13 de abril de 2014

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor


A liturgia deste último domingo da Quaresma convida-nos a contemplar esse Deus que, por amor, desceu ao nosso encontro, partilhou a nossa humanidade, fez-Se servo dos homens, deixou-Se matar para que o egoísmo e o pecado fossem vencidos. A cruz apresenta-nos a lição suprema, o último passo desse caminho de vida nova que, em Jesus, Deus nos propõe: a doação da vida por amor.
A primeira leitura apresenta-nos um profeta anónimo, chamado por Deus a testemunhar no meio das nações a Palavra da salvação. Apesar do sofrimento e da perseguição, o profeta confiou em Deus e concretizou, com teimosa fidelidade, os projetos de Deus. Os primeiros cristãos viram neste “servo” a figura de Jesus.
A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de Cristo. Ele prescindiu do orgulho e da arrogância, para escolher a obediência ao Pai e o serviço aos homens, até ao dom da vida. É esse mesmo caminho de vida que a Palavra de Deus nos propõe.
O Evangelho convida-nos a contemplar a paixão e morte de Jesus: é o momento supremo de uma vida feita dom e serviço, a fim de libertar os homens de tudo aquilo que gera egoísmo e escravidão. Na cruz, revela-se o amor de Deus – esse amor que não guarda nada para si, mas que se faz dom total.
Celebrar a paixão e a morte de Jesus é abismar-se na contemplação de um Deus a quem o amor tornou frágil… Por amor, Ele veio ao nosso encontro, assumiu os nossos limites e fragilidades, experimentou a fome, o sono, o cansaço, conheceu a mordedura das tentações, tremeu perante a morte, suou sangue antes de aceitar a vontade do Pai; e, estendido no chão, esmagado contra a terra, atraiçoado, abandonado, incompreendido, continuou a amar. Desse amor resultou vida plena, que Ele quis repartir connosco “até ao fim dos tempos”: esta é a mais espantosa história de amor que é possível contar; ela é a boa notícia que enche de alegria o coração dos crentes.
Contemplar a cruz, onde se manifesta o amor e a entrega de Jesus, significa assumir a mesma atitude e solidarizar-se com aqueles que são crucificados neste mundo: os que sofrem violência, os que são explorados, os que são excluídos, os que são privados de direitos e de dignidade… Olhar a cruz de Jesus significa denunciar tudo o que gera ódio, divisão, medo, em termos de estruturas, valores, práticas, ideologias; significa evitar que os homens continuem a crucificar outros homens; significa aprender com Jesus a entregar a vida por amor… Viver deste jeito pode conduzir à morte; mas o cristão sabe que amar como Jesus é viver a partir de uma dinâmica que a morte não pode vencer: o amor gera vida nova e introduz na nossa carne os dinamismos da ressurreição.       ~

Liturgia da Palavra do Domingo de Ramos na Paixão do Senhor


I Leitura                 Is. 50, 4-7

Não desviei o meu rosto dos que Me ultrajavam,
mas sei que não ficarei desiludido

Esta leitura é um dos chamados “Cânticos do Servo do Senhor”. Este Servo revela-se plenamente em Jesus, na sua Paixão: Ele escuta a palavra do Pai e responde-lhe cheio de confiança, oferecendo-Se, em obediência total, pela salvação dos homens.


               
Salmo     21 (22)

Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?


II Leitura:             Filip 2, 6-11

Humilhou-Se a Si próprio; por isso Deus O exaltou

Esta leitura é também um cântico, mas agora do Novo Testamento, muito provavelmente em uso nas primitivas comunidades cristãs. Nele é celebrado o Mistério Pascal: Cristo fez-Se um de nós, obedeceu aos desígnios do Pai e humilhou-Se até à morte, e foi, por isso, exaltado até à glória de “Senhor”, que é a própria glória de Deus.


Aclamação ao Evangelho                   Filip 2, 8-9           

Louvor a Vós, Jesus Cristo, Rei da eterna glória
Cristo obedeceu até à morte
e morte de cruz.
Por isso Deus O exaltou
e Lhe deu um nome
que está acima de todos os nomes.


Evangelho:            Mt 26, 14 – 27, 66

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo

Todos os evangelistas apresentam a história da Paixão do Senhor. São Mateus escreve tendo em vista sobretudo os cristãos que vêm do meio dos judeus. Estes conhecem muito bem o Antigo Testamento e, por isso, ele faz referências frequentes a passagens deste Testamento nas quais manifesta que o que nelas estava anunciado se realizou na Paixão de Jesus. O Senhor é, de facto, o ponto de chegada de tudo o que antes tinha sido profetizado.


Oração:   “Acolhei como Jesus”

Vem, Senhor Jesus!
Contigo,
Abro o meu coração aos que vivem comigo!
Procuro olhar com olhos novos para tudo o que se passa à minha volta.
Por isso, quero acolher-Te todos os dias.

Vem, Senhor Jesus!
Contigo,
Quero transformar as minhas dificuldades e instabilidades
Em gesto de humildade, perdão e paz.

Vem, Senhor Jesus!
Contigo,
Encontro as palavras ideais
E me dou conta da que nem sempre penso antes de falar.
Por isso, que as minhas palavras sejam sinais da bondade.

Senhor Jesus, Rei do Universo,
Sinto-me feliz Contigo,
Quero acolher-Te todos os dias,
E todos os dias Contigo desejo viver.

«Hossana ao Filho de David!
Bendito O que vem em nome do Senhor!
Hossana nas alturas!»

Símbolo: Cruz
  

Palavra de Deus para a semana de 14 a 19 de abril

  
14
Seg
Is 42, 1-7 - Salmo 26 (27) - Jo 12, 1-11
Salve, Senhor, nosso Rei;
só Vós tivestes piedade dos nossos erros.
15
Ter
        Is 49, 1-6 - Salmo 70 (71) - Jo 13, 21-33. 36-38
Salve, Senhor, nosso Rei, obediente ao Pai,
que fostes levado como manso cordeiro à morte na cruz.
16
Qua
Is 50, 4-9ª - Salmo 68 (69) - Mt 26, 14-25
Salve, Senhor, nosso Rei;
só Vós tivestes piedade dos nossos erros.
17
Qui
Ex 12, 1-8. 11-14 - Salmo 115 (116) - 1 Cor 11, 23-26 - Jo 13, 1-15
Dou-vos um mandamento novo, diz o Senhor:
Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.
18
Sex
Is 52,13 - 53, 12 - Salmo 30 (31) - Hebr 4, 14-16 - 5, 7-9 - Jo 18, 1 - 19, 42
Cristo obedeceu até à morte e morte de cruz.
Por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome
que está acima de todos os nomes.
19
Sáb
Gen 1, 1 – 2, 2 ou Gen 1, 1. 26-31a
Gen 22, 1-18 ou Gen 22, 1-2. 9a. 10-13. 15-18 -- Ex 14, 15 – 15, 1
Is 54, 5-14 -- Is 55, 1-11 -- Bar 3, 9-15. 32 – 4, 4 -- Ez 36, 16-17a. 18-28 Rom 6, 3-11 -- Mt 28, 1-10


    DOMINGO DE PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR


    Act. 10, 34a, 37-43  

    Comemos e bebemos com Ele depois de ter ressuscitado dos mortos


    Salmo   117(118)

    Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria


    Col. 3, 1-4            

    Aspirai às coisas do alto onde está Cristo


    Jo 20, 1-9                             

    Ele tinha de ressuscitar dos mortos


    A vida é paixão. Nunca ficamos insensíveis diante de um apaixonado. Ou irrita ou seduz… De qualquer modo, ele provoca. Jesus foi apaixonado de Deus seu Pai. Uma só coisa contava para Ele: fazer a sua vontade. Ora, a vontade de Deus não era que seu Filho morresse, mas que fosse até ao fim do amor. Com o risco de dar a sua vida… e foi o que Ele fez.
    Jesus foi um apaixonado dos homens seus irmãos. Uma só coisa contava para Ele: salvar a humanidade, arrancando-a do egoísmo, da violência, do orgulho, da riqueza, da idolatria, de tudo o que leva à morte e à infelicidade… para lhe propor o serviço, o acolhimento, o perdão, a pobreza, tudo o que leva à vida e à felicidade, e que tem um nome: o Amor.
    Durante toda esta Semana Santa, ergamos os olhos para Cristo na sua Paixão por Deus seu Pai, na paixão pelos homens seus irmãos. Para que nós também sejamos apaixonados!

    Intenções para a Eucaristia de 13 de abril (9:30h)

    ·   30.º dia por Maria da Conceição Soares; Pais e irmã de Conceição Soares; Albino Teixeira Pinto e esposa, de Requim; António da Silva Luís, do Lameu; António Pereira da Silva Guimarães; Carlos André; José de Azeredo e Silva; Familiares de Madalena Teixeira de Almeida e António Casimiro Almeida; Rosa Pereira de Jesus

    Agenda

    16 abr:
      • Subir o Monte à Escuta de Deus!  – Adolescentes em Via Sacra, Braga - saída 8h

    17 abr:
      • 5ª feira Santa - Missa Vespertina da Ceia do Senhor - Igreja, 20:30h
            • Adoração ao Santíssimo Sacramento - Igreja, 21:30h
    18 abr:
      • 6ª feira Santa - Celebração da Paixão do Senhor - Igreja, 20:30h

    19 abr: 
      • Sábado Santo - Vigília Pascal:
                • Magrelos: 20:30h
                • S. Lourenço: 21:00h
                • Avessadas, convento: 21:30h
                • Ariz: 22:30h

    20 abr:
      • Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor - Eucaristia, igreja, 8:30h

    25 abr:
      • Passeio Paroquial - principal destino: Viana do Castelo

    6 de abril de 2014

    Domingo V Quaresma

    Acreditar



    Neste 5º Domingo da Quaresma, a liturgia garante-nos que o desígnio de Deus é a comunicação de uma vida que ultrapassa definitivamente a vida biológica: é a vida definitiva que supera a morte.
    Na primeira leitura, Deus oferece ao seu Povo exilado, desesperado e sem futuro (condenado à morte) uma vida nova. Essa vida vem pelo Espírito, que irá recriar o coração do Povo e inseri-lo numa dinâmica de obediência a Deus e de amor aos irmãos.
    A segunda leitura lembra aos cristãos que, no dia do seu Baptismo, optaram por Cristo e pela vida nova que Ele veio oferecer. Convida-os, portanto, a ser coerentes com essa escolha, a fazerem as obras de Deus e a viverem “segundo o Espírito”.
    O Evangelho garante-nos que Jesus veio realizar o desígnio de Deus e dar aos homens a vida definitiva. Ser “amigo” de Jesus e aderir à sua proposta (fazendo da vida uma entrega obediente ao Pai e um dom aos irmãos) é entrar na vida definitiva. Os crentes que vivem desse jeito experimentam a morte física; mas não estão mortos: vivem para sempre em Deus.
    Não há morte para os “amigos” de Jesus – isto é, para aqueles que acolhem a sua proposta e que aceitam fazer da sua vida uma entrega ao Pai e um dom aos irmãos. Os “amigos” de Jesus experimentam a morte física; mas essa morte não é destruição e aniquilação: é, apenas, a passagem para a vida definitiva. Mesmo que estejam privados da vida biológica, não estão mortos: encontraram a vida plena, junto de Deus. A história de Lázaro pretende representar essa realidade. No dia do nosso Baptismo, escolhemos essa vida plena e definitiva que Jesus oferece aos seus e que lhes garante a eternidade.
    Ao longo da nossa existência nesta terra, convivemos com situações em que somos tocados pela morte física daqueles a quem amamos… É natural que fiquemos tristes pela sua partida e por eles deixarem de estar fisicamente presentes a nosso lado. A nossa fé convida-nos, no entanto, a ter a certeza de que os “amigos” não são aniquilados: apenas encontraram essa vida definitiva, longe da debilidade e da finitude humanas.
    A vida é esperança. Estão vivos aqueles que esperam. Depois do momento do nosso nascimento, em que fomos criados, somos habitados pela esperança. Não cessamos de procurar, esperar, desejar. Neste tempo da Quaresma, somos convidados à conversão. A esperança opera uma mudança nos nossos comportamentos. Porque o nosso Deus é um Deus que fala, somos chamados por Ele. A esperança faz-nos escutar os seus apelos e responder-lhes. Sejamos vivos. Sê-lo-emos se nós esperamos.


    Liturgia da Palavra do Domingo V da Quaresma


    • I Leitura    
      Ez 37, 12-14
    Infundirei em vós o meu espírito e revivereis


    Depois de ter passado diante dos olhos, nos domingos anteriores, a história da salvação, no Antigo Testamento, através de alguns momentos mais significativos dessa história, chegamos hoje aos profetas. Eles são os homens que nos ensinam a interiorizar essa história e a apreender-lhe o sentido profundo. Toda ela se encaminha para Jesus Cristo, para a sua Ressurreição, que hoje é anunciada no Evangelho com a ressurreição de Lázaro. Por meio do profeta, Deus promete-nos o seu Espírito, que é em nós o princípio e a fonte da Ressurreição.
           
                   
    • Salmo     129 (130)
    No Senhor está a misericórdia
    e abundante redenção..

    • II Leitura:             Rom 8, 8-11
    O Espírito d’Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós


    O Espírito de Deus é Quem dá a vida. Foi pelo Espírito de Deus que Jesus ressuscitou; é pelo Espírito que Deus nos dá a sua vida e nos ressuscita com Jesus, seu Filho. Mas para isso é preciso que o Espírito de Deus habite em nós.

    • Aclamação ao Evangelho  Jo 11, 25a.26
    Louvor e Glória a Vós, Jesus Cristo, Senhor.
    Eu sou a ressurreição e a vida, diz o Senhor.
    Quem acredita em Mim nunca morrerá.
                    
    • Evangelho:            Jo 11, 1-45
    Eu sou a ressurreição e a vida

    A ressurreição de Lázaro é a terceira das três leituras evangélicas especialmente importantes na caminhada quaresmal. Catecúmenos e fiéis preparam-se para celebrar o Mistério da Páscoa, da Morte e Ressurreição do Senhor, e assim nelas participar. A Vida está em Deus, e vem a nós em seu Filho, Jesus Cristo. Ele é a Vida. Jesus morreu por nós; nós morreremos n’Ele e com Ele. Mas Jesus passou da Morte à Vida; ressuscitou. Ele próprio é a Ressurreição. N’Ele e com Ele nós ressuscitamos. É a grande mensagem desta leitura, que nos coloca assim na perspectiva pascal.


    Em Cristo encontras a vida, ACREDITA


    Não assim, não, os ímpios: são como palha que o vento leva.
    Os ímpios não se aguentarão em julgamento, nem os pecadores na assembleia dos justos.
    O Senhor vela pelo caminho dos justos, mas o caminho dos pecadores leva à perdição (Sl 1, 4-6)

    Leitura Bíblica (Jo 11, 20-22.25-27): Ressurreição de Lázaro
    Logo que Marta ouviu dizer que Jesus estava a chegar, saiu a recebê-lo, enquanto Maria ficou sentada em casa. Marta disse, então, a Jesus: “Senhor, se Tu cá estivesses, o meu irmão não teria morrido. Mas, ainda agora, eu sei que tudo o que pedires a Deus, Ele to concederá”. (…) Disse-lhe Jesus: “Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim, mesmo que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá para sempre. Crês nisto”? Ela respondeu-lhe: “Sim, ó Senhor; eu creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus que havia de vir ao mundo".

    Breve reflexão: 
    Ao falar a Marta, Jesus mostra-nos que não há morte para aqueles que acolhem a sua proposta e que aceitam fazer da sua vida, uma vida de relação de amor com Ele e com os irmãos. A morte física para o cristão não tem a última palavra, ou seja, essa morte não é destruição e aniquilação, mas sim a passagem para a vida definitiva. É essa vida que pelo Batismo nos vemos participantes. Vivo de modo coerente com esta realidade? Diante desta vida que o Senhor me propõe, vejo-me como alguém que acredita sem medo e sem receio? Ou deixo-me alicerçar simplesmente naquilo que passa vivendo angustiado com o que virá? A nossa existência tem sido uma existência egoísta e fechada, que termina na morte, ou tem sido uma existência de amor, de partilha, que aponta para a realização plena do homem e para a vida eterna? (…)

    Oração:   
    Senhor, eu ACREDITO e creio em Ti porque me amas e me UNGISTE com o ÓLEO da Salvação. Alguém falou de Deus, como nosso Pai: chama-se Filho de Deus…Alguém morreu e ressuscitou para nossa salvação: chama-se Salvador…Alguém proclamou a Boa Nova: chama-se Jesus Cristo e eu ACREDITO e creio n’Ele.

    Proposta de actividade: Coloca o nome da quinta raiz. Todos os domingos, na eucaristia, os cristãos dizem “Creio em Jesus Cristo”, escreve por palavras tuas o que tu crês e acreditas em Jesus.

    Atitude (Nome da Raiz): ACREDITA(R)

    Símbolo: Óleo do Crisma (Rito do Batismo – Unção depois do Batismo)

    Deus todo-poderoso, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que vos libertou do pecado
    e vos deu uma vida nova pela água e pelo Espírito Santo, unge-vos com o crisma da salvação,
    para que, reunidos ao seu povo, permaneçais, eternamente, membros de Cristo sacerdote, profeta e rei.


    Palavra de Deus para a semana de 7 a 12 de abril

      
    7
    Seg
    S. JOÃO BAPTISTA DE LA SALLE, presbítero
    Dan 13, 41c-62 - Salmo 22 (23) - Jo 8, 1-11
    Eu não quero a morte do pecador, diz o Senhor,
    mas que se converta e viva
    8
    Ter
              Num 21, 4-9 - Salmo 101 (102) - Jo 8, 21-30
    A semente é a palavra de Deus e o semeador é Cristo.
    Quem O encontra viverá eternamente.
    9
    Qua
    Dan 3, 14-20. 91-92. 95 - Salmo Dan 3, 52. 53. 54. 55. 56 -  Jo 8, 31-42
    Felizes os que recebem a palavra de Deus
    de coração sincero e generoso e produzem fruto pela perseverança.
    10
    Qui
    Gen 17, 3-9 - Salmo 104 (105) - Jo 8, 51-59
    Se hoje ouvirdes a voz do Senhor,
    não fecheis os vossos corações.
    11
    Sex
    S. ESTANISLAU, bispo e mártir
    Jer 20, 10-13 - Salmo 17 (18) - Jo 10, 31-42
    As vossas palavras, Senhor, são espírito e vida,
    Vós tendes palavras de vida eterna.
    12
    Sáb
    Ez 37, 21-28 - Salmo Jer 31, 10. 11-12ab. 13 - Jo 11, 45-56
    Deixai todos os vossos pecados, diz o Senhor;
    criai um coração novo e um espírito novo.

    DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR

    • Is. 50, 4-7
    Não desviei o meu rosto dos que Me ultrajavam,
    mas sei que não ficarei desiludido

    • Salmo    21 (22)
    Meu Deus, meu Deus,
    porque me abandonastes?

    • Filip 2, 6-11
    Humilhou-Se a Si próprio; por isso Deus O exaltou

    • Mt 26, 14 – 27, 66
    Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo


    Intenções para a Eucaristia de 6 de abril (10:00h)

    João de Jesus Pinto, de Requim, pais e sogros; Natália Fernanda da Silva Alves e seus avós; Margarida Teixeira de Jesus, marido e filho; Antero Pinto; Maria Rosa Leal Pinheiro; Maria da Graça da Glória, marido e filho; Emídio Luís; 30.º dia por Maria da Conceição Alves; António Pinto Melo; Alexandre da Silva Azeredo; Conceição Silva e Albano de Sousa, da Quinta; Acção de Graças  António Araújo, Elvira Cândida e seus familiares.


    Intenções para a Eucaristia de 13 de abril (9:30h)

    30.º dia por Maria da Conceição Soares; Pais e irmã de Conceição Soares; Albino Teixeira Pinto e esposa, de Requim; António da Silva Luís, do Lameu; António Pereira da Silva Guimarães; Carlos André; José de Azeredo e Silva; Familiares de Madalena Teixeira de Almeida e António Casimiro Almeida


    Agenda


    13 abr:  
      • DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR - Eucaristia, Igreja, 09:30h
    16 abr:
      • Subir o Monte à Escuta de Deus!  – Adolescentes em Via Sacra, Braga

    30 de março de 2014

    DOMINGO IV QUARESMA



    Confiança

    As leituras deste Domingo propõem-nos o tema da “luz”. Definem a experiência cristã como “viver na luz”.
    A primeira leitura não se refere diretamente ao tema da “luz”. No entanto, conta a escolha de David para rei de Israel e a sua unção: é um ótimo pretexto para refletirmos sobre a unção que recebemos no dia do nosso Batismo e que nos constituiu testemunhas da “luz” de Deus no mundo.
    Na segunda leitura, Paulo propõe aos cristãos de Éfeso que recusem viver à margem de Deus (“trevas”) e que escolham a “luz”. Em concreto, Paulo explica que viver na “luz” é praticar as obras de Deus (a bondade, a justiça e a verdade).
    No Evangelho, Jesus apresenta-se como “a luz do mundo”; a sua missão é libertar os homens das trevas do egoísmo, do orgulho e da auto suficiência. Aderir à proposta de Jesus é enveredar por um caminho de liberdade e de realização que conduz à vida plena. Da ação de Jesus nasce, assim, o Homem Novo – isto é, o Homem elevado às suas máximas potencialidades pela comunicação do Espírito de Jesus.
    Jesus Cristo, o Filho de Deus, veio ao encontro dos homens e mostrou-lhes a luz libertadora: convidou-os a renunciar ao egoísmo e auto suficiência que geram “trevas”, sofrimento, escravidão e a fazerem da vida um dom, por amor. Aderir a esta proposta é viver na “luz”.
    O cego que escolhe a “luz” e que adere incondicionalmente a Jesus e à sua proposta libertadora é o modelo que nos é proposto. A Palavra de Deus convida-nos, neste tempo de Quaresma, a um processo de renovação que nos leve a deixar tudo o que nos escraviza, nos aliena, nos oprime – no fundo, tudo o que impede que brilhe em nós a “luz” de Deus e que impede a nossa plena realização. Para que a celebração da ressurreição – na manhã de Páscoa – signifique algo, é preciso realizarmos esta caminhada quaresmal e renascermos, feitos Homens Novos, que vivem na “luz” e que dão testemunho da “luz”.
    Receber a “luz” que Cristo oferece é, também, acender a “luz” da esperança no mundo. O que é que eu faço para eliminar as “trevas” que geram sofrimento, injustiça, mentira e alienação? A “luz” de Cristo que os padrinhos me passaram no dia em que fui batizado brilha em mim e ilumina o mundo?



    Liturgia da Palavra do Domingo IV da Quaresma


    • I Leitura                 1 Sam 16, 1b.6-7.10-13ª

     David é ungido rei de Israel.

    Continuamos a ler, como primeira leitura dos domingos da Quaresma, algumas das passagens mais significativas da história da salvação do Antigo Testamento, para assim compreendermos melhor como a Páscoa de Jesus é o ponto culminante de toda essa história. Hoje lemos a unção de David como rei de Israel. David é um antepassado de Jesus, a quem foi feita a promessa de que um descendente seu seria o grande Rei do povo de Deus. Jesus é esse Rei, Filho de David, mas ao mesmo tempo, Filho de Deus, como Ele próprio Se revela no Evangelho. É Ele que vem para conduzir os homens, como seu Pastor, até ao Pai.          
                   
    • Salmo     22 (23)

     O Senhor é meu pastor: nada me faltará.

    • II Leitura:             Ef 5, 8-14

     Desperta e levanta-te do meio dos mortos, e Cristo brilhará sobre ti

    Este é o Domingo da luz, da iluminação. Essa luz é Cristo, como se diz no final da leitura, numa passagem que é talvez parte de um hino cristão primitivo. O Batismo é o sacramento da iluminação, da fé, que havemos de professar, de novo, na Vigília Pascal.              

    • Aclamação ao Evangelho  
    Glória a Vós, Jesus Cristo, Palavra do Pai
    Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor.
    Quem Me segue terá a luz da vida.
                    
    • Evangelho:            Jo 9, 1-41
    Eu fui, lavei-me e comecei a ver

    Jesus, que no domingo anterior Se revelou como Aquele que dá a água da vida, revela-Se hoje como a luz que ilumina o homem. O cego de nascença é figura de toda a humanidade, que tacteia, neste mundo, como que às apalpadelas, a caminho da vida, caminho que só Deus lhe pode desvendar. O Batismo é o banho que ilumina, porque nos faz mergulhar em Cristo que é a luz. Os antigos chamavam justamente ao Batismo a “iluminação”.     

    Cristo é a luz, CONFIA e deixa-te guiar por Ele 


    …dá fruto a seu tempo e sua folhagem não murcha.
    Tudo quanto fizer será bem sucedido(Sl 1, 3b)

    Leitura Bíblica (Jo 9, 35-38): Jesus e o Cego de nascença
    Jesus ouviu dizer que o tinham expulsado e, quando o encontrou, disse-lhe: “Tu crês no Filho do Homem”? Ele respondeu: “E quem é, Senhor, para eu crer nele”? Disse-lhe Jesus: “Já o viste. É aquele que está a falar contigo”. Então, exclamou: “Eu creio, Senhor”! E prostrou-se diante dele.

    Breve reflexão:      
    Diante de Cristo, aquele que havia sido cego, desde a nascença, de um modo muito simples e profundo profere uma belíssima profissão de fé “Eu creio, Senhor”. Confiando em Jesus, este homem foi capaz de entrar no caminho da luz, no caminho libertador que o Senhor lhe propõe. No Batismo, é Cristo enquanto Luz do mundo que recebemos e colocamos como guia do nosso caminho. Terei consciência disso? Será que olho para Cristo como Luz, como a minha Luz, como a Luz que permite que o meu coração arda e me mova a agir no mundo? De que modo alimento esta Luz? Ou deixo-a apagar-se? Neste mundo em que vivo, o que me poderá impedir de ver a Cristo Luz do mundo? (…)

    Oração:  
    Senhor, Tu que restituis a vista àqueles que a perderam, Tu que Te fazes LUZ no meio da escuridão, ensina-me a ter CONFIANÇA sem nunca a perder. Que ela se torne contagiante para os outros. Faz de mim uma pessoa capaz de permanecer de olhos abertos e atentos, pois ao ver-TE e ao acreditar em Ti, terei a força para amar o meu próximo. Senhor, Tu és a minha Luz, és a Luz que guia o meu caminho e me aquece o coração…”Coragem, tem CONFIANÇA!”

    Proposta de atividade: Coloca o nome da quarta raiz e elabora/escreve a tua Oração de confiança em Jesus que te ama.

    Atitude (Nome da Raiz):       CONFIANÇA

    Símbolo:   Luz (Rito do Batismo – Entrega da vela)

    A vós, pais e padrinhos, se confia o encargo de velar por esta luz, para que os vossos pequeninos, iluminados por Cristo, vivam sempre como filhos da luz, perseverem na fé e, quando o Senhor vier, possam ir ao seu encontro com todos os Santos, no reino dos céus.

    Palavra de Deus para a semana de 31 de março a 5 de abril


      
    31
    Seg
    Is 65, 17-21 - Salmo 29 (30) - Jo 4, 43-54
    Buscai o bem e não o mal, para que vivais,

    e o Senhor estará convosco.
    1
    Ter
                Ez 47, 1-9. 12 - Salmo 45 (46) - Jo 5, 1-3a. 5-16
    Criai em mim, Senhor, um coração puro,
    dai-me de novo a alegria da vossa salvação
    2 Qua
    S. Francisco de Paula, eremita – M
    Is 49, 8-15 - Salmo 144 (145) - Jo 5, 17-30
    Eu sou a ressurreição e a vida, diz o Senhor.
    Quem acredita em Mim nunca morrerá.


    3
    Qui
    Ex 32, 7-14 - Salmo 105 (106) - Jo 5, 31-47
    Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito;

    quem acredita n’Ele tem a vida eterna.
    4
    Sex
    S. Isidoro, bispo e doutor da Igreja – M
    Sab 2, 1a. 12-22 - Salmo 33 (34) - Jo 7, 1-2. 10. 25-30
    Nem só de pão vive o homem,

    mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.
    5
    Sáb
    S. Vicente Ferrer, presbítero - M
    Jer 11, 18-20 - Salmo 7 - Jo 7, 40-53
    Felizes os que recebem a palavra de Deus de coração sincero e generoso
    e produzem fruto pela perseverança.

    Preparando a liturgia para o Domingo V da Quaresma


    • Ez 37, 12-14
    Infundirei em vós o meu espírito e revivereis»
    •  Salmo   129 (130)
    No Senhor está a misericórdia
    e abundante redenção.
    • Rom 8, 8-11O 
    Espírito d’Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos
    habita em vós
    •  Jo 11, 1-45
    Eu sou a ressurreição e a vida


    Intenções para a Eucaristia de 30 de março (10:00h)

    Manuel Vieira Ribeiro, pais e sogros; Manuel Alfredo da Fonseca Soares; Joaquim Moreira e esposa, do Alto; Maria Luísa de Sousa e marido, de Vila Nova; Joaquim Vieira e esposa, das Regadas; Gualter Ferraz Pinto, de Vila Nova; Maria Emília Leal Teixeira; Maria da Conceição Aguiar Pinto e marido; António Pinheiro Moreira; José Carlos Nogueira e familiares; da Associação por Maria da Conceição Soares; aniversário por Manuel Oliveira Barreto; aniversário por Ricardo Luís.


    Intenções para a Eucaristia de 6 de abril (10:00h)

    João de Jesus Pinto, de Requim, pais e sogros; Natália Fernanda da Silva Alves e avós; Margarida Teixeira de Jesus, marido e filho; Antero Pinto; Maria Rosa Leal Pinheiro; Maria da Graça da Glória, marido e filho; Emídio Luís; 30.º dia por Maria da Conceição Alves; António Pinto Melo; Alexandre da Silva Azeredo.


    Agenda

    30 mar: 
      • Eucaristia, Igreja, 10:00h
    5 abr:  
      •  Oração Comunitária Vésperas 1º sábado, Igreja, 19:00h
    6 abr:
      • Eucaristia, Igreja, 10:00h