2 de setembro de 2012

Domingo XXII do Tempo Comum, Vésperas I

VÉSPERAS I
DOMINGO XXII TEMPO COMUM
02 de setembro de 2012




V.           Deus, vinde em nosso auxílio.
R.            Senhor, socorrei-nos e salvai-nos.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.

Hino
Luz esplendente da santa glória
Do Pai celeste, imortal,
Santo e glorioso Jesus Cristo!

Sois digno de ser cantado a toda a hora e momento
Por vozes inocentes,
Ó Filho de Deus que nos dais a vida.

Dissipais as trevas do universo
E iluminais o espírito do homem,
Vencendo a noite com a luz da fé.

Luz da Luz sem ocaso,
Imagem clara do esplendor divino:
O céu e a terra proclamam a vossa glória.

Chegada a hora do sol poente,
Contemplando a luz do entardecer,
Cantamos ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo


SALMODIA

Ant. 1 – A vossa palavra, Senhor,
    é luz dos meus caminhos.  Aleluia.

Salmo 118 (119)               Elogio da lei divina

Eu sou o caminho, a verdade e a vida:
quem Me segue terá a luz da vida (Jo 14, 6; 8, 12)

A vossa palavra é farol para os meus passos *
                e luz para os meus caminhos.

Jurei e estou decidido *
                 a guardar os vossos justos juízos.

Estou em grande aflição, Senhor, *
                 fazei-me viver, segundo a vossa palavra.

Senhor, aceitai os louvores da minha boca *
                 e dai-me a conhecer os vossos justos juízos.

A minha vida anda em constante perigo, *
                  mas nunca me esqueço da vossa lei.

Embora os pecadores me armem um laço, *
                nunca me afasto dos vossos preceitos.

As vossas ordens são minha herança eterna, *
                 são elas que dão alegria ao meu coração.

Habituei o meu coração a cumprir os vossos decretos, *
                  até ao fim e para todo o sempre.


Ant. 1 – A vossa palavra, Senhor,
    é luz dos meus caminhos.  Aleluia.



Ant. 2 - Dar-me-eis, Senhor,
                 a alegria plena em vossa presença. Aleluia

Salmo 15 (16)

O Senhor é a minha herança. Deus ressuscitou Jesus,
livrando-O das garras da morte (Actos 2, 24).

Defendei-me, Senhor: Vós sois o meu refúgio. *
 Digo ao Senhor: «Vós sois o meu Deus, †
                 sois o meu único bem».
Para os santos da terra, admiráveis em seu poder, *
vai todo o meu afecto.
Os que seguem deuses estranhos *
                  redobrem as suas penas.
 Não serei eu a fazer-lhes libações de sangue, *
                nem a invocar seus nomes com meus lábios.
  Senhor, porção da minha herança e do meu cálice, *
                  está nas vossas mãos o meu destino.
 Couberam-me em partilha terras aprazíveis: *
                muito me agrada a minha sorte.
 Bendigo o Senhor por me ter aconselhado, *
                até de noite me inspira interiormente.
 O Senhor está sempre na minha presença, *
                 com Ele a meu lado não vacilarei.
 Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta *
                e até o meu corpo descansa tranquilo.
Vós não abandonareis a minha alma na mansão dos mortos, *
                 nem deixareis o vosso fiel sofrer a corrupção.
Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida, *
                 alegria plena em vossa presença, †
                delícias eternas à vossa direita.

Ant. 2 - Dar-me-eis, Senhor,
 a alegria plena em vossa presença. Aleluia


Ant. 3-  Ao nome de Jesus, todos se ajoelhem
    no céu e na terra.  Aleluia.

Cântico                Filip 2, 6-11

Cristo, Servo de Deus

Cristo Jesus, que era de condição divina, *
                  não Se valeu da sua igualdade com Deus, †
                 mas aniquilou-Se a Si próprio.
 Assumindo a condição de servo, *
                 tornou-Se semelhante aos homens.
Aparecendo como homem,
humilhou-Se ainda mais, *
                 obedecendo até à morte e morte de cruz.

 Por isso Deus O exaltou *
                 e Lhe deu o nome que está acima de todos os nomes,
para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem, *
                no céu, na terra e nos abismos,
e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, *
                para glória de Deus Pai.

Ant. 3- Ao nome de Jesus, todos se ajoelhem
    no céu e na terra.  Aleluia.

Leitura breve                      Col 1, 3-6a
A graça e a paz de Deus nosso Pai e de Jesus Cristo nosso Senhor estejam convosco. Damos graças a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, e oramos continuamente por vós.
Temos ouvido falar da vossa fé em Cristo Jesus e da caridade que tendes para com todos os cristãos, por causa da esperança que vos está reservada nos Céus, e de que tivestes conhecimento pela pregação da Palavra da verdade, o Evangelho, que chegou, até vós, e ao mundo inteiro, onde frutifica e se desenvolve, como no meio de vós.



Responsório breve
V. Desde o nascer ao pôr do sol,
seja louvado o nome do Senhor.
R. Desde o nascer ao pôr do sol,
seja louvado o nome do Senhor.
 V. A sua glória está acima dos céus.
R. Seja louvado o nome do Senhor
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Desde o nascer ao pôr do sol,
seja louvado o nome do Senhor.

Cântico Evangélico         Magnificat                         Lc 1,46-55   

Ant. - Acolhei generosamente a palavra que vos foi anunciada
           e pode salvar as vossas almas.

A minha alma glorifica ao Senhor *
                e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
Porque pôs os olhos na humildade da sua serva: *
                de hoje em diante me chamarão bem-aventurada                                                        todas as gerações.
Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: *
                Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração *
                 sobre aqueles que O temem.
Manifestou o poder do seu braço*
                e dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos de seus tronos *
                e exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens *
                e aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo, *
                 lembrado da sua misericórdia,
como tinha prometido a nossos pais, *
                a Abraão e à sua descendência para sempre.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,*
                 como era no princípio, agora e sempre. Amen.

Ant. - Acolhei generosamente a palavra que vos foi anunciada
           e pode salvar as vossas almas.

Preces
Dêmos graças a Deus, que auxilia e protege o povo que escolheu para sua herança, e, recordando o seu amor para connosco,
aclamemos dizendo:

Senhor, nós temos confiança em Vós.

Nós Vos pedimos, Deus de bondade, pelo Santo Padre, o Papa
Bento, e pelo nosso Bispo Manuel:
— protegei-os com o vosso poder e santificai-os com a vossa graça.

Confortai os doentes e ajudai-os a participar com o seu sofrimento
na paixão de Cristo,
— para que sintam continuamente a sua consolação.

Olhai com amor para os que não têm casa onde se abriguem
— e fazei que encontrem uma digna habitação.

Dignai-Vos multiplicar e conservar os frutos da terra,
— para que a ninguém falte o pão de cada dia.

Defendei a nossa terra de todo o mal
— e aumentai entre nós a prosperidade e a paz.

Tende piedade dos defuntos
— e abri-lhes as portas do Céu


Pai Nosso…

Oração
Deus do universo, de quem procede todo o dom perfeito, infundi em nossos corações o amor do vosso nome e, estreitando a nossa união convosco, dai vida ao que em nós é bom e protegei com solicitude esta vida nova.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo, amén.

«Deixais o mandamento de Deus
para vos prenderdes à tradição dos homens»


Naquele tempo, reuniu-se à volta de Jesus um grupo de fariseus e alguns escribas que tinham vindo de Jerusalém. Viram que alguns dos discípulos de Jesus comiam com as mãos impuras, isto é, sem as lavar. – Na verdade, os fariseus e os judeus em geral não comem sem ter lavado cuidadosamente as mãos, conforme a tradição dos antigos. Ao voltarem da praça pública, não comem sem antes se terem lavado. E seguem muitos outros costumes a que se prenderam por tradição, como lavar os copos, os jarros e as vasilhas de cobre –. Os fariseus e os escribas perguntaram a Jesus: «Porque não seguem os teus discípulos a tradição dos antigos, e comem sem lavar as mãos?». Jesus respondeu-lhes: «Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. É vão o culto que Me prestam, e as doutrinas que ensinam não passam de preceitos humanos’. Vós deixais de lado o mandamento de Deus, para vos prenderdes à tradição dos homens».
Depois, Jesus chamou de novo a Si a multidão e começou a dizer-lhe: «Escutai-Me e procurai compreender. Não há nada fora do homem que ao entrar nele o possa tornar impuro. O que sai do homem é que o torna impuro; porque do interior do homem é que saem as más intenções: imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, cobiças, injustiças, fraudes, devassidão, inveja, difamação, orgulho, insensatez. Todos estes vícios saem do interior do homem e são eles que o tornam impuro».

Mc 7, 1-8.14-15.21-23

25 de agosto de 2012

XXI DOMINGO DO TEMPO COMUM


DOMINGO XXI DO TEMPO COMUM
26 de agosto de 2012
Para quem iremos, Senhor?
Tu tens palavras de vida eterna.

A liturgia do 21º Domingo do Tempo Comum fala-nos de opções. Recorda-nos que a nossa existência pode ser gasta a perseguir valores efémeros e estéreis, ou a apostar nesses valores eternos que nos conduzem à vida definitiva, à realização plena. Cada homem e cada mulher têm, dia a dia, de fazer a sua escolha.
Na primeira leitura, Josué convida as tribos de Israel reunidas em Siquém a escolherem entre “servir o Senhor” e servir outros deuses. O Povo escolhe claramente “servir o Senhor”, pois viu, na história recente da libertação do Egipto e da caminhada pelo deserto, como só Jahwéh pode proporcionar ao seu Povo a vida, a liberdade, o bem estar e a paz.
O Evangelho coloca diante dos nossos olhos dois grupos de discípulos, com opções diversas diante da proposta de Jesus. Um dos grupos, prisioneiro da lógica do mundo, tem como prioridade os bens materiais, o poder, a ambição e a glória; por isso, recusa a proposta de Jesus. Outro grupo, aberto à acção de Deus e do Espírito, está disponível para seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida; os membros deste grupo sabem que só Jesus tem palavras de vida eterna. É este último grupo que é proposto como modelo aos crentes de todos os tempos. 

LITURGIA DA PALAVRA DO DOMINGO XXI DO TEMPO COMUM

I Leitura:                            Jos 24, 1-2a.15-17.18b

«Queremos servir o Senhor, porque Ele é o nosso Deus»

Depois de entrar na Terra Prometida e antes da solene renovação da Aliança em Siquém, o povo de Deus, composto de gente vinda de várias tribos e que encontra a Terra Prometida cheia de cultos aos deuses dos pagãos, é convidado a fazer uma solene profissão de fé no Senhor, o único Deus capaz de salvar, tal como Pedro irá fazer, no Evangelho deste Domingo, depois do discurso de Jesus sobre o Pão da vida.      
Salmo   33
Refrão:                Saboreai e vede como o Senhor é bom.

II Leitura:                            Ef 5, 21-32

«É grande este mistério, em relação a Cristo e à Igreja»

O matrimónio cristão não modifica os quadros humanos em que ele é celebrado, mas reveste-os de uma significação nova. Nesta passagem, a união do homem e da mulher no matrimónio é apresentada como imagem do mistério da união de Cristo e da Igreja: Cristo amou a Igreja, deu a vida por ela, purificou-a no seu Sangue. Assim, neste amor de Cristo pelo seu povo terão também os esposos o modelo do amor com que hão-de amar-se um ao outro e constituir a sua família.   
               
ALELUIA                                             Jo 6, 63c.68c

As vossas palavras, Senhor, são espírito e vida:
                                Vós tendes palavras de vida eterna
                                                                              
Evangelho:                         Jo 6, 60-69

«Para quem iremos, Senhor?
      Tu tens palavras de vida eterna»

O discurso de Jesus sobre o Pão da Vida desiludiu muitos discípulos, que, por isso, se afastaram. Jesus tenta explicar o sentido espiritual das suas palavras, que, sem deixarem de dizer o que querem dizer, vão mais além do que aquilo que à primeira vista parecem dizer. Essas palavras são espírito e vida. São palavras que levam à fé. E é esta fé que S. Pedro acaba por professar. Assim, o discurso sobre o Pão da vida termina, como sempre as narrações de S. João, com um solene acto de fé.         

PALAVRA DE DEUS PARA A SEMANA DE 27 AGOSTO A 1  SETEMBRO

Seg 27
Santa Mónica   (MO)
2 TS 1, 1-5. 11b-12 – Salmo 95 – Mt 23, 13-22
“Ai de vós, guias cegos!”

Ter 28
Santo Agostinho, bispo e doutor da Igreja   (MO)
2 Ts 2, 1-3ª. 14-17 – Salmo 95 – Mt 23, 23-26
“Deveis praticar estas coisas sem omitir as outras”

Qua 29
Martírio de São João Baptista   (MO)
Jr 1, 17-19 – Salmo 70 – Mc 6, 17-29
“Quero que me dês sem demora, num prato, a cabeça de João baptista”

Qui 30
1 Cor 1, 1-9 – Salmo 144 – Mt 24, 42-51
“Estai preparados”

Sex 31
1 Cor 12, 17-25 – Salmo 32 – Mt 25, 1-13
“Aí vem o esposo: ide ao seu encontro”

Sab 1
Santa Beatriz da Silva, virgem   (MO)
1 Cor 1, 26-31 – Salmo 32 – Mtm 35, 14-30
“Foste fiel em coisas pequenas: vem tomar parte na alegria do teu senhor” 

PREPARANDO A LITURGIA PARA  O PRÓXIMO DOMINGO:

Deut 4, 1-2.6-8
«Não acrescentareis nada ao que vos ordeno...
mas guardareis os mandamentos do Senhor»

Salmo 14            
Quem habitará, Senhor, no vosso santuário?

Tg 1, 17-18.21b-22.27
«Sede cumpridores da palavra»

Mc 7, 1-8.14-15.21-23
«Deixais o mandamento de Deus
para vos prenderdes à tradição dos homens»

INTENÇÕES LEMBRADAS NA EUCARISTIA  DE 26 DE AGOSTO
·         Benilde Delfina da Luz Pinto; António Araújo, das Lapas; Manuel Pinto da Costa; Maria Emília Ferreira, da Sra. da Piedade; Ricardo Luís e filha; Joaquim Moreira e esposa, do Alto; Maria Luísa de Sousa e marido, de Vila Nova; Joaquim Vieira e esposa, das Regadas; Gualter Ferraz Pinto, de Vila Nova; António Silva Luís; Emídio Ribeiro; Pai e outros familiares de Maria Deolinda, das Lapas; Aniversário dos Pais de Elvira Cândida

INTENÇÕES PARA A EUCARISTIA  DE 2 DE SETEMBRO   (10:00h)
·         João de Jesus Pinto e sua mãe; Natália Fernanda da Silva Alves e seus avós; Margarida Teixeira de Jesus, marido e filho; António Vieira, esposa e filho; Joaquim Pinto Vieira e esposa; Maria Rosa Leal Pinheiro

Ø  1 de Setembro: Oração Comunitária de Vésperas do 1º Sábado
Igreja paroquial, 20:30h

50 anos de Partilha do Dom de Deus

Ø  09 de setembro: Ao Encontro dos Avós.
Adro da Igreja, , 16:00h


O Evangelho deste domingo põe claramente a questão das opções que nós, discípulos de Jesus, somos convidados a fazer… Todos os dias somos desafiados pela lógica do mundo, no sentido de alicerçarmos a nossa vida nos valores do poder, do êxito, da ambição, dos bens materiais, da moda, do “politicamente correcto”; e todos os dias somos convidados por Jesus a construir a nossa existência sobre os valores do amor, do serviço simples e humilde, da partilha com os irmãos, da simplicidade, da coerência com os valores do Evangelho… É inútil esconder a cabeça na areia: estes dois modelos de existência nem sempre podem coexistir e, frequentemente, excluem-se um ao outro. Temos de fazer a nossa escolha, sabendo que ela terá consequências no nosso estilo de vida, na forma como nos relacionamos com os irmãos, na forma como o mundo nos vê e, naturalmente, na satisfação da nossa fome de felicidade e de vida plena.







19 de agosto de 2012

Domingo XX do Tempo Comum


DOMINGO XX DO TEMPO COMUM
19 de agosto de 2012

Saboreai e vêde como o Senhor é bom!

A liturgia do 20º Domingo do Tempo Comum repete o tema dos últimos domingos: Deus quer oferecer aos homens, em todos os momentos da sua caminhada pela terra, o “pão” da vida plena e definitiva. Naturalmente, os homens têm de fazer a sua escolha e de acolher esse dom.
A primeira leitura oferece-nos uma parábola sobre um banquete preparado pela “senhora sabedoria” para os “simples” e para os que querem vencer a insensatez. Convida-nos à abertura aos dons de Deus e à disponibilidade para acolher a vida de Deus (o “pão de Deus que desce do céu”).
A segunda leitura lembra aos cristãos a sua opção por Cristo (aquele Cristo que o Evangelho de hoje chama “o pão de Deus que desceu do céu para a vida do mundo”). Convida-os a não adormecerem, a repensarem continuamente as suas opções e os seus compromissos, a não se deixarem escorregar pelo caminho da facilidade e do comodismo, a viverem com empenho e entusiasmo o seguimento de Cristo, a empenharem-se no testemunho dos valores em que acreditam.
No Evangelho, Jesus reafirma que o objectivo final da sua missão é dar aos homens o “pão da vida”. Para receber essa vida, os discípulos são convidados a “comer a carne” e a “beber o sangue” de Jesus – isto é, a aderir à sua pessoa, a assimilar o seu projecto, a interiorizar a sua proposta. A Eucaristia cristã (o “comer a carne” e “beber o sangue” de Jesus) é um momento privilegiado de encontro com essa vida que Jesus veio oferecer

LITURGIA DA PALAVRA DO DOMINGO XX DO TEMPO COMUM

I Leitura:                            Prov 9, 1-6
«Vinde comer do meu pão e beber do vinho que vos preparei»

Personificada numa dona de casa, a Sabedoria de Deus convida os homens a participarem do seu banquete. No Antigo Testamento, a Palavra de Deus é frequentemente comparada a um banquete oferecido aos homens. O pão e o vinho são tidos como símbolo do alimento que dá a vida em plenitude. A imagem do banquete assume maior expressão na Eucaristia que nos é dado celebrar.           
              
Salmo  33
Saboreai e vede como o Senhor é bom.

II Leitura:                            Ef 5, 15-20
«Procurai compreender qual é a vontade de Deus»

Deus criou o homem livre e não quer sobrepor-se a essa liberdade. Deixa a cada um a possibilidade de fazer as suas opções. Porém, uma escolha consciente só é possível, tendo presente determinada hierarquia de valores que ajudará a decidir, não apenas acerca do acto, como também do tempo próprio para o realizar.  
               

ALELUIA                                              Jo 6, 56
Refrão:                Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue
permanece em mim e Eu nele, diz o Senhor.                                     
                               
Evangelho:                         Jo 6, 51-58
«A minha carne é verdadeira comida
e o meu sangue é verdadeira bebida»

A ceia pascal judaica estava intimamente ligada à libertação dos hebreus da escravatura egípcia. Ao comerem a Páscoa, os judeus tinham consciência de serem o povo libertado por Deus. Cristo associa também os discípulos à Sua morte redentora. Os participantes na celebração eucarística, ao comerem o pão e beberem o sangue derramado na cruz pela multidão dos homens, reconhecem-se no povo redimido por Cristo.   
                              
PALAVRA DE DEUS PARA A SEMANA DE 20  A  25  DE AGOSTO

Seg 20
São Bernardo, abade e doutor da Igreja  (MO)
Ez 24, 15-24 – Salmo Dt 32 – Mt 19, 16-22
“Se queres ser perfeito, vende o que tens e terás um tesouro no céu”

Ter 21 
São Pio X, Papa  (MO)
Ez 28, 1-10 – Salmo  - Dt 32 – Mt 19, 23-30
“É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus”

Qua 22
 Virgem Santa Maria, Rainha  (MO)
Ez 34, 1-11 – Salmo 22 – Mt 20, 1-16ª
“Serão maus os teus olhos porque eu sou bom?”

Qui 23
Santa Rosa de Lima, virgem  (MF)
Ez 36, 23-28 – Salmo 50 – Mt 22 , 1-14
“Convidai para as bodas todos os que encontrardes”

Sex 24
São Bartolomeu, Apóstolo  (F)
Ap 21, 9b-14 – Salmo 144 – Jo 1, 45-51
“Eis um verdadeiro israelita em quem não há fingimento”

Sáb 25
São Luís de França e São José de Calasanz, presbíteros  (MF)
Ez 43, 1-7ª – Salmo 84 – Mt 23, 1-12
“Dizem e não fazem”
  
PREPARANDO A LITURGIA PARA  O PRÓXIMO DOMINGO:

Jos 24, 1-2a.15-17.18b
«Queremos servir o Senhor, porque Ele é o nosso Deus»»

Salmo 33            
Saboreai e vede como o Senhor é bom

Ef 5, 15-20
«Procurai compreender qual é a vontade de Deus»

Jo 6, 60-69
«Para quem iremos, Senhor?
Tu tens palavras de vida eterna»

INTENÇÕES LEMBRADAS NA EUCARISTIA  DE 19 DE AGOSTO
·         Rosa de Jesus; Associados da Mensagem de Fátima; Maria da Conceição Moreira, de Vila; António Carneiro Silva e sogro; Manuel Barbosa Araújo; Manuel da Silva Pinto; Martinho da Silva Pereira; Manuel Duarte Moreira; José Gomes de Araújo; Afonso Manuel da Costa e Silva e genro António Pinto de Sousa; Missa da Associação por David Tendela Pereira e Missa da Associação por Rosa Pereira de Jesus



INTENÇÕES PARA A EUCARISTIA  DE 26 DE AGOSTO   (09:30h)
·         Benilde Delfina da Luz Pinto; António Araújo, das Lapas; Manuel Pinto da Costa; Maria Emilia Ferreira, da Sra. da Piedade, Ricardo Luís e filha; Joaquim Moreira e esposa, do Alto; Maria Luísa de Sousa e marido, de Vila Nova; Joaquim Vieira e esposa, das Regadas; Gualter Ferraz Pinto, de Vila Nova; António Silva Luís; Emídio Ribeiro


• Participar no encontro eucarístico, “comer a carne” e “beber o sangue” de Jesus é encontrar-se, hoje, com esse Cristo que veio ao encontro dos homens e que tornou presente na sua “carne” (na sua pessoa física) uma vida feita amor, partilha, entrega, até ao dom total de si mesmo na cruz (“sangue”). Participar no encontro eucarístico, “comer a carne” e “beber o sangue” de Jesus, é acolher, assimilar e interiorizar essa proposta de vida, aceitar que ela é um caminho para a felicidade, para a realização plena do homem, para a vida definitiva.
• Sentar-se à mesa da Eucaristia é também identificar-se com Jesus, viver em união com Ele. Na Eucaristia, o alimento servido é o próprio Cristo. Por isso, é a própria vida de Cristo que passa a circular nas veias dos crentes. Quem acolhe essa vida que Jesus oferece torna-se, portanto, um com Ele. Comer cada domingo à mesa com Jesus desse alimento que Ele próprio dá e que é a sua pessoa, leva os crentes a uma comunhão total de vida com Jesus e a fazer parte da família do próprio Jesus. Celebrar a Eucaristia é aprofundarmos os laços familiares que nos unem a Jesus, identificarmo-nos com Ele, deixarmos que a sua vida circule em nós. Este crente, identificado com Cristo, torna-se uma pessoa nova, à imagem de Cristo.
• O “comer a carne” e “beber o sangue” de Jesus implica um compromisso com esse mesmo projecto que Jesus procurou concretizar em toda a sua vida, em todos os seus gestos, em todas as suas palavras. Como Jesus, o crente que celebra a Eucaristia tem de levar ao mundo e aos homens essa vida que aí recebe… Tem de lutar, como Jesus, contra a injustiça, o egoísmo, a opressão, o pecado; tem de esforçar-se, como Jesus, por eliminar tudo o que desfeia o mundo e causa sofrimento e morte; tem de construir, como Jesus, um mundo de liberdade, de amor e de paz; tem de testemunhar, como Jesus, que a vida verdadeira é aquela que se faz amor, serviço, partilha, doação até às últimas consequências.




  

11 de agosto de 2012

XIX Domingo do Tempo Comum


DOMINGO XIX DO TEMPO COMUM
12 de agosto de 2012

 Eu sou o pão vivo que desceu do Céu.
Quem comer deste pão viverá eternamente
A liturgia do 19º Domingo do Tempo Comum dá-nos conta, uma vez mais, da preocupação de Deus em oferecer aos homens o “pão” da vida plena e definitiva. Por outro lado, convida os homens a prescindirem do orgulho e da auto-suficiência e a acolherem, com reconhecimento e gratidão, os dons de Deus.

A primeira leitura mostra como Deus Se preocupa em oferecer aos seus filhos o alimento que dá vida. No “pão cozido sobre pedras quentes” e na “bilha de água” com que Deus retempera as forças do profeta Elias, manifesta-se o Deus da bondade e do amor, cheio de solicitude para com os seus filhos, que anima os seus profetas e lhes dá a força para testemunhar, mesmo nos momentos de dificuldade e de desânimo.

A segunda leitura mostra-nos as consequências da adesão a Jesus, o “pão” da vida… Quando alguém acolhe Jesus como o “pão” que desceu do céu, torna-se um Homem Novo, que renuncia à vida velha do egoísmo e do pecado e que passa a viver no caridade, a exemplo de Cristo.

O Evangelho apresenta Jesus como o “pão” vivo que desceu do céu para dar a vida ao mundo. Para que esse “pão” sacie definitivamente a fome de vida que reside no coração de cada homem ou mulher, é preciso “acreditar”, isto é, aderir a Jesus, acolher as suas propostas, aceitar o seu projecto, segui-l’O no “sim” a Deus e no amor aos irmãos.

LITURGIA DA PALAVRA DO DOMINGO XIX DO TEMPO COMUM

I Leitura:                            1 Reis 19, 4-8

«Fortalecido com aquele alimento, caminhou até ao monte de Deus»

Uma sensação de abandono gera no espírito de Elias um estado de abatimento e mesmo de desespero. Morrer, no deserto onde o povo andou errante, onde Moisés suportou a revolta do mesmo povo e onde Agar ficou sepultada, será simultaneamente libertação e glória. Mas Deus, que dá a vida e fortalece a esperança, tem a seu respeito um plano diferente. Envia-lhe um anjo com o sustento corporal e espiritual. – Ali mesmo alimentara também o povo com o maná –. E, deste modo, Elias pôde levar a bom termo a missão que o Senhor lhe confiara.        

Salmo  33
Saboreai e vede como o Senhor é bom.

II Leitura:                            Ef 4, 30 – 5, 2

«Caminhai na caridade, a exemplo de Cristo»

Crer em Deus não é somente um acto da inteligência. É também um acto da vontade humana enquanto a fé determina o comportamento cristão que nos move à libertação de todo o egoísmo, num reino de amor, de que Deus é modelo – na Trindade de Pessoas intimamente unidas.        

ALELUIA                                             Jo 6, 51

Refrão:                Eu sou o pão vivo que desceu do Céu, diz o Senhor;
Quem comer deste pão viverá eternamente                     
                                              
Evangelho:                         Jo 6, 41-51

«Eu sou o pão vivo que desceu do Céu»

Jesus convida os seus ouvintes a acreditarem na Sua Palavra a acreditarem n’Ele que é vida. É natural o espanto gerado entre a multidão. Se somente Deus tem palavras de vida eterna, como pode o Filho de Maria e José dizer que Ele próprio é o pão da vida? As palavras de Jesus são um apelo à fé e são também o anúncio da Eucaristia – sacramento em que Ele nos dá como Pão da vida o Seu próprio Corpo.         
                               
 PALAVRA DE DEUS PARA A SEMANA DE 13 A  18 DE AGOSTO

seg 13 ago
São Ponciano, Papa e Santo Hipólito, presbítero, mártires (MF)
Ez 1,2-5. 24-28c – Salmo 148 – Mt 17, 22-27
“Hão-de matá-l’O, mas  ressuscitará. Os filhos estão isentos do tributo.”

ter 14 ago
São Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártir  (MO)
Ez 2,8-3,4 – Salmo 118 – Mt 18, 1-5. 10. 12-14
“Vêde bem: não desprezeis um só destes paqueninos.”

qua 15 ago
ASSUNÇÃO DA VIRGEM MARIA  (S)
Ap 11,19a; 12,1-6a. 10ab – Salmo 44 – 1Cor 15,20-27 – Lc 1,39-56

qui 16 ago
Santo Estêvão da Hungria (MF)
Ez 12,1-12 – Salmo 77 – Mt 18,21-19,1
“Não te digo que perdoes até sete vezes, mas até setenta vezes sete.”

sex 17 ago
Ez 16,1-15.60.63 – Salmo Is 12 – Mt 19,3-12
“Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos permitiu repudiar as vossas mulheres. Mas no princípio não foi assim.”

sáb 18 ago
Ez 18,1-10. 13b. 30-32 – Salmo 50 – Mt 19,13-15
“Deixai que as crianças se aproximem de  Mim: dos que são como elas é o Reino dos Céus.”
 PREPARANDO A LITURGIA PARA  O PRÓXIMO DOMINGO:

Prov 9, 1-6
«Vinde comer do meu pão e beber do vinho que vos preparei»

Salmo 33             Saboreai e vede como o Senhor é bom

Ef 5, 15-20
«Procurai compreender qual é a vontade de Deus»

Jo 6, 51-58
«A minha carne é verdadeira comida
e o meu sangue é verdadeira bebida»

INTENÇÕES LEMBRADAS NA EUCARISTIA  DE 12 DE AGOSTO
·         Manuel Joaquim Teixeira; Luís Vieira e Maria da Conceição Pinheiro Silva; Helena de Jesus Martins, marido e filho; Luísa Pereira e marido, do Alto; Albino Teixeira Pinto e esposa, de Requim; Carlos André

INTENÇÕES PARA A EUCARISTIA  DE 15 DE AGOSTO   (10:30h)
·         José de Azeredo e Silva; António Monteiro Teixeira

INTENÇÕES PARA A EUCARISTIA  DE 19 DE AGOSTO   (09:30h)
·         Rosa de Jesus; Associados da Mensagem de Fátima; Maria da Conceição; Moreira, de Vila; António Carneiro Silva e sogro; Manuel Barbosa Araújo; Manuel da Silva Pinto; Martinho da Silva Pereira; António Silva Luís; Manuel Duarte Moreira

O Evangelho que hoje nos é proposto nos convida a acolher Jesus como o “pão” de Deus que desceu do céu para dar a vida aos homens… Para nós, seguidores de Jesus, esta afirmação não é uma afirmação de circunstância, mas um facto que condiciona a nossa existência, as nossas opções, todo o nosso caminho. Jesus, com a sua vida, com as suas palavras, com os seus gestos, com o seu amor, com a sua proposta, veio dizer-nos como chegar à vida verdadeira e definitiva.
Quem acredita em Mim, tem a vida eterna” – diz-nos Jesus. “Acreditar” é aderir, de facto, a essa vida que Jesus nos propôs, viver como Ele na escuta constante dos projectos do Pai, segui-l’O no caminho do amor, do dom da vida, da entrega aos irmãos; é fazer da própria vida – como Ele fez da sua – uma luta coerente contra o egoísmo, a exploração, a injustiça, o pecado, tudo o que desfeia a vida dos homens e traz sofrimento ao mundo. Eu posso dizer, com verdade e objectividade, que “acredito” em Jesus?