramas dos irmãos, certamente ainda não fez a experiência do amor de Deus.
Paulo convida os crentes a não viverem inquietos e preocupados. Os cristãos estão “enxertados” em Cristo e têm a garantia de com Ele ressuscitar para a vida definitiva. Eles sabem que as dificuldades, os dramas, as incompreensões são apenas acidentes de percurso, que não conseguirão arredá-los da vida verdadeira. O caminho de Cristo é um caminho de dom e de entrega da vida; mas não é um caminho de tristeza e de frustração.
O mundo em que vivemos tem valores muito bonitos e sugestivos, que nos ajudam a crescer de uma forma sã e equilibrada e a integrar uma realidade rica em desafios e esperanças. O que é necessário é saber discernir, de entre todos os valores que o mundo nos apresenta, aquilo que nos torna mais livres e mais felizes e aquilo que nos torna mais escravos e infelizes, aquilo que não belisca a nossa fé e aquilo que ameaça a essência do Evangelho…

Palavra de Deus para a semana de 6 a 11 de outubro


6
Seg
S. Bruno, presbítero – MF
Gal 1, 6-12 - Salmo 110 (111) - Lc 10, 25-37
Dou-vos um mandamento novo, diz o Senhor:
amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.
7
Ter
Nossa Senhora do Rosário – MO
Gal 1, 13-24 - Salmo 138 (139) - Lc 10, 38-42
Felizes os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.
8
Qua
Gal 2, 1-2. 7-14 - Salmo 116 (117) - Lc 11, 1-4
Recebestes o espírito de adoção filial; nele clamamos: «Abba, ó Pai».
9
Qui
SS. Dionísio, bispo, e Companheiros, mártires – MF
S. João Leonardo, presbítero – MF      B. João Newman, bispo – MF
Gal 3, 1-5 - Salmo Lc 1, 69-70. 71-72. 73-75 - Lc 11, 5-13
Abri, Senhor, o nosso coração, para recebermos a palavra do vosso Filho.
10
Sex
Gal 3, 7-14 - Salmo 110 (111) - Lc 11, 15-26
Chegou a hora em que vai ser expulso o príncipe deste mundo, diz o Senhor;
e quando Eu for levantado da terra, atrairei todos a Mim.
11
Sáb
S. João XXIII
Gal 3, 22-29 - Salmo 104 (105) - Lc 11, 27-28
Felizes os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.



PREPARANDO A LITURGIA PARA O DOMINGO XXVIII DO TEMPO COMUM


Is 25, 6-10a                          «O Senhor preparará um banquete
e enxugará as lágrimas de todas as faces»

Salmo     22 (23)                  Habitarei para sempre na casa do Senhor.

Filip 4, 12-14.19-20            «Tudo posso n’Aquele que me conforta»

Mt 22, 1-14                          «Convidai para as bodas todos os que encontrardes»


Intenções para a Eucaristia de 4 de outubro (19:30h)



Aniv. Nat. Maria Conceição Soares; João de Jesus Pinto, de Requim, Mãe e sogros; Natália Fernanda da Silva Alves e seus avós; Margarida Teixeira de Jesus, marido e filho; Antero Pinto; Maria Rosa Leal Pinheiro; Emídio Luís, Maria da Conceição Alves e filho; António Pinto Melo; Alexandre da Silva Azeredo

Intenções para a Eucaristia de 11 de outubro (18:00h)


António da Silva Luís, do Lameu; António Pereira da Silva Guimarães; Luísa Pereira e marido, do Alto; Familiares de António Casimiro Almeida e de Madalena Teixeira de Almeida; Carlos André; Antero Madureira; José Gomes de Araújo; Rosa de Jesus Carneiro e Martinho Pinto, de Vila

Agenda

11 out

    • Eucaristia, igreja, 18:00h


Deus não obriga ninguém a aceitar a sua proposta de salvação e a envolver-se com o Reino; mas uma vez que aceitamos trabalhar na sua “vinha”, temos de produzir frutos de amor, de serviço, de doação, de justiça, de paz, de tolerância, de partilha… O nosso Deus não está disposto a pactuar com situações dúbias, descaracterizadas, amorfas, incoerentes, mentirosas; mas exige coerência, verdade e compromisso. A parábola convida-nos, antes de mais, a não nos deixarmos cair em esquemas de comodismo, de instalação, de facilidade, de “deixa andar”, mas a levarmos a sério o nosso compromisso com Deus e com o Reino e a darmos frutos consequentes. O meu compromisso com o Reino é sincero e empenhado? Quais são os frutos que eu produzo? Quando se trata de fazer opções, ganha o meu comodismo e instalação, ou a minha vontade de servir a construção do Reino?
A parábola fala de trabalhadores da “vinha” de Deus que rejeitam o “filho” de forma absoluta e radical. É provável que nenhum de nós, por um acto de vontade consciente, se coloque numa atitude semelhante e rejeite Jesus. No entanto, prescindir dos valores de Jesus e deixar que sejam o egoísmo, o comodismo, o orgulho, a arrogância, o dinheiro, o poder, a fama, a condicionar as nossas opções é, na mesma, rejeitar Jesus, colocá-l’O à margem da nossa existência. Como é que, no dia a dia, acolhemos e inserimos na nossa vida os valores de Jesus? As propostas de Jesus são, para nós, valores consistentes, que procuramos integrar na nossa existência e que servem de alicerce à construção da nossa vida, ou são valores dos quais nos descartamos com facilidade, sob pressão de interesses egoístas e comodistas?
Não podemos criticar o proprietário da vinha, posto em cena por Jesus numa parábola, por ter negligenciado a sua vinha: ele trata da vinha com todos os cuidados… Não podemos criticar a sua paciência e a sua perseverança para com os vinhateiros: ele envia os seus servidores que são lapidados, envia outros que têm o mesmo destino e, enfim, envia o seu próprio filho, pensando que ele seria respeitado. Evidentemente, pensamos em Deus que toma cuidado do seu Reino e que envia até o seu próprio Filho. E nós, de que lado nos situamos? Jesus foi-nos enviado… Que fizemos do seu mandamento de amor? Foram-nos enviados mensageiros…  Escutámo-los?

28 de setembro de 2014

Domingo XXVI do Tempo Comum

Filho, vai hoje
Trabalhar na vinha

Mt 21, 28

A liturgia do 26º Domingo do Tempo Comum deixa claro que Deus chama todos os homens e mulheres a empenhar-se na construção desse mundo novo de justiça e de paz que Deus sonhou e que quer propor a todos os homens. Diante da proposta de Deus, nós podemos assumir duas atitudes: ou dizer “sim” a Deus e colaborar com Ele, ou escolher caminhos de egoísmo, de comodismo, de isolamento e demitirmo-nos do compromisso que Deus nos pede. A Palavra de Deus exorta-nos a um compromisso sério e coerente com Deus – um compromisso que signifique um empenho real e exigente na construção de um mundo novo, de justiça, de fraternidade, de paz.

Na primeira leitura, o profeta Ezequiel convida os israelitas exilados na Babilónia a comprometerem-se de forma séria e consequente com Deus, sem rodeios, sem evasivas, sem subterfúgios. Cada crente deve tomar consciência das consequências do seu compromisso com Deus e viver, com coerência, as implicações práticas da sua adesão a Deus e à Aliança.

A segunda leitura apresenta aos cristãos de Filipos (e aos cristãos de todos os tempos e lugares) o exemplo de Cristo: apesar de ser Filho de Deus, Cristo não afirmou com arrogância e orgulho a sua condição divina, mas assumiu a realidade da fragilidade humana, fazendo-se servidor dos homens para nos ensinar a suprema lição do amor, do serviço, da entrega total da vida por amor. Os cristãos são chamados por Deus a seguir Jesus e a viver do mesmo jeito, na entrega total ao Pai e aos seus projetos.

O Evangelho diz como se concretiza o compromisso do crente com Deus… O “sim” que Deus nos pede não é uma declaração teórica de boas intenções, sem implicações práticas; mas é um compromisso firme, coerente, sério e exigente com o Reino, com os seus valores, com o seguimento de Jesus Cristo. O verdadeiro crente não é aquele que “dá boa impressão”, que finge respeitar as regras e que tem um comportamento irrepreensível do ponto de vista das convenções sociais; mas é aquele que cumpre na realidade da vida a vontade de Deus.

Liturgia da Palavra do Domingo XXVI do Tempo Comum


I Leitura                                 Ez 18, 25-28
«Quando o pecador se afastar do mal, salvará a sua vida»

A liturgia da palavra deste domingo vai insistir na sinceridade profunda do coração e na resposta autêntica e prática que ele dá ou não à palavra de Deus. A todo o momento, logo que o homem se converter a essa palavra e por ela orientar a sua vida, logo o Senhor o acolherá. Deus não é de vinganças; é sim salvador.
                               
Salmo     24 (25)
Lembrai-Vos, Senhor, da vossa misericórdia.

II Leitura:                             Filip 2, 1-11
«Tende os mesmos sentimentos de Cristo Jesus»

Para incutir nos cristãos sentimentos de união e de perdão mútuo, S. Paulo não encontra melhor maneira do que lembrar-lhes os sentimentos de Jesus Cristo, manifestados na sua Paixão. A leitura é, na segunda parte, um verdadeiro hino pascal, talvez mesmo um hino das primeiras gerações cristãs para celebrar o mistério pascal do Senhor, incluído depois por S. Paulo nesta sua carta. É uma passagem da Sagrada Escritura que não pode ser ignorada pelo comum dos cristãos.
                               
Aclamação ao Evangelho                   Jo 10, 27
As minhas ovelhas ouvem a minha voz, diz o Senhor;
Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me.
               
Evangelho:                            Mt 21, 28-32
«Arrependeu-se e foi. Os publicanos e as mulheres de má vida
irão adiante de vós para o reino de Deus»

Enquanto a palavra de Deus não descer ao coração do homem e o tocar e o converter, não são as palavras, mesmo santas, que lhe saem da boca que o fazem entrar no reino de Deus. Mas, logo que o coração estiver convertido e voltado para Deus, logo o Senhor o acolhe e o recebe como um pai. É que os caminhos de Deus não são como os dos homens.       

Um compromisso com Deus é algo que nos implica profundamente e que devemos sentir pessoalmente, sem rodeios, sem evasivas, sem subterfúgios. No nosso tempo – no tempo da cultura do plástico, do “light”, do efémero – há alguma tendência a não assumir responsabilidades, a não absolutizar os compromissos: “o que é verdade hoje, é mentira amanhã”. Mas, com Deus, não há meias tintas: ou se assume, ou não se assume.
O profeta Ezequiel convida-nos a assumir, com verdade e coerência, a nossa responsabilidade pelos nossos gestos de egoísmo e de autossuficiência em relação a Deus e em relação aos irmãos.
Os valores que marcaram a existência de Cristo continuam a não ser demasiado apreciados em muitos dos nossos ambientes contemporâneos. De acordo com os critérios que presidem ao nosso mundo, os grandes “ganhadores” não são os que põem a sua vida ao serviço dos outros, com humildade e simplicidade, mas são os que enfrentam o mundo com agressividade, com autossuficiência e fazem por ser os melhores, mesmo que isso signifique não olhar a meios para passar à frente dos outros. Como pode um cristão (obrigado a viver inserido neste mundo e a ser competitivo) conviver com estes valores?
Paulo tem consciência de que está a pedir aos seus cristãos algo realmente difícil; mas é algo que é fundamental, à luz do exemplo de Cristo.
Também a nós é pedido um passo em frente neste difícil caminho da humildade, do serviço, do amor: será possível que, também aqui, sejamos as testemunhas da lógica de Deus?

Palavra de Deus para a semana de 29 de setembro  a 4 de outubro


29
Seg
S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael, Arcanjos – FESTA
Dan 7, 9-10. 13-14 ou Ap 12, 7-12a - Salmo 137 (138) - Jo 1, 47-51      
Bendizei o Senhor todos os seus exércitos,
poderosos executores da sua vontade.
30
Ter
S. Jerónimo, presbítero e doutor da Igreja – MO
Job 3, 1-3. 11-17. 20-2 -  Salmo 87 (88) - Lc 9, 51-56
O Filho do homem veio para servir e dar a vida pela redenção dos homens.
1
Qua
S. Teresa do Menino Jesus, virgem e doutora da Igreja – MO
Job 9, 1-12. 14-16 - Salmo 87 (88) - Lc 9, 57-62
Considero todas as coisas como prejuízo,
para ganhar a Cristo e n’Ele me encontrar.
2
Qui
Santos Anjos da Guarda – MO
Job 19, 21-27 - Salmo 26 (27) - Mt 18, 1-5. 10
Está próximo o reino de Deus: arrependei-vos e acreditai no Evangelho.
3
Sex
Job 38, 1. 12-21; 40, 3-5 - Salmo 138 (139) - Lc 10, 13-16
Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações.
4
Sáb
S. Francisco de Assis – MO
Job 42, 1-3.5-6.12-16 (hebr. 1-3.5-6.12-17) - Salmo 118 (119) - Lc 10, 17-24
Bendito sejais, ó Pai, Senhor do céu e da terra,
porque revelastes aos pequeninos os mistérios do reino.



PREPARANDO A LITURGIA PARA O DOMINGO XXVII DO TEMPO COMUM


Is 5, 1-7                                 «A vinha do Senhor do Universo é a casa de Israel»

Salmo     79 (80)                  A vinha do Senhor é a casa de Israel.

Filip 4, 6-9                            «Ponde isto em prática e o Deus da paz estará convosco»

Mt 21, 33-43                       «Arrendará a vinha a outros vinhateiros»


Intenções para a Eucaristia de 28 de setembro (10:00h)

Maria Emília Ferreira, da Sra. da Piedade; Manuel Vieira Ribeiro, pais e sogros; Manuel Alfredo da Fonseca Soares; Joaquim Moreira e esposa, do Alto; Maria Luísa de Sousa e marido, de Vila Nova; Joaquim Vieira e esposa, das Regadas; Gualter Ferraz Pinto, de Vila Nova; Maria Emília Leal Teixeira; Maria da Conceição Aguiar Pinto

Intenções para a Eucaristia de 4 de outubro (19:30h)



Aniv. Nat. Maria Conceição Soares; João de Jesus Pinto, de Requim, Mãe e sogros; Natália Fernanda da Silva Alves e seus avós; Margarida Teixeira de Jesus, marido e filho; Antero Pinto; Maria Rosa Leal Pinheiro; Emídio Luís, Maria da Conceição Alves e filho; António Pinto Melo; Alexandre da Silva Azeredo

Agenda

4 out
    •  Oração de Vésperas 1º Sábado, igreja, 19:00h
    • Eucaristia, igreja, 19:30h
11 out
    • Eucaristia, igreja, 18:30h

A parábola dos dois filhos chamados para trabalhar “na vinha” do pai sugere que, na perspetiva de Deus, todos os seus filhos são iguais e têm a mesma responsabilidade na construção do Reino. Deus tem um projeto para o mundo e quer ver todos os seus filhos – sem distinção de raça, de cor, de estatuto social, de formação intelectual – implicados na concretização desse projeto. Ninguém está dispensado de colaborar com Deus na construção de um mundo mais humano, mais justo, mais verdadeiro, mais fraterno.   Tenho consciência de que também eu sou chamado a trabalhar na vinha de Deus?  
Diante do chamamento de Deus, há dois tipos de resposta… Há aqueles que escutam o chamamento de Deus, mas não são capazes de vencer o imobilismo, a preguiça, o comodismo, o egoísmo, a autossuficiência e não vão trabalhar para a vinha (mesmo que tenham dito “sim” a Deus e tenham sido batizados); e há aqueles que acolhem o chamamento de Deus e que lhe respondem de forma generosa. De que lado estou eu? Estou disposto a comprometer-me com Deus, a aceitar os seus desafios, a empenhar-me na construção de um mundo mais bonito e mais feliz, ou prefiro demitir-me das minhas responsabilidades e renunciar a ter um papel ativo no projeto criador e salvador que Deus tem para os homens e para o mundo? 
O que é que significa, exatamente, dizer “sim” a Deus? É ser batizado ou crismado? É casar na igreja? É ir todos os dias à missa? Atenção: na parábola apresentada por Jesus, não chega dizer um “sim” inicial a Deus; mas é preciso que esse “sim” inicial se confirme, depois, num verdadeiro empenho na “vinha” do Senhor. Ou seja: não bastam palavras e declarações de boas intenções; é preciso viver, dia a dia, os valores do Evangelho, seguir Jesus nesse caminho de amor e de entrega que Ele percorreu, construir, com gestos concretos, um mundo de justiça, de bondade, de solidariedade, de perdão, de paz. Como me situo face a isto: sou um cristão “de registo”, que tem o nome nos livros da paróquia, ou sou um cristão “de facto”, que dia a dia procura acolher a novidade de Deus, perceber os seus desafios, responder aos seus apelos e colaborar com Ele na construção de uma nova terra, de justiça, de paz, de fraternidade, de felicidade para todos os homens?