16 de setembro de 2012

DOMINGO XXIV DO TEMPO COMUM


DOMINGO XXIV DO TEMPO COMUM

16 de setembro de 2012

 Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me



A liturgia do 24º Domingo do Tempo Comum diz-nos que o caminho da realização plena do homem passa pela obediência aos projectos de Deus e pelo dom total da vida aos irmãos. Ao contrário do que o mundo pensa, esse caminho não conduz ao fracasso, mas à vida verdadeira, à realização plena do homem.

A primeira leitura apresenta-nos um profeta anónimo, chamado por Deus a testemunhar a Palavra da salvação e que, para cumprir essa missão, enfrenta a perseguição, a tortura, a morte. Contudo, o profeta está consciente de que a sua vida não foi um fracasso: quem confia no Senhor e procura viver na fidelidade ao seu projecto, triunfará sobre a perseguição e a morte. Os primeiros cristãos viram neste “servo de Jahwéh” a figura de Jesus.

A segunda leitura lembra aos crentes que o seguimento de Jesus não se concretiza com belas palavras ou com teorias muito bem elaboradas, mas com gestos concretos de amor, de partilha, de serviço, de solidariedade para com os irmãos.

No Evangelho, Jesus é apresentado como o Messias libertador, enviado ao mundo pelo Pai para oferecer aos homens o caminho da salvação e da vida plena. Cumprindo o plano do Pai, Jesus mostra aos discípulos que o caminho da vida verdadeira não passa pelos triunfos e êxitos humanos, mas pelo amor e pelo dom da vida (até à morte, se for necessário). Jesus vai percorrer esse caminho; e quem quiser ser seu discípulo, tem de aceitar percorrer um caminho semelhante.


LITURGIA DA PALAVRA DO DOMINGO XXIV DO TEMPO COMUM


I Leitura:                            Is 50, 5-9a

«Apresentei as costas àqueles que me batiam»


Esta leitura do Antigo Testamento fala-nos de uma personagem a que a Sagrada Escritura dá o nome de “Servo do Senhor”. Apresenta-se como alguém obediente a Deus, sujeito a muitas humilhações, mas sempre confiante no Senhor, e que, por fim, Deus exaltará na glória. É a figura típica de Jesus na sua Paixão, obediente até à morte na Cruz, exaltado na glória da Ressurreição, como o Evangelho O vai apresentar.        

               

Salmo    114

Refrão:                                                Caminharei na terra dos vivos

                            na presença do Senhor.


II Leitura:                            Tg 2, 14-18

«A fé sem obras está morta»


A pregação de S. Tiago é muito concreta. A fé vive-se na prática da vida de cada dia, sobretudo nas relações com o próximo, que hão-de ter sempre a caridade como fundamento. A fé supõe a aceitação total da palavra de Deus, no pensar, no querer, no agir. Acreditar não é apenas admitir com a inteligência a verdade que a Igreja ensina, mas viver, em toda a vida, dessa mesma verdade. Doutro modo, a fé estaria morta, e a fé é um princípio de vida.             


ALELUIA              Toda a minha glória está na cruz do Senhor,

por quem o mundo está crucificado para mim

e eu para o mundo.                                                     

               

Evangelho:                         Mc 8, 27-35

«Tu és o Messias... O Filho do homem tem de sofrer muito»


Jesus anuncia, pela primeira vez, a sua Paixão, depois de Pedro ter feito um acto de fé na sua missão de Messias. Ao ouvir falar da Paixão Pedro escandaliza-se. Não consegue ligar as ideias de Messias com a do sofrimento, muito menos com a da Morte. Não tinha ainda compreendido as palavras sobre o “Servo de Deus” sofredor de que fala a primeira leitura.


PALAVRA DE DEUS PARA A SEMANA DE 17  A  22  SETEMBRO

seg 17 set
São Roberto Belarmino, bispo e doutor da Igreja  (M F)

1 Cor 11, 17-26. 33 – 39 – Lc 7, 1-10

“nem em Israel encontrei uma grande fé”

ter 18 set
1 Cor 12, 12-14. 27-31a   – Salmo 99 – Lc 7, 11-17

“Jovem, Eu te digo: levanta-te”

qua 19 set
São Januário, bispo e mártir  (M F)

1 Cor 12, 31-13, 13 – Salmo 32 – Lc 7, 31-35

“Tocámos flauta e não dançastes, entoámos cânticos de luto e não chorastes”

qui 20 set
Santos André Kim Taegon, presbítero, Paulo Chang Hasang e companheiros, mártires   (M O)

1 Cor 15, 1-11 – Salmo 117 – Lc 7, 36-50

“São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou”

sex 21 set
São Mateus, Apóstolo   (F)

Ef 4, 1-7. 11-17 – Salmo 18 A – Mt 9, 9-13

“Segue-Me: ele levantou-se e seguiu Jesus”

sáb 22 set
1 Cor 15, 35-37. 42-49 – Salmo 55 – Lc  8, 4-15

A semente que caiu em boa terra são aqueles que conservam a palavra e dão fruto pela sua perseverança”


PREPARANDO A LITURGIA PARA  O PRÓXIMO DOMINGO:


Sab 2, 12.17-20

«Condenemo-lo à morte infamante»


Salmo  53           

O Senhor sustenta a minha vida.


Tg 3, 16 – 4, 3

«O fruto da justiça semeia-se na paz

para aqueles que praticam a paz»


Mc 9, 30-37

«O Filho do homem vai ser entregue...

Quem quiser ser o primeiro será o servo de todos»


INTENÇÕES LEMBRADAS NA EUCARISTIA  DE 16 DE SETEMBRO

  

·         David Tendela Pereira e sua mãe; 3.º aniversário de João de Jesus Pinto; Luísa Pereira e marido, do Alto; Albino Teixeira Pinto e esposa, de Requim; Carlos André; 30.º dia por Rosa Pereira de Jesus; José de Azeredo e Silva; António Monteiro Teixeira

INTENÇÕES PARA A EUCARISTIA  DE 23 DE SETEMBRO   (09:30h)


·         Rosa de Jesus; Associados da Mensagem de Fátima; Maria da Conceição Moreira, de Vila; António Carneiro Silva e sogro; Manuel Barbosa Araújo; Manuel da Silva Pinto; Martinho da Silva Pereira; António Araújo, das Lapas; Manuel Pinto da Costa; Maria Emília Ferreira, da Sra. Da Piedade; em honra de Nossa Sra. Da Piedade

50 anos de Partilha do Dom de Deus

   22 de Setembro: Oração de Taizé,

por diác. José Tavares da paróquia de Espinho

Auditório do CDF, 21:00h

Quem são os verdadeiros discípulos de Jesus? Muitos de nós receberam uma catequese que insistia em ritos, em fórmulas, em práticas de piedade, em determinadas obrigações legais, mas que deixou para segundo plano o essencial: o seguimento de Jesus. A identidade cristã constrói-se à volta de Jesus e da sua proposta de vida. Que nenhum de nós tenha dúvidas: ser cristão é bem mais do que ser baptizado, ter casado na igreja, organizar a festa do santo padroeiro da paróquia, ou dar-se bem com o padre… Ser cristão é, essencialmente, seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida. O cristão é aquele que faz de Jesus a referência fundamental à volta da qual constrói toda a sua existência; e é aquele que renuncia a si mesmo e que toma a mesma cruz de Jesus.

O que é “renunciar a si mesmo”? É não deixar que o egoísmo, o orgulho, o comodismo, a auto-suficiência dominem a vida. O seguidor de Jesus não vive fechado no seu cantinho, a olhar para si mesmo, indiferente aos dramas que se passam à sua volta, insensível às necessidades dos irmãos, alheado das lutas e reivindicações dos outros homens; mas vive para Deus e na solidariedade, na partilha e no serviço aos irmãos.

O que é “tomar a cruz”? É amar até às últimas consequências, até à morte. O seguidor de Jesus é aquele que está disposto a dar a vida para que os seus irmãos sejam mais livres e mais felizes. Por isso, o cristão não tem medo de lutar contra a injustiça, a exploração, a miséria, o pecado, mesmo que isso signifique enfrentar a morte, a tortura, as represálias dos poderosos.

10 de setembro de 2012

DOMINGO XXIII DO TEMPO COMUM


DOMINGO XXIII DO TEMPO COMUM

09 de setembro de 2012


Tudo o que faz é admirável: faz que os surdos oiçam e que os mudos falem




A liturgia do 23º Domingo do Tempo Comum fala-nos de um Deus comprometido com a vida e a felicidade do homem, continuamente apostado em renovar, em transformar, em recriar o homem, de modo a fazê-lo atingir a vida plena do Homem Novo.
Na primeira leitura, um profeta da época do exílio na Babilônia garante aos exilados, afogados na dor e no desespero, que Jahwéh está prestes a vir ao encontro do seu Povo para o libertar e para o conduzir à sua terra. Nas imagens dos cegos que voltam a contemplar a luz, dos surdos que voltam a ouvir, dos coxos que saltarão como cervos e dos mudos a cantar com alegria, o profeta representa essa vida nova, excessiva, abundante, transformadora, que Deus vai oferecer a Judá.
A segunda leitura dirige-se àqueles que acolheram a proposta de Jesus e se comprometeram a segui-l’O no caminho do amor, da partilha, da doação. Convida-os a não discriminar ou marginalizar qualquer irmão e a acolher com especial bondade os pequenos e os pobres.
No Evangelho, Jesus, cumprindo o mandato que o Pai Lhe confiou, abre os ouvidos e solta a língua de um surdo-mudo… No gesto de Jesus, revela-se esse Deus que não Se conforma quando o homem se fecha no egoísmo e na auto-suficiência, rejeitando o amor, a partilha, a comunhão. O encontro com Cristo leva o homem a sair do seu isolamento e a estabelecer laços familiares com Deus e com todos os irmãos, sem excepção.
LITURGIA DA PALAVRA DO DOMINGO XXIII DO TEMPO COMUM
I Leitura:                            Is 35, 4-7a
«Então se desimpedirão os ouvidos dos surdos
e a língua do mudo cantará de alegria»
O profeta anuncia a hora da libertação depois do exílio de Babilónia com imagens de curas cheias de alegria. Jesus há-de realizar à letra estas e outras imagens, mostrando assim que chegara com Ele a hora da salvação, desde longe anunciada.
               
Salmo    145
Refrão:                                Ó minha alma, louva o Senhor.
II Leitura:                            Tg 2, 1-5
«Não escolheu Deus os pobres para serem herdeiros do reino?»
Tg 2, 1-5
«Não escolheu Deus os pobres
para serem herdeiros do reino?»
Deus não faz acepção de pessoas. Assim também o cristão não a há-de fazer; pelo contrário, o amor de Deus, mostra-se mais benevolente para com os mais pobres e os mais desprezados. O cristão há-de dar maior atenção aos que dela mais precisarem.   
ALELUIA                                                            
                Jesus pregava o Evangelho do reino
e curava todas as enfermidades entre o povo.                                                
Evangelho:                         Mc 7, 31-37
«Faz que os surdos oiçam e que os mudos falem»
Aquilo que os Profetas anunciaram, veio Jesus realizá-lo, mostrando assim que, com Ele, tinham chegado os tempos tão esperados do reino de Deus, que os surdos podiam agora escutar a palavra de Deus, que os mudos podiam proclamar o louvor do Senhor, que todos os homens podiam reconhecer n’Ele o Enviado de Deus e o seu Salvador.            
PALAVRA DE DEUS PARA A SEMANA DE 10  A  15  SETEMBRO
seg 10 set
1 Cor 5, 1-8 – salmo 5 – Lc 6, 6-11
“Observavam jesus para ver se Ele ia curar ao Sábado”
ter 11 set
1 Cor 6, 1-11 – Salmo 149 – Lc 6, 12-19
“Passou a noite em oração. E escolheu doze, a quem chamou apóstolos”.
quar 12 set
Santíssimo Nome da Maria   (M F)
1 Cor 7, 25-31 – Salmo448 – Lc 6, 20-26
“Bem aventurados os pobres. Ai de vós, os ricos!”
qui 13 set
São João Crisóstomo, bispo e doutor da Igreja   (M O)
1 Cor 8, 1b-7. 11-13 – Salmo 138 – Lc 6, 27-38
Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso.”
sex 14 set
Exaltação da santa Cruz  (F)
Nm 21, 4b-9 – salmo 77 – Fl 2, 6-11 – Jo 3, 13-17
“O Filho do homem será exaltado”
sab 15
Nossa Senhora das Dores   (M O)
Hb 5, 7-9 – Salmo 30 – Jo 19, 25-27 ou Lc 2, 33-35
“Eis o teu filho… Eis a tua mãe”
PREPARANDO A LITURGIA PARA  O PRÓXIMO DOMINGO:
Is 50, 5-9a
«Apresentei as costas àqueles que me batiam»
Salmo 114
Caminharei na terra dos vivos, na presença do Senhor
Tg 2, 14-18
«A fé sem obras está morta»
Mc 8, 27-35
«Tu és o Messias... O Filho do homem tem de sofrer muito»
INTENÇÕES LEMBRADAS NA EUCARISTIA  DE 9 DE SETEMBRO  
·         Emídio Luís; António Pinto Melo; Alexandre da Silva Azeredo; Maria Pinto da Costa e marido, de Requim; António da Silva Pinto e seus pais; António da Silva Luís; Manuel Joaquim Teixeira; Luís Vieira e Maria da Conceição Pinheiro da Silva; Helena de Jesus Martins, marido e filho; Missa da Associação por Maria Emília Leal Teixeira; José de Sousa, do Carreiro; Albano Ferraz, do Carreiro

INTENÇÕES PARA A EUCARISTIA  DE 16 DE SETEMBRO   (10:00h)
·         David Tendela Pereira e sua mãe; Missa de 3.º aniversário de João de Jesus Pinto; Luísa Pereira e marido, do Alto; Albino Teixeira Pinto e esposa, de Requim; Carlos André; Missa de 30.º dia por Rosa Pereira de Jesus; José de Azeredo e Silva; António Monteiro Teixeira
50 anos de Partilha do Dom de Deus
Ø  15 de Setembro: Atividades desportivas
Pavilhão Desportivo do CDF, 15:00h
Ø  22 de Setembro: Oração de Taizé,
por diác. José Tavares da paróquia de Espinho
Auditório do CDF, 21:00h
Somos surdos quando escutamos os gritos dos injustiçados e lavamos as nossas mãos; somos surdos quando toleramos estruturas que geram injustiça, miséria, sofrimento e morte; somos surdos quando pactuamos com valores que tornam o homem mais escravo e mais dependente; somos surdos quando encolhemos os ombros, indiferentes, face à guerra, à fome, à injustiça, à doença, ao analfabetismo; somos surdos quando temos vergonha de testemunhar os valores em que acreditamos; somos surdos quando nos demitimos das nossas responsabilidades e deixamos que sejam os outros a comprometer-se e a arriscar; somos surdos quando calamos a nossa revolta por medo, cobardia ou calculismo; somos surdos quando nos resignamos a vegetar no nosso sofá cómodo, sem nos empenharmos na construção de um mundo novo…
O encontro com Cristo tira-nos da mediocridade e desperta-nos para o compromisso, para o empenho, para o testemunho. Leva-nos a sair do nosso isolamento e a estabelecer laços familiares com Deus e com todos os nossos irmãos, sem excepção. 






2 de setembro de 2012

XXII DOMINGO DO TEMPO COMUM


DOMINGO XXII DO TEMPO COMUM
02 de setembro de 2012
 Este povo honra-Me com os lábios,
mas o seu coração está longe de Mim
 A liturgia do 22º Domingo do Tempo Comum propõe-nos uma reflexão sobre a “Lei”. Deus quer a realização e a vida plena para o homem e, nesse sentido, propõe-lhe a sua “Lei”. A “Lei” de Deus indica ao homem o caminho a seguir. Contudo, esse caminho não se esgota num mero cumprimento de ritos ou de práticas vazias de significado, mas num processo de conversão que leve o homem a comprometer-se cada vez mais com o amor a Deus e aos irmãos.
A primeira leitura garante-nos que as “leis” e preceitos de Deus são um caminho seguro para a felicidade e para a vida em plenitude. Por isso, o autor dessa catequese recomenda insistentemente ao seu Povo que acolha a Palavra de Deus e se deixe guiar por ela.
A segunda leitura convida os crentes a escutarem e acolherem a Palavra de Deus; mas avisa que essa Palavra escutada e acolhida no coração tem de tornar-se um compromisso de amor, de partilha, de solidariedade com o mundo e com os homens.
No Evangelho, Jesus denuncia a atitude daqueles que fizeram do cumprimento externo e superficial da “lei” um valor absoluto, esquecendo que a “lei” é apenas um caminho para chegar a um compromisso efectivo com o projecto de Deus. Na perspectiva de Jesus, a verdadeira religião não se centra no cumprimento formal das “leis”, mas num processo de conversão que leve o homem à comunhão com Deus e a viver numa real partilha de amor com os irmãos.

LITURGIA DA PALAVRA DO DOMINGO XXII DO TEMPO COMUM

I Leitura:                            Deut 4, 1-2.6-8

«Não acrescentareis nada ao que vos ordeno...
mas guardareis os mandamentos do Senhor»

Já à vista da Terra Prometida, Moisés recorda ao Povo de Israel a conveniência em observar a Lei de Deus, a sua perfeição e superioridade em comparação com as leis dos outros povos. A lei de Deus é a única luz que ensina aos homens o caminho da vida autêntica e verdadeiramente feliz. Mas essa lei procura antes de mais educar o coração do homem.
               
Salmo    14
Refrão:                Quem habitará, Senhor, no vosso santuário?  

II Leitura:                            Tg 1, 17-18.21b-22.27

«Sede cumpridores da palavra»

Começamos hoje a ler, e leremos ainda durante mais alguns domingos, a Epístola de S. Tiago. A passagem que hoje escutamos diz-nos que tudo o que há de bom vem de Deus, e Deus tudo criou pela sua palavra. Esta palavra continua a fazer ouvir-se no mundo e como que lançou em nós as suas raízes. Por isso, a nossa vida cristã consistirá em fazer que essa palavra desabroche em nós, dando muito fruto.               
ALELUIA                                             Tg 1, 18

Deus Pai nos gerou pela palavra da verdade,
para sermos como primícias das suas criaturas.
                                                                              
Evangelho:                         Mc 7, 1-8.14-15.21-23

«Deixais o mandamento de Deus
para vos prenderdes à tradição dos homens»

A palavra de Deus pode vir a ser adulterada pelas palavras dos homens, mesmo quando pretendem explicar e aplicar a palavra de Deus. O Senhor adverte-nos para que saibamos ler a palavra de Deus à luz do Espírito de Deus, que a inspirou, e não com a visão estreita e acanhada, e, por vezes, interesseira, do nosso espírito, demasiado humano e limitado. A palavra de Deus é espírito e vida, e não apenas letra, que, por si só, pode matar.

 PALAVRA DE DEUS PARA A SEMANA DE 3  A  8 DE  SETEMBRO
seg 3 set
São Gregório magno, Papa e doutor da Igreja  (MO)
1 Cor 2, 1-5 – Salmo 118 – Lc 4, 16-30
“Ele enviou-Me para anunviar a boa nova aos pobres…
Nenhum profeta é bem recebido na sua terra.”

ter 4 set
1 Cor 2, 10b-16 – Salmo 144 – Lc 4, 31-37
“Eu sei quem Tu és: o Santo de Deus.”

quar 5 set
1 Cor 3, 1-9 – Salmo 32 – Lc 4, 38-44
“Tenho de ir também às outras cidades anunciar a boa nova do Reino de Deus.”

qui 6 set
1 Cor 3, 18-23 – Salmo 23 – Lc 5, 1-11
“Deixaram tudo e seguiram Jesus.”

sex7 set
1 Cor 4, 1-5 – Salmo 36 – Lc 5, 33-39
“Dias virão em que o noivo lhes será tirado…
Nesses dias jejuarão.”

sáb 8 set
Natividade da Virgem Maria    (F)
Mq 5, 1-4a  ou Rm 8, 28-30 – Salmo 12 – Mt 1, 1-16. 18-23
“O que nela se gerou é fruto do Espírito Santo

INTENÇÕES LEMBRADAS NA EUCARISTIA  DE 2 DE SETEMBRO  
·         João de Jesus Pinto, de Requim e sua mãe; Natália Fernanda da Silva Alves e seus avós; Margarida Teixeira de Jesus, marido e filho; António Vieira, esposa e filho; Joaquim Pinto Vieira e esposa; Maria Rosa Leal Pinheiro; 7.º dia por António Joaquim Morais; Pais de Celeste, de Requim; Maria da Conceição da Silva da Quinta; Emílio Soares Nunes; Margarida Vales Acção de Graças ao Santíssimo Sacramento e à Sra. da Boa Viagem; em honra da Sra. da Saúde e da Sra. dos Aflitos; 7.º dia por Maria Emília Leal Teixeira


INTENÇÕES PARA A EUCARISTIA  DE 9 DE SETEMBRO   (10:00h)
·         Emídio Luís; António Pinto Melo; Alexandre da Silva Azeredo; Maria Pinto da Costa e marido, de Requim; António da Silva Pinto e seus pais; António da Silva Luís; Manuel Joaquim Teixeira; Luís Vieira e Maria da Conceição Pinheiro da Silva; Helena de Jesus Martins, marido e filho; da Associação por Maria Emília Leal Teixeira



 50  anos de Partilha do Dom de Deus

    09 de setembro: Ao Encontro dos Avós.
Adro da Igreja, , 16:00h             

15 de Setembro: Atividades desportivas
Pavilhão Desportivo do CDF, 15:00h



                       22 de Setembro: Oração de Taizé,
            por diác. José Tavares da paróquia de Espinho
21:00h


A Palavra de Deus que escutamos e que acolhemos no coração deve conduzir-nos à acção. Se ficamos apenas pela escuta e pela contemplação da Palavra, ela torna-se estéril e inútil. É preciso transformar essa Palavra que escutamos em gestos concretos, que nos levem à conversão e que tragam um acréscimo de vida para o mundo. A Palavra de Deus que escutamos tem de nos levar ao compromisso – à luta pela justiça, pela paz, pela dignidade dos nossos irmãos, pelos direitos dos pobres, por um mundo mais fraterno e mais cristão.




















Domingo XXII do Tempo Comum, Vésperas I

VÉSPERAS I
DOMINGO XXII TEMPO COMUM
02 de setembro de 2012




V.           Deus, vinde em nosso auxílio.
R.            Senhor, socorrei-nos e salvai-nos.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.

Hino
Luz esplendente da santa glória
Do Pai celeste, imortal,
Santo e glorioso Jesus Cristo!

Sois digno de ser cantado a toda a hora e momento
Por vozes inocentes,
Ó Filho de Deus que nos dais a vida.

Dissipais as trevas do universo
E iluminais o espírito do homem,
Vencendo a noite com a luz da fé.

Luz da Luz sem ocaso,
Imagem clara do esplendor divino:
O céu e a terra proclamam a vossa glória.

Chegada a hora do sol poente,
Contemplando a luz do entardecer,
Cantamos ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo


SALMODIA

Ant. 1 – A vossa palavra, Senhor,
    é luz dos meus caminhos.  Aleluia.

Salmo 118 (119)               Elogio da lei divina

Eu sou o caminho, a verdade e a vida:
quem Me segue terá a luz da vida (Jo 14, 6; 8, 12)

A vossa palavra é farol para os meus passos *
                e luz para os meus caminhos.

Jurei e estou decidido *
                 a guardar os vossos justos juízos.

Estou em grande aflição, Senhor, *
                 fazei-me viver, segundo a vossa palavra.

Senhor, aceitai os louvores da minha boca *
                 e dai-me a conhecer os vossos justos juízos.

A minha vida anda em constante perigo, *
                  mas nunca me esqueço da vossa lei.

Embora os pecadores me armem um laço, *
                nunca me afasto dos vossos preceitos.

As vossas ordens são minha herança eterna, *
                 são elas que dão alegria ao meu coração.

Habituei o meu coração a cumprir os vossos decretos, *
                  até ao fim e para todo o sempre.


Ant. 1 – A vossa palavra, Senhor,
    é luz dos meus caminhos.  Aleluia.



Ant. 2 - Dar-me-eis, Senhor,
                 a alegria plena em vossa presença. Aleluia

Salmo 15 (16)

O Senhor é a minha herança. Deus ressuscitou Jesus,
livrando-O das garras da morte (Actos 2, 24).

Defendei-me, Senhor: Vós sois o meu refúgio. *
 Digo ao Senhor: «Vós sois o meu Deus, †
                 sois o meu único bem».
Para os santos da terra, admiráveis em seu poder, *
vai todo o meu afecto.
Os que seguem deuses estranhos *
                  redobrem as suas penas.
 Não serei eu a fazer-lhes libações de sangue, *
                nem a invocar seus nomes com meus lábios.
  Senhor, porção da minha herança e do meu cálice, *
                  está nas vossas mãos o meu destino.
 Couberam-me em partilha terras aprazíveis: *
                muito me agrada a minha sorte.
 Bendigo o Senhor por me ter aconselhado, *
                até de noite me inspira interiormente.
 O Senhor está sempre na minha presença, *
                 com Ele a meu lado não vacilarei.
 Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta *
                e até o meu corpo descansa tranquilo.
Vós não abandonareis a minha alma na mansão dos mortos, *
                 nem deixareis o vosso fiel sofrer a corrupção.
Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida, *
                 alegria plena em vossa presença, †
                delícias eternas à vossa direita.

Ant. 2 - Dar-me-eis, Senhor,
 a alegria plena em vossa presença. Aleluia


Ant. 3-  Ao nome de Jesus, todos se ajoelhem
    no céu e na terra.  Aleluia.

Cântico                Filip 2, 6-11

Cristo, Servo de Deus

Cristo Jesus, que era de condição divina, *
                  não Se valeu da sua igualdade com Deus, †
                 mas aniquilou-Se a Si próprio.
 Assumindo a condição de servo, *
                 tornou-Se semelhante aos homens.
Aparecendo como homem,
humilhou-Se ainda mais, *
                 obedecendo até à morte e morte de cruz.

 Por isso Deus O exaltou *
                 e Lhe deu o nome que está acima de todos os nomes,
para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem, *
                no céu, na terra e nos abismos,
e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, *
                para glória de Deus Pai.

Ant. 3- Ao nome de Jesus, todos se ajoelhem
    no céu e na terra.  Aleluia.

Leitura breve                      Col 1, 3-6a
A graça e a paz de Deus nosso Pai e de Jesus Cristo nosso Senhor estejam convosco. Damos graças a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, e oramos continuamente por vós.
Temos ouvido falar da vossa fé em Cristo Jesus e da caridade que tendes para com todos os cristãos, por causa da esperança que vos está reservada nos Céus, e de que tivestes conhecimento pela pregação da Palavra da verdade, o Evangelho, que chegou, até vós, e ao mundo inteiro, onde frutifica e se desenvolve, como no meio de vós.



Responsório breve
V. Desde o nascer ao pôr do sol,
seja louvado o nome do Senhor.
R. Desde o nascer ao pôr do sol,
seja louvado o nome do Senhor.
 V. A sua glória está acima dos céus.
R. Seja louvado o nome do Senhor
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Desde o nascer ao pôr do sol,
seja louvado o nome do Senhor.

Cântico Evangélico         Magnificat                         Lc 1,46-55   

Ant. - Acolhei generosamente a palavra que vos foi anunciada
           e pode salvar as vossas almas.

A minha alma glorifica ao Senhor *
                e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
Porque pôs os olhos na humildade da sua serva: *
                de hoje em diante me chamarão bem-aventurada                                                        todas as gerações.
Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: *
                Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração *
                 sobre aqueles que O temem.
Manifestou o poder do seu braço*
                e dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos de seus tronos *
                e exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens *
                e aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo, *
                 lembrado da sua misericórdia,
como tinha prometido a nossos pais, *
                a Abraão e à sua descendência para sempre.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,*
                 como era no princípio, agora e sempre. Amen.

Ant. - Acolhei generosamente a palavra que vos foi anunciada
           e pode salvar as vossas almas.

Preces
Dêmos graças a Deus, que auxilia e protege o povo que escolheu para sua herança, e, recordando o seu amor para connosco,
aclamemos dizendo:

Senhor, nós temos confiança em Vós.

Nós Vos pedimos, Deus de bondade, pelo Santo Padre, o Papa
Bento, e pelo nosso Bispo Manuel:
— protegei-os com o vosso poder e santificai-os com a vossa graça.

Confortai os doentes e ajudai-os a participar com o seu sofrimento
na paixão de Cristo,
— para que sintam continuamente a sua consolação.

Olhai com amor para os que não têm casa onde se abriguem
— e fazei que encontrem uma digna habitação.

Dignai-Vos multiplicar e conservar os frutos da terra,
— para que a ninguém falte o pão de cada dia.

Defendei a nossa terra de todo o mal
— e aumentai entre nós a prosperidade e a paz.

Tende piedade dos defuntos
— e abri-lhes as portas do Céu


Pai Nosso…

Oração
Deus do universo, de quem procede todo o dom perfeito, infundi em nossos corações o amor do vosso nome e, estreitando a nossa união convosco, dai vida ao que em nós é bom e protegei com solicitude esta vida nova.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo, amén.

«Deixais o mandamento de Deus
para vos prenderdes à tradição dos homens»


Naquele tempo, reuniu-se à volta de Jesus um grupo de fariseus e alguns escribas que tinham vindo de Jerusalém. Viram que alguns dos discípulos de Jesus comiam com as mãos impuras, isto é, sem as lavar. – Na verdade, os fariseus e os judeus em geral não comem sem ter lavado cuidadosamente as mãos, conforme a tradição dos antigos. Ao voltarem da praça pública, não comem sem antes se terem lavado. E seguem muitos outros costumes a que se prenderam por tradição, como lavar os copos, os jarros e as vasilhas de cobre –. Os fariseus e os escribas perguntaram a Jesus: «Porque não seguem os teus discípulos a tradição dos antigos, e comem sem lavar as mãos?». Jesus respondeu-lhes: «Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. É vão o culto que Me prestam, e as doutrinas que ensinam não passam de preceitos humanos’. Vós deixais de lado o mandamento de Deus, para vos prenderdes à tradição dos homens».
Depois, Jesus chamou de novo a Si a multidão e começou a dizer-lhe: «Escutai-Me e procurai compreender. Não há nada fora do homem que ao entrar nele o possa tornar impuro. O que sai do homem é que o torna impuro; porque do interior do homem é que saem as más intenções: imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, cobiças, injustiças, fraudes, devassidão, inveja, difamação, orgulho, insensatez. Todos estes vícios saem do interior do homem e são eles que o tornam impuro».

Mc 7, 1-8.14-15.21-23